Julio Daio Bløg

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Segunda-feira, 20/3/2017
Julio Daio Bløg
Julio Daio Borges

 
Chuck Berry

"Se o rock tivesse outro nome, ele seria 'Chuck Berry'."
~ John Lennon

Todos os roqueiros têm uma dívida impagável com ele. Ainda que fosse, oficialmente, o pai do rock, era negro, de origem humilde e de maneiras simples

Se o rock tivesse pagado royalties a Chuck Berry, ele seria bilionário. Como Paul McCartney, Mick Jagger e Ozzy Osbourne

O primeiro a faturar em cima do rock foi, obviamente, Elvis Presley, embora sua inspiração maior fosse Little Richard, o pianista de "Lucille" - que, brincando, se dizia "a mãe do rock" (era homossexual com laivos de religiosidade)

Sim, o rock teve um pai, uma mãe, um rei e até um príncipe. Todos hoje mortos, com exceção de Little Richard

Berry e Richard vieram ao Brasil, se não me engano, em 1994. E tocaram no então Palace. Cada um fez o seu show. No final, tocaram, juntos, "Roll Over Beethoven", de Berry, que os Beatles regravaram

Chuck Berry, um descuidado, veio ao Brasil sem a sua famosa guitarra, uma Gibson semi-acústica. Marcelo Nova, que tinha uma igual, foi logo acionado: "Se é para Chuck, eu empresto", declarou pelo rádio

Chuck não parecia ter consciência da lenda à sua volta. Seja tocando ao lado de John Lennon, seja tocando com Keith Richards, ambos no YouTube, era sempre o mesmo. Contando até quatro, como os Ramones - "one, two, three, four" - e esperando sua vez de entrar, como um nadador, em sua raia, afoito

Tinha mãos enormes, como Jimi Hendrix, a quem, obviamente, inspirou, envolvendo o braço da guitarra com os dedos, tocando despreocupado e saltitante

Suas apresentações, desde as primeiras até às últimas, são rigorosamente iguais. Entrava, executava seu número e saía

O rock, para ele, não era um negócio, era um meio de vida. Existem histórias de que não entrava sem receber antes (trauma de quem, provavelmente, tocou de graça)

O rock foi tão assimilado - como gênero - que ouvir Chuck Berry hoje, em estúdio, parece não nos acrescentar nada...

Mas ele foi o pai do riff. E o ritmo - o rock, que se dança - foi Chuck Berry quem imprimiu, com sua guitarra, acompanhado de uma bateria bem marcada e de um pianinho ao fundo

Seu jeito de cantar, com voz forte, quase estourando a caixa, fez escola. Desde os Beatles em "Twist and Shout", como o próprio título já indica, até o Led Zeppelin que, sem querer, inventou o heavy metal, passando pelos punks, os roqueiros nunca primaram por tocar e cantar em decibéis "normais"

Mas nem só de ritmo e de garganta viveu Chuck. Sob muitos aspectos, ele foi o primeiro "guitar hero". Seu jeito de bater nas cordas, arrancando sons estridentes, à beira da desafinação, podem ser considerados os primeiros "solos" - que ele executava nas introduções ou quando não estava cantando

E tinha, como precursor de Elvis e Michael Jackson, sua própria coreografia. A maneira de usar a guitarra como anteparo, se relacionando fisicamente com ela, antecipou Hendrix e Jimmy Page, entre outros

Chuck Berry era uma força da natureza

Se o rock inglês é, frequentemente, lembrado como mais "sofisticado", ele não existiria sem o original, sem o rock americano, sem o rock de Chuck Berry

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Postado por Julio Daio Borges
20/3/2017 às 15h23

 
Ascensão e Queda de Leandro Karnal

O Leandro Karnal, como figura midiática, é uma invenção da Casa do Saber. Assim como o Luiz Felipe Pondé, antes dele

Eu lembro quando eles eram professores universitários, desconhecidos do grande público, falando para uma elite, que pagava os cursos, na Casa do Saber

A Casa do Saber, também chamada "Daslusp", teve o mérito de aproximar esses professores universitários de um público com o qual eles jamais teriam contato - e vice-versa

Alguns professores, como Karnal e Pondé, tiveram a habilidade de traduzir o saber "acadêmico" para um público leigo - e caíram no gosto

Viraram coluna de jornal, comentarista de rádio, comentarista de TV, livro, vídeo no YouTube, assessor para assuntos aleatórios, celebridade etc. - não, necessariamente, nessa ordem

Não sei quando foi o auge do Pondé, mas o auge do Karnal foi agora, que ele postou essa foto com Sergio Moro, e achou que tinha de voltar atrás - e retirou a foto

Eu nunca acompanhei ele, nem cheguei a vê-lo na Casa do Saber, mas já estava cansado dele, confesso. Não dele, como pessoa, mas do nome dele em todo lugar

Ninguém é tão bom que resista a tanta exposição. (E isso é um alerta, também, para o Sergio Moro)

O problema da foto não é ser com o Moro. Poderia ser com o Lula

O problema da foto é retirar e depois escrever que pode "postar" foto com quem quiser. Mas, se pode, então por que retirou?

O lance de "seguir" alguém de opinião é, justamente, seguir alguém que *não segue* a massa (e que tem, supostamente, a sua própria opinião)

Mas quando essa pessoa fica mais preocupada com a opinião dos outros - e retira a foto -... que tipo de "opinião"... tem essa pessoa?

Audiência vicia, eu sei... "Likes", comentários, compartilhamentos. No caso dele: cachês, palestras, convites, jantares, encontros com poderosos...

Também existe a questão ética - que, no Brasil, a maioria ignora - de comentar e, ao mesmo tempo, se misturar com o próprio assunto

Karnal pode se encontrar com quem ele quiser, jornalistas fazem isso mesmo - mas não pode posar de "amigo" de alguém que é alvo de seus comentários

Se são amigos (o que não é nenhum problema, a princípio), qual a isenção de Karnal para comentar Moro? Nenhuma, certo?

E se *não são* amigos, por que "postar" aquela foto simpática? Por que querer "parecer" amigo então?

A consagração de Karnal só aumentava. Ele achou que poderia tudo. Até ser amigo do juiz mais poderoso do Brasil

Não podia, Karnal. Você é professor de História. Você não é "a" História. Conforme-se

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Postado por Julio Daio Borges
14/3/2017 às 08h22

 
Experiência

Ontem à noite, meu celular pifou. Deu uma pane. Travou na tela do Facebook e não saía mais

Eu estava na padaria com a Catarina, depois de um dia úmido e chuvoso, e deixei para olhar quando chegasse em casa

Mas não destravou. Na verdade, a tela ficou preta. Depois voltou no Facebook. E a única coisa que eu conseguia fazer era navegar no Facebook (uma espécie de pesadelo)...

Eu juro que pressionei todos os botões. Alguns, eu segurei... soltei. (Eu tenho um iPhone.) Tentei desligar o celular - para recarregar. Mas, para o meu azar, ele estava bem carregado ;-)

Pus a Catarina para dormir e, enquanto deitava com ela, já fui fazendo o inventário – mental – de tudo o que teria de fazer, no dia seguinte, enquanto o meu celular não “voltava”... (quais providências tomar etc.)

Ele ainda voltou uma única vez – na tela do Facebook – e, usando o navegador (do mesmo Facebook), eu acessei meus sites, antes de dormir, e meus e-mails. Felizmente, estava tudo bem...

A quem eu sabia que ia me procurar no WhatsApp, no dia seguinte, eu tive de avisar que meu celular não estava funcionando. E que eu mesmo ligaria

E a um amigo que tinha acabado de me ligar, eu pedi que me passasse o número dele (sim, acreditem) – pois a única coisa que eu conseguia fazer era ver que ele tinha me ligado (não conseguia acessar o seu “contato”...)

Óbvio que não era a primeira vez que eu ficava sem celular. Na última, há um ano e meio, quando eu troquei de iPhone, meu celular antigo foi morrendo aos poucos – e, no final, só ficava uma insensível tela preta (quase nenhum botão respondia mais)

Dormi pensando que meus eventos, de trabalho e pessoais, estavam no calendário do celular. Além dos meus contatos, minhas fotos etc. De quando era o meu último back-up no iCloud? Lembrava, vagamente, que meu back-up estava atrasado... (mas desde quando?)

Bom, os e-mails, eu consigo acessar, pelo notebook, pensei (eu não tenho iPad). Meus sites, eu consigo acessar também...

Engraçado, eu não pensei nas redes sociais. Ou pensei, mas - entre tudo o que eu lamentei “perder” - as redes sociais eram o que eu menos lamentei perder...

Meu celular passou a noite mergulhado num saquinho de arroz Tio João. Parece macumba, mas funciona. Uma vez entrei no mar, para fotografar a Catarina, e meu outro iPhone só ressuscitou assim – depois de passar *horas* mergulhado no arroz (que “chupa” a umidade, me disseram, e que faz o celular funcionar de novo)

Hoje de manhã, meu celular ainda tinha alguma bateria. A tela continuava preta, mas ele “vibrava” sempre que eu ativava (e desativava) o som... Era a única certeza, que eu tinha, de que ele não estava, definitivamente, “morto”

Quando a bateria, finalmente, acabou (percebi quando ele nem vibrava mais), pus para carregar - e ele “voltou” à vida ;-)

Quando mostrou aquele desenhinho, solicitando o cabo de força, eu podia ter soltado “aleluia” - seria bem apropriado...

Foi como se eu revivesse junto com ele... Já estava imaginando ter de levar para “consertar” – e ser explorado... Ou ter de gastar uma fortuna num novo...

E pior: ter de passar dias – ou semanas – na transição entre um e outro (é sempre um transtorno)...

Na hora do almoço, quando meu celular, novamente, estava carregado e pronto para uso, eu havia ficado sem energia. Psicologicamente cansado – pelo estresse “inútil” que eu havia passado...

Então pensei no quanto somos dependentes desse aparelho. E como uma falha – mesmo que momentânea – pode desestabilizar a nossa rotina...

Por que a Apple não inventou, ainda, um celular na “nuvem”, que a gente acessa pela Web? Ou pelo iPad? (Eu não tenho iPad, mas talvez comprasse só por isso...)

Enfim, não compartilhei aquele famoso post “estou sem celular” - que as pessoas, geralmente, compartilham no Facebook (quando estão desesperadas)

Preferi “postar” este relato, que acabou longo, mas que me deixou meditando, sobre a nossa dependência do aparelho – e sobre o quanto de tempo, e o quanto de energia, colocamos nele...

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Postado por Julio Daio Borges
15/12/2016 às 15h51

 
O sonho acabou?

Eu não sei se vocês se lembram de 2014, quando a Dilma ganhou

Ficou uma sensação estranha no ar. Usaram várias expressões para definir

Vitória de Pirro. Ganhou perdendo. Ganhou mas não levou. Etc.

Pois, desde que o Renan desacatou o Supremo, e o Supremo referendou o desacato, estou com a mesma sensação

Dilma continuou tocando a vida, em 2015 - e fingiu que nada estava acontecendo

Só que nada mais dava certo (se é que algum dia deu certo pra ela)

O Renan, depois de fugir do oficial de justiça na véspera, veio dizer, no dia seguinte, que "decisão do Supremo tem de ser cumprida"

Sempre que a Dilma feria a lógica, aparecia um blogueiro "a favor" para justificá-la

Deveria haver alguma sabedoria - oculta - por trás de todo aquele nonsense...

Pois estou com a mesma sensação agora:

"Qual o problema em desacatar na véspera e dizer que tem de cumprir no dia seguinte?"

(Dá até para ouvir o blogueiro "a favor" justificar...)

Tudo em nome da "governabilidade". Das reformas. Etc.

É preciso aceitar o resultado - senão o governo não consegue fazer nada

Que resultado? O das eleições de 2014? Ou o do desacato (que o desacatado acatou)?

E que governo não consegue fazer nada? O da Dilma? Ou o de agora?

Na ilusão da Dilma, eu nunca caí, vocês sabem, mas na do Temer, eu caí, confesso

Só que a "mágica" do Supremo não foi bem costurada - ficou um cheiro de pizza no ar; um clima de marmelada

O mágico, quando não é bom articulador, revela seus truques, a plateia percebe - e não acredita mais

Em 2014, depois da eleição da Dilma, o Brasil entrou numa espécie de "realidade paralela":

Era surreal. Não colava. Não convencia. Era uma fraude

O custo de trazer o Brasil de volta, pros trilhos, foi alto...

(E ainda não terminamos de pagar)

O caso do Renan - e do Supremo - promoveu o mesmo tipo de "descolamento" da realidade

Desilusão. Ressaca. Gosto de cabo de guarda-chuva...

Desde que tentaram enganar o Brasil que o Brasil não acredita mais...

Qual o custo da correção de rota agora? Fora, Renan? Fora, STF? Ou Fora, Temer?

Roberto Campos dizia que, no Brasil, certas leis "não colam". E, pior: algumas constituições - inteiras - não colaram...

Por causa de uma decisão do Supremo que não colou, um governo - inteiro - ameaça não colar mais

Como o anterior

O sonho pode ter acabado

Talvez seja hora de acordar o gigante, de novo...

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Postado por Julio Daio Borges
9/12/2016 às 18h01

 
Ferreira Gullar (1930-2016)

Morreu o nosso último poeta digno de nome. Também o nosso último candidato a Prêmio Nobel. Podemos desistir de ganhar. Em literatura, pelo menos

Gullar, cuja família era Goulart, foi reconhecido por todos. No seu aniversário de 18 anos, sozinho no Rio de Janeiro, um único livro publicado, amigos bateram na porta do seu apartamento para comemorar com ele. O último a entrar, teve de se apresentar: "Oi, eu sou o Oswald de Andrade"

Quando estava no exílio - como Paulo Francis, foi de esquerda quando ninguém era, e deixou de sê-lo quando todo mundo virou -, viveu situações precárias e achava que poderia não sobreviver. Resolveu deixar um poema-testamento. Sobre tudo. Foi de Vinicius de Moraes a ideia de gravar Gullar recitando o poema. Quem ouvia a fita, no Brasil da época, chorava. Era o Poema Sujo

Numa das últimas Flips a que eu fui, Gullar leu o "Sujo" para a plateia. E numa das últimas edições, pela José Olympio, era encartado um CD com ele recitando o "Poema"

Além de poeta, Gullar tinha uma grande sensibilidade artística, participou do movimento neo-concretista, e foi crítico de arte. Era um ferrenho crítico da arte contemporânea e achava que a arte conceitual havia ido longe demais. "É como se a literatura ficasse presa no James Joyce, ou no Guimarães Rosa", afirmava

Também rompeu com os concretistas (os poetas concretos) - que morreram, quase todos, brigados com ele. Gullar justificava o rompimento dizendo que poesia não era matemática - e quando usavam fórmulas matemáticas para criar poemas, não havia mais sentido

Por conta do seu engajamento de esquerda, se aproximou da turma do Teatro Opinião, e se meteu a fazer poesia de cordel. Igualmente, se desiludiu. Não acreditava que seu papel, como poeta, era "sensibilizar as massas" politicamente - muito menos, produzindo poesia de baixa extração...

Ultimamente, arranjou muitas brigas, pois se tornou um grande crítico do PT, da esquerda e dos intelectuais (muitos, colegas seus). Sua coluna semanal na Ilustrada, dada a sua grande obra poética, tornara-se incômoda - para tanta gente que abraçara a utopia e não sabia mais viver sem se apoiar no governo e na Lei Rouanet...

E Ferreira Gullar - para quem não gosta da Globo - trabalhou na TV Globo. E podemos dizer que a poesia brasileira deve alguma coisa à Globo. Porque esta permitiu que Gullar vivesse dignamente enquanto se dedicava àquela...

Era um prazer ouvir Gullar falar. Era um mestre. Como tinha muita vivência, e uma obra digna desse nome, nunca lhe faltava assunto, e suas opiniões eram, no mínimo, interessantes

Ninguém poderia imaginar que um gênio desses poderia sair do Maranhão (nada contra os maranhenses), e ainda por cima se chamar José Ribamar (o mesmo nome daquele homem). Talvez Gullar tenha vindo, justamente, para redimir o Maranhão

E Gullar sofreu como pai. Tinha esquizofrenia na família, mas se colocava à disposição para falar do assunto sem rodeios - ajudando, inclusive, outros pais, e familiares, na mesma situação

A poesia brasileira fica à deriva agora. Perdeu um farol. Um norte. Como não se faz mais obras, como se fazia antigamente, ficamos órfãos - poeticamente

Claro, Gullar não viveria para sempre. E tivemos sorte por tê-lo, entre nós, durante tanto tempo. Mas olhando o horizonte da poesia brasileira hoje, não é dos mais animadores

Sobra uma poesia liliputiana, como diria Francis, pós-Leminski. E permanece a controvérsia se MPB é poesia, se "letra de música" equivale a poema e se Bob Dylan merecia o Nobel etc.

Eu acho que Dylan não merecia. Já Gullar merecia. Dá uma ideia da grandeza dele - para o Brasil e para a nossa língua

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Postado por Julio Daio Borges
5/12/2016 às 11h06

 
4 de Dezembro de 2016

Estava meio pensativo se ia ou não, mas quando soube da morte do Ferreira Gullar, fui - por ele

Fazia tempo que não ia, acho que foi minha primeira manifestação pós-impeachment. Eu não achava que o Temer deveria ser incomodado. Até a última semana...

A gente percebe que a manifestação vai ser boa já no metrô: os camisas amarelas embarcando, aumentando a cada estação e desembarcando, em massa, na estação Paulista

Muita gente de meia-idade pra cima. Muitas famílias. Crianças. Muita gente enrolada na bandeira do Brasil (novo modelito)

Quando a gente percebe que tem muita gente "normal" se encaminhando da Consolação para a Paulista, conclui, antecipadamente, que vai ser algo representativo

Outro termômetro, pra mim, é a esquina da Augusta com a Paulista: quando a manifestação vai ser grande, ali já fica lotado - mas, desta vez, não estava

Desta vez, a concentração foi mesmo em frente ao Masp, onde estava o carro do Vem Pra Rua. Os carros anteriores a eles não me chamaram muito a atenção

Só teve um imediatamente anterior, um pouco antes do parque Trianon, onde subiu o Major Olímpio, e começou a berrar, daquele jeito dele, como quando era candidato a prefeito - até que falou coisa com coisa e o pessoal gostou

Chegando ao Masp, já se avistava os bonecos. O "novo", do Renan, que podia ser confundido com o Gilmar Mendes, pela calva e pelos óculos. E, do outro lado do carro de som, o eterno Pixuleco. Meio sentado, já que, de pé, ficaria maior que o "Renan" - o foco era o Renan

Procurei me instalar no Starbucks nas imediações, para fazer transmissões via Wi-Fi. (Na fanpage do Digestivo tem uma.) Mas estava difícil entrar e sair do Starbucks

Ilhado, aproveitei para ouvir os discursos. O Rogério Chequer, do Vem Pra Rua, fez questão de dizer que não era a favor do "Fora, Temer". Depois o Modesto Carvalhosa assumiu o microfone, mas se ouvia mal - ou não se ouvia nada

Basicamente, as pessoas vibravam e aplaudiam quando era mencionado o nome do Sérgio Moro. E, para a minha surpresa, havia um esforço, nos carros de som - nos primeiros, pelo menos - no sentido de afirmar que "nem todos os políticos" eram bandidos e que "nem todos", no Congresso, desvirtuaram as "10 Medidas"

O MBL estava num carro mais módico, desta vez (nem dava, quase, para reconhecer). E a turma da extrema direita - intervenção militar etc. - começava a aparecer mais na direção da Brigadeiro (mas não tinha muito quórum, não)

Como não poderia deixar de ser, não se ouvem mais os slogans anti-PT, como "Fora, PT" e "a nossa bandeira jamais será vermelha" etc.

E, dada a diversidade da fauna, me pareceu que a turma do Haddad - aquela que frequenta a Paulista "interditada" no domingo - acabou se misturando "quase sem querer" com o que chamavam de "coxinhas" (e, agora, quase não chamam mais)

Claro que a extrema esquerda não veio. Não havia quebra-quebra. Nem bandeiras vermelhas. E não vi nenhum cartaz "#ForaTemer"

Ainda é contra a corrupção (o movimento). Agora é contra o Renan. Respingando no Congresso e no STF. Mas ainda não é "contra o presidente". (Temer: em São Paulo, ainda não foi sua vez)

A sensação, como sempre, é muito boa - de ter ido. Eu fui mais por curiosidade, desta vez, confesso. Mas acho saudável. Mesmo não concordando 100% com a pauta

Quem não foi, perdeu. E vou além: quem não vai nas manifestações, não entende o Brasil de hoje. (Tem de sair do Facebook, gente)

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Postado por Julio Daio Borges
5/12/2016 às 10h55

 
Aprendendo a viver com menos

Hoje recebi um e-mail de uma pessoa aflita com a situação econômica

E hoje, por coincidência, vi uma previsão, Mansueto Almeida Jr, sobre o superávit primário

No e-mail que eu recebi, a pessoa falava sobre "ter a paciência de um monge budista"

E na previsão do Mansueto, o superávit não era para 2016. Nem para 2017. Muito menos para 2018...

O superávit, segundo o Mansueto - que está no governo -, é para 2019!

Sim, você leu certo: dois mil e dezenove. Daqui a três anos...

E para piorar um pouquinho, o Mansueto completou: "Se Deus quiser..."

Então eu respondi ao e-mail da pessoa aflita: "Teremos de ser monges budistas durante um bom tempo ainda"

Por mais três anos, pelo menos

Ou mudar de país...

"Se bem que eu desconfio", escrevi à pessoa, "que, depois da vitória do Trump, a economia está assim, estagnada, no mundo inteiro"

Eu sei, pode ser que o Mansueto esteja errado. Pode ser que o Trump acerte - em seus investimentos em infra-estrutura nos Estados Unidos - e que o mundo inteiro cresça, por consequência, já no ano que vem...

Mas pode ser que o Mansueto erre no outro sentido, também. Pode ser que o Brasil não tenha superávit *nem* em 2019...

Pode ser que os investimentos em infra-estrutura do Trump gerem inflação nos EUA, alta na taxa de juros do FED, e consequente fuga de dólares, e de investimentos, no Brasil

A verdade é que desde 2014, aquele ano de Copa e eleição, quando a Dilma foi reeleita e o Brasil que produz esmorreceu, desde então eu não enxergo crescimento num horizonte tão próximo...

O impeachment, em maio, parecia um alento - mas as reações não vêm rápidas, o crescimento foi revisto para baixo em 2017 (pela própria equipe econômica), e o Trump hoje é visto como "fator de incerteza", por mais que prometa um choque de capitalismo...

Eu não escrevi no e-mail que respondi, mas eu poderia ter escrito:

Vamos ter de nos acostumar a viver com menos

E, sinceramente, acho que já estamos vivendo...

O Uber, por exemplo

O carro está deixando de ser um "bem de capital" para se tornar meio-de-transporte (quero dizer primordialmente)

Telefone fixo, TV a cabo... Netflix e streaming não crescem só porque são mais legais, não - mas porque são mais *baratos*

E não só no Brasil... no mundo!

Estou lendo um livro sobre "economia do compartilhamento" (minha tradução para "sharing economy") - e nos Estados Unidos, a maior economia do mundo, as pessoas estão compartilhando tudo e mais um pouco

Basta lembrar do Airbnb - que te permite compartilhar sua casa, e que está gerando controvérsia junto a hotéis e corretores de imóveis...

Numa economia mundialmente estagnada, os ativos não aumentam - permanecem os mesmos e sofrem depreciação...

Portanto, é preciso "fazer dinheiro" com eles. Ou se desfazer deles - logo de uma vez

Afinal, quando teremos crescimento econômico? Daqui a três anos?

Você aguenta mais três anos como 2014, 2015 e 2016?

Já pensou o que vai fazer até lá (2019)?

Esta é uma pergunta para todos nós...

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Postado por Julio Daio Borges
24/11/2016 às 09h36

 
Trump e adjacências

Embora tenha me impressionado o fenômeno eleitoral, não escrevi mais sobre o Trump. Procurei me informar

Também entrei em discussões quase infinitas (principalmente com meu amigo Ram Rajagopal) - mas tirei algumas conclusões, que gostaria de compartilhar

Não tenho todos os dados, nem ambiciono ter. Hoje li uma frase que me justifica nessa postura:

"Os amadores estão conquistando o mundo - porque os especialistas o destruíram."

Troque "amadores" por outsiders. E troque "especialistas" por profissionais. (Essa frase *me representa*, como dizem. E a você?)

Voltando ao Trump, ao "populismo", Brexit, João Doria, ameaça de Le Pen na França etc. e tal (por que eu acho que isso aconteceu - e por que eu acho que vai acontecer muito mais):

1. A internet mudou o mundo

Para o bem e para o mal (OK, eu concedo)

Acontece que, hoje, as notícias circulam muito mais rápido

E as notícias ruins, você sabe, chegam mais rápido ainda

Isso nos leva ao segundo ponto:

2. As pessoas estão cansadas

Ou porque não têm emprego. Ou porque não têm dinheiro

Ou porque, às vezes, os têm - mas têm medo de perdê-los...

Afinal, por que o dinheiro/emprego está acabando? Ou, melhor dito: por que não se faz mais emprego/dinheiro como se fazia antigamente?

3. A economia estagnou - no mundo

Eu sei que alguém vai dizer: "Mas eu conheço gente ganhando *muito* dinheiro"

OK, eu também conheço

Mas estou falando da *média* das pessoas...

O fato de a economia mundial não crescer não é uma opinião minha - é um dado histórico

E de quem é a culpa?

4. As pessoas acham que a culpa é dos políticos

Ou porque "roubaram" muito. Essa conclusão é a mais fácil. E a Lava-Jato está aí para corroborar

Ou porque administraram mal. E os "anos Dilma" estão aí para provar. (Embora tenha gente que não queira enxergar...)

Ou porque estão há muito tempo no poder - Trump acusava Hillary de estar há 30 anos - e não fizeram "nada" (ou muito pouco) para mudar

Logo, o que as pessoas fazem?

5. Chutando o pau da barraca...

Junte desemprego, falta de dinheiro, economia estagnada (ou decrescendo), corrupção, má gestão e/ou falta de vontade política...

O que você acha que as pessoas vão fazer na hora de votar?

Acostumadas à velocidade da internet, as pessoas não vão mais sustentar o "establishment"

Usando, novamente, exemplos do Brasil:

Foram os políticos que deflagraram a Lava-Jato?

Foram os políticos que lideraram as manifestações?

Foram os políticos que produziram o impeachment?

Os políticos o votaram porque, caso contrário, iriam perder as eleições (como os que votaram "contra" perderam de fato)

6. Em outras palavras

As pessoas não querem mais "políticos profissionais"

As pessoas não querem mais sustentar o establishment

Alguém que queira mudar: vai defender a ordem vigente por quê? (Tem lógica?)

7. Descendo de cima do muro...

As pessoas não querem mais aquela postura "PSDB" diante da vida

"Ah, mas o PSDB não 'ganhou' as últimas eleições?"

Ganhou por falta de opção (e eles sabem)...

As pessoas querem alguém que diga o que pensa (mesmo não concordando 100% com o que é dito)

8. É forma e, não mais, conteúdo

É postura

É "atitude" (como dizem os jovens)

E as pessoas querem resultados

Pra ontem

Você vai me arranjar emprego ou vai ficar só justificando o desemprego?

Vai promover o crescimento econômico ou vai só justificar o não-investimento?

Vai colocar o Estado para trabalhar pela sociedade ou vai ensinar todo mundo a se dependurar nele (até que fique insustentável)?

9. Jogando o bebê fora (junto com a água do banho)

As pessoas não estão mais tolerando

Se tornaram intolerantes? Preconceituosas? Xenófobas? Homofóbicas? Misóginas? Misantropas?

Não adianta chamar as pessoas de "fascistas" agora...

Elas querem saber se vão ter trabalho. E se vão conseguir pagar suas contas...

Das minorias, a gente cuida depois, tá?

É a vez da *maioria* agora...

10. Democracia, lembra?

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Postado por Julio Daio Borges
21/11/2016 às 14h34

 
Sobre a vitória de Donald Trump

Sinceramente, eu não me lembro da última vez que passei a noite em claro

Eu só ia dar "uma olhadinha" como estava indo - mas vieram uma série de reviravoltas e eu não consegui parar de assistir...

No site da Fox, um dos que atualizavam em tempo real, a Hillary ganhou só no comecinho

O mais impressionante, porém, foi o do New York Times - conhecido por ser "esquerda" -, que teve de reverter seu favoritismo totalmente

A CNN - que chamam de "Clinton News" - resistiu até o fim, e acreditava numa reviravolta da sua candidata (mesmo quando outras redes já davam vitória do seu oponente)...

No Brasil, erraram mais do que com João Doria... Não teve um "Cristo" que acertou

Errou a Globo News, mais fragorosamente, acompanhada dos comentaristas da CBN, como Merval Pereira, e dos jornais, como Eliane Cantanhêde (que, em política nacional, costumam acertar...)

Episódio, igualmente, triste foi o da joint-venture "Manhattan Connection+Antagonista" - onde passou mais vergonha o Caio Blinder (lembrando os tempos em que era humilhado, no ar, pelo Paulo Francis)

Arnaldo Jabor, que vem errando desde 2013, não mudou o padrão. E até o Reinaldo Azevedo soltou um "textão" - logo cedo - e errou...

O Olavo de Carvalho, que atira para todos os lados, acertou desta vez: "Este dia está batendo todos os recordes mundiais de caras de bunda"

Voltando aos Estados Unidos, foi um erro "monstro" de praticamente todos os institutos de pesquisa. E, como aqui no Brasil, de praticamente *todos* os especialistas

No meu Twitter - eu acompanho mais os EUA do que o Brasil -, o clima apocalíptico tomou conta rápido. E previram de tudo: além da queda das bolsas, obscurantismo, racismo, homofobia, misoginia, nazismo e, claro, Terceira Guerra Mundial

Mesmo empreendedores "otimistas" que eu acompanho - como o Jason Calacanis, "investidor-anjo" do Uber: estava completamente perdido - sem saber em que mundo iria acordar...

Mesmo o irmão do Elon Musk - nosso "novo Steve Jobs" - fez previsões sombrias: de retrocesso, depressão, falta de fé na humanidade etc.

Vendo tudo assim "de fora", e como um movimento que parecia "orquestrado" - embora não o fosse (as pessoas só estavam respondendo a uma hipótese que mal consideraram) -, achei um exagero

Uma das comparações mais frequentes, por exemplo, foi com o Brexit - e, como lembrou um "tuiteiro" brasileiro, o mundo *ainda não acabou* para os britânicos...

As bolsas vão chacoalhar mesmo. Até porque vivem disso. E até porque "precificaram" errado. Quem precificou "certo", ganhou. Mas como a maioria "não"...

Pessoalmente, não acho que o Trump vai implementar *metade* das políticas atribuídas a ele.... O negócio do "muro", por exemplo: ele foi até o México e sequer discutiu esse assunto com o presidente...

"Esqueçam o que escrevi", já disse um presidente-eleito do Brasil - não sei se vocês se lembram...

E, como disse o João Doria, "eleição tem canelada mesmo". Aliás, o mesmo Doria que foi chamar o Haddad, a Marta e a Erundina para um Conselho...

Não acho que o Trump seja maluco. Temos de reconhecer, como disse outro "tuiteiro" gringo, que ele derrotou, sozinho, os Bushs e os Clintons... Não é pouco

E vale o mesmo raciocínio que eu fiz para o João Doria: se ele venceu, que tal reconhecermos?

Eu queria ver a mídia, e os jornalistas, e os institutos de pesquisa... fazendo um mea-culpa: "ERRAMOS" (assim, em caixa alta)

Mas isso é quase como querer que petistas reconheçam seus erros. Ou esquerdistas. Ou intelectuais...

A verdade é que - como já disseram também os "memes" - Trump acaba de demitir, sozinho, a mídia, os jornalistas, os institutos de pesquisa etc.

A realidade é esta, meus amigos - em que ele venceu. Vamos encarar

A realidade pode ser dura, mas, como diz Woody Allen, "ainda é o único lugar onde pode se comer um bom bife"

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Postado por Julio Daio Borges
9/11/2016 às 09h28

 
Viagem pros EUA num café em São Paulo

- A gente quer muito ir pra Europa, mas, agora, com as crianças...

- Estados Unidos é uma pegada mais família.

*

- Tem de conhecer, viu? Tem de ir, nem que seja pra dizer: "conheci e vi".

- Eles fazem tudo pra você querer ficar lá...

*

- Porque é assim: tudo lá é muito longe. Tudo é muito grande.

- Olha que a gente ficou no Centro...

- Quando a gente pegava o carro, era meia-hora, quarenta minutos.

*

- Tem de alugar carro, viu?

- E tem de pegar carro grande.

- Só não precisa de carro quem já tá na Disney...

- E quem não quer sair da Disney, né?

*

- Aí você pega aquele trenzinho... Tipo carrinho de golfe, sabe?

- Depois, "monorail" ou bote.

- Tem um hotel que é assim: você passa no meio...

*

- O safari é fantástico. Parece que você tá na África.

- Já o Epcot é mais tecnológico...

- Aquela parte que tem os países, né?

*

- Na Universal, você tá dentro do filme. Você fica *dentro* do filme...

- É tudo de verdade!

- Muito legal.

*

- Tem de ficar, pelo menos, uma semana lá.

- Ó, pra viagem... Com os parques, o hotel...

- Vocês têm de economizar pra comprar e pra comer, também.

*

- Porque é o seguinte: lá, a gente perde a mão fácil...

- Ficamos sem dinheiro, na metade da viagem!

- Ano passado, eu quase me f*, fui com o dólar a 4...

*

- Sabe qual é o segredo? Deixar para comprar só no final da viagem.

- E deixa uma "cota" - diária - pra comida.

*

- Se vocês economizarem um pouquinho todo mês...

- Vão pagando!

- Vocês não têm férias e "décimo"?

*

- Cês vão lembrar da gente lá.

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Postado por Julio Daio Borges
21/10/2016 às 10h48

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