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Quinta-feira, 28/1/2016
Blog de Dinah dos Santos Monteiro
Dinah dos Santos Monteiro

 
Monte Sinai (reeditado)

No Egito, o turista saindo do Cairo e atravessando o túnel sob o canal de Suez chega à Península do Sinai, onde o clima é seco e ensolarado. O litoral desta Península apresenta água cristalina, cor azul turquesa, tendo como principal atração os recifes de coral do mar vermelho, o que o torna um dos locais muito procurados para mergulhos e um dos principais destinos de turistas em férias.

A Península do Sinai no tempo dos Faraós foi muito valorizada por causa do cobre, do ouro e pelas minas de turquesa. O Egito se abastecia não só de pedras para as suas construções, mas também de pedras preciosas que se encontravam na região. Boa parte do interior montanhoso do Sinai continua inexplorada e é habitada por beduínos e povos tribais nômades. O turista que desejar explorar o interior do Sinai deverá preferir os camelos com guia beduíno ou excursões organizadas com jipes.

No Sul da Península do Sinai situa-se Djebel Musa que é tradicionalmente considerado como o Monte Sinai da Bíblia. Ele faz parte de um maciço montanhoso que culmina a 2.644m e sua importância é indiscutível na religião da Bíblia. Alguns especialistas divergem na opinião quanto à localização exata do Monte Sinai bíblico, levantando outras hipóteses quanto a sua localização.

Biblicamente falando foi ao Monte Sinai (Horebe) que Moisés foi chamado para libertar os Israelitas da escravidão. Do cimo deste monte (Sinai) foi proclamada a Lei dos Dez Mandamentos e na sua base foi ratificado o pacto que formou a nacionalidade hebraica.



Subir o Monte Sinai atrai muitos visitantes, que embora não o considerem sagrado ou santo esperam ter nesse lugar um encontro com Deus. Eles não imaginam, não sabem ou se esquecem de que, não muito distante dali, em outro Monte, perto de Jerusalém, Jesus foi crucificado para fazer uma aliança de graça, de perdão e de santificação com o ser humano, não baseado na virtude humana, mas no sangue de Jesus.

Muitos dos que sobem o Monte Sinai conhecem pouco a respeito da verdadeira natureza de Deus, mas sobem na esperança de que Deus assuma um novo significado em suas vidas.

Um certo preparo físico é necessário para subir o Sinai, pois a subida é longa e cansativa. O ideal é hospedar-se em um hotel próximo a ele, pois as subidas se dão às primeiras horas do dia, quando a temperatura cai. Os hotéis já estão preparados para o burburinho dos hóspedes que deixam o hotel de madrugada em direção ao monte.



A subida começa com um grande ajuntamento de pessoas, camelos e beduínos. A princípio há muito espaço, o turista pode caminhar sem nenhum problema. No início tudo é muito festivo e como a subida se dá na madrugada, todas as pessoas necessitam estar munidas de lanternas acessas o que dá a tudo um toque encantador. O cenário é cinematográfico. Aos poucos o caminho vai se transformando em trilha e já não dá para duas pessoas emparelhadas, uma fila então se forma junto com o camelo, que vai se esgueirando junto à ribanceira, quase caindo montanha abaixo com o beduíno que o segue gritando o tempo todo oferecendo o animal para ser montado, a um preço bem salgado. As pessoas se assustam quando o camelo passa por elas, pois eles são tremendamente silenciosos. O beduíno que o segue grita continuamente "camel", "camel", para anunciar a sua passagem e oferecer os seus serviços.

Depois de uma, duas horas caminhando, alguns turistas começam a desistir de subir o monte, mas esta desistência só é possível até um certo trecho, depois não dá mais para voltar. A subida de fato é longa e cansativa, além do agravante das pessoas terem que usar roupas de inverno que são pesadas e incomodas para a caminhada, pois quanto mais se sobe mais frio vai ficando, além de terem de carregar água para consumo próprio e lanterna.

Até o topo do monte leva-se quatro horas mais ou menos. A procissão segue lenta, sem pressa para não cansar muito, mas sem parar. Como a caminhada é contínua, muitas pessoas se sentem mal, então recorrem a camelos para continuar, já que não dá para voltar.



Neste caso todo o cuidado é pouco, pois montar num camelo não é tarefa fácil. Quando o camelo se abaixa para ser montado ele se ajoelha com as pernas dianteiras e uma vez montado ele se levanta jogando o seu ocupante para trás, causando uma sensação muito desagradável em quem o monta. A cada passada que o camelo dá fica a sensação de que ele manca. E não resta dúvida de que pior do que subir no camelo é descer dele, pois, se o seu ocupante não estiver segurando a cela com firmeza ele pode ser lançado ao chão.

O ponto alto da caminhada ao topo do monte é você olhar para trás e ver a fileira de lanternas acesas como se fosse um fio incandescente subindo morro acima. Nesta caminhada pessoas de vários países se misturam com um mesmo objetivo comum, chegar ao topo do monte.

Próximo ao topo existe um pequeno espaço onde os beduínos aproveitaram para fazer um alojamento e neste lugar vendem chá quente para esquentar o corpo, água e alguma coisa para se comer. Daí em diante os camelos não sobem mais e nem os beduínos.



Um pouco mais acima é o lugar apontado como o local exato onde Moisés recebeu a "Tábua dos dez Mandamentos", mas ninguém aguenta ficar lá muito tempo, pois é muito frio e o vento é cortante.



A emoção é visível no rosto das pessoas que chegam ao topo do monte, por acreditarem que neste mesmo lugar Moisés teve um encontro com Deus. A fila não pode parar, tem que continuar para dar lugar a outros, assim a descida vem logo em seguida. Nada mais lindo que ver o nascer do sol no topo do Monte Sinai. Na subida necessitava-se de lanternas para iluminar o caminho devido à escuridão, na descida a luz do sol ilumina o mesmo caminho daqueles que subiram na escuridão, com os seus raios claros e brilhantes, como que trazendo vida nova para os que ali valentemente foram e para aquele lugar onde horas antes reinava a escuridão.



Uma vez chegando à base da montanha é hora de conhecer o Mosteiro de Santa Catarina, que fica situado na encosta do monte. A biblioteca desse mosteiro guarda valiosos manuscritos, principalmente escritos em grego e árabe. A parte mais antiga do mosteiro, ao que tudo indica, é a capela da Sarça Ardente, construída no lugar onde se diz ter acontecido o fato com Moisés. A sarça é uma planta que ainda existe no deserto do Sinai.

"Seja como for, o que é indiscutível é a importância capital do Monte Sinai (Horebe) na religião da Bíblia." (A Bíblia, Edições del Prado — 1996 - vol 2, pg. 127)

"Assim, o Monte Sinai é ao mesmo tempo o símbolo da misericórdia de Deus e da desobediência dos homens." (A Bíblia, Edições del Prado - vol 2, pg. 127)

Se você pode, não deixe de subir o Monte Sinai, provavelmente você encontrará um novo significado para a sua vida, isto é: se você estiver disposto a deixar Deus falar ao seu coração. Pense nisto. Até breve.

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Postado por Dinah dos Santos Monteiro
28/1/2016 à 00h05

 
TAORMINA bonita demais

Taormina, a mais linda cidade siciliana. Tão pequenina que nos dá a impressão de caber na palma de nossa mão, mas, na sua pequenez, esconde grandes tesouros. Suas praias são belíssimas e quanto ao comércio, este leva o turista a gastar mais do que o planejado.

Taormina, “a cidade do “bem viver””, é um balneário do Mar Mediterrâneo, está situada em uma inclinação do Monte Tauro, a uma altura de 200 metros acima do nível do mar, com diversas residências construídas em seus declives com vistas para o mar.

Nas ruas de Taormina as atrações são muitas, entre elas destacam-se os coloridos fantoches que cantam, dançam e contam piadas, tem também os músicos que estão todo o tempo tocando. Alguns se apresentam cantando e dançando. Há muitos restaurantes ao ar livre e também as lojinhas, que maravilha, ficam abertas até tarde da noite, com diversas novidades para atrair o turista. O seu clima é moderado e quase sempre ensolarado.

Quanto as praias de Taormina elas apresentam águas cristalinas, mar calmo, sereno e com temperatura agradável, o que constitui uma grande atração para o turista. A mais procurada é a praia de Mazzaró, linda.



O espetacular teatro greco-romano do século III a. C. não pode deixar de ser incluído no roteiro turístico de quem visita Taormina. Ele foi reconstruído pelos romanos e hoje é usado como um centro de galeria de artes, onde festivais de cinema acontecem. Essa relíquia tem como cenário magníficas vistas do Monte Etna, do Mar Jônico e das falésias.



Também não se pode deixar de visitar o Fórum Romano na Piazza Vittorio Emmanuele, e o Duomo, que nos lembra uma fortaleza. Não existe nada mais lindo do que apreciar, à noite, da plataforma existente na Piazza Emmanuele, a lua refletindo a sua luz sobre as águas cristalinas do Mar Jônico, tendo a frente o Monte Etna.

O Monte Etna, com seus 3.370m, o mais alto e ativo vulcão da Europa, fica bem de frente a Taormina, como que a nos convidar para ir até lá. Ele fica nevado no inverno e uma das suas encostas vira estação de esqui. Há uma ferrovia que circula com turistas por toda a base desse monte. Uma das boas opções para se chegar ao topo do Etna é pela cidade de Nicolosi, chamada de porta do Etna, com subida muito íngreme. Não existem palavras que descrevam a chegada ao topo do Etna. É muito emocionante.

O turista interessado na cultura local de Taormina não pode deixar de visitar a Catedral de S. Nícola. Construída no século 13 e reconstruída no século 18 ela ainda conserva a sua fachada austera e formato quadrado. Outra maravilha é St. Augustin`s Church, de estilo gótico.

Corso Umberto é o nome da rua principal da cidade de Taormina. Ela vai da Porta Messina a Porta Catania. Exatamente na metade desta rua encontra-se um belvedere situado no topo de um terraço e deste lugar tem-se uma completa visão de toda a cidade de Taormina e seus derredores.

Para concluir não dispense um passeio no funicular. Ele liga Taormina à praia de Mazzaró e proporciona ao turista uma vista maravilhosa de todo o entorno da cidade. Vai lá, Taormina é dez.

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Postado por Dinah dos Santos Monteiro
22/1/2016 às 23h27

 
Justiça Social

Já faz algum tempo que estamos acompanhando, com certo desalento, as notícias com denúncias a respeito da corrupção reinante em nosso país. São desvios de verbas, enriquecimentos ilícitos, disputa pelo poder etc. Até sobre "impeachment" já se fala, atingindo a pessoa do próprio Presidente da República, que deveria ser preservada. A certeza da impunidade em nossa terra leva muita gente a acreditar que nunca terão que comparecer diante da justiça para prestação de contas.

O Brasil em que vivemos hoje se depara com muitos problemas sociais, os meninos de rua, violência, "os sem terra", fome, miséria, violência, fraudes e assim por diante. O que podemos fazer? De quem é a culpa? Que critérios observar em nossas escolhas políticas: Simpatia pessoal? Simpatia ideológica? Justiça? A nossa preocupação ao votar deve ser a de colocar no poder um governo justo, capaz de criar uma estrutura de poder que não esteja baseada em conchavos e tramas.

De que forma devemos avaliar os governos e a classe política? Devemos avalia-los segundo os critérios de integridade pessoal e vida limpa. A nossa luta por Justiça Social deve ser vigorosa. Um político decente não pode esperar suborno. Onde está a estabilidade de uma nação, não é na Justiça Social? Um governo íntegro deve respeitar os valores morais que, através dos séculos, têm mantido a sociedade de pé e coesa. A ausência de perspectivas futuras, as dificuldades materiais, a descrença nos valores que alimentam a nossa existência, a ineficácia dos projetos humanos e muitos outros fatores geram desespero crescente e fazem com que os jovens não vislumbrem possibilidades no porvir.

Todos nós necessitamos de disciplina, todos nós precisamos nos reger por padrões sérios e por valores elevados. Deve haver também disciplina para a nação. Um país sem orientação é um país sem ordem. O poder em mãos insensatas é um perigo.

Mente-se a propósito de tudo e até sem propósito. Mente-se falando e deixando de falar. A mentira, sob qualquer de suas múltiplas roupagens, merece toda a repulsa. Vivemos num mundo onde o mal influência o ser humano e as consequências dessa má influência podem ser sentida nos relacionamentos, na sociedade em geral. A moralidade procede do íntimo do homem, um coração corrompido cria e inventa mil modos de ser desonesto.

Abandonamos muito a nossa responsabilidade e esperamos que outros a cumpram. Observar a situação de maneira pacífica, sem nos fazermos presentes de maneira enérgica e corajosa é um desafio com o qual nos deparamos. A Justiça Social é um desafio para todos nós. Avante povo brasileiro, eu creio que para todos esses problemas existe solução, e ela está em Deus.

"Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor."

Lemos na Bíblia Sagrada, no livro de Jeremias, capítulo 17, versículos 9 e 10: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações".

A justiça do homem é falha, mas a de Deus é perfeita, justa e completa. E foi para nos lembrar disto que esses versículos bíblicos foram trazidos à memória.

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Postado por Dinah dos Santos Monteiro
29/10/2015 às 23h49

 
CANAÃ - A Terra Prometida

Nestes últimos meses tenho acompanhado pela TV uma novela que muito me tem levado a pensar sobre os nossos líderes religiosos atuais e as respostas para as minhas indagações eu as tenho encontrado na Bíblia Sagrada. Entre os povos antigos a religião tinha uma grande importância. A maioria deles acreditava na existência de seres superiores aos humanos, os deuses. Esses povos representavam seus deuses sob forma humana, animal ou antropozoomórfica (seres com uma parte humana e outra animal ). O desenvolvimento do monoteísmo entre os hebreus relacionou-se com um longo processo de mudanças no modo de vida desse povo. Na base da crença em um único deus estava a ideia de que os hebreus eram o povo escolhido por seu deus, que teria prometido a eles o domínio sobre a Terra de Canaã (Canaã, Terra baixa. Nome que se deu à parte baixa da costa Palestina para distingui-la da parte montanhosa do país), região hoje chamada de Oriente Médio.

Os arqueólogos acreditam que os hebreus eram originários da Mesopotâmia e que, entre 2.000 e 1.200 a. C. eram um povo nômade, que teria se deslocado por diferentes regiões da Ásia e da África. Organizavam-se em grupos de grandes famílias, cada uma delas comandada por um ancião, tal período foi denominado Patriarcal.

Na Bíblia Sagrada, no livro de Gênesis, os capítulos 12 a 50 delineiam as origens do povo de Israel. São relatos que falam de todo um ideal de salvação através de um único Deus, que se desenvolve sistematicamente na história religiosa da vida daqueles homens que colocaram tudo o que eram e tinham à disposição desse Deus. Quem nunca ouviu falar, contar ou leu sobre Abraão, Isaque e Jacó. Estes foram homens exemplos clássicos de obediência a um Deus no qual acreditavam existir. No livro de Gênesis, capítulo 12, versículo 1, lemos que esse Deus dá uma ordem específica a Abrão: "Sai-te da tua terra e da tua parentela". Abrão deveria renunciar a vida que construira, a sua comodidade e a muitas outras coisas as quais ele muito valorizava. No Novo Testamento Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo...". Isto foi o que Abrão fez. Ele deixou a sua terra e a sua parentela para seguir a Deus. A história de Abrão faz parte do Velho Testamento, mas no Novo Testamento essa velha história continua.

Deus faz três promessas a Abrão. Primeiro promete-lhe uma terra, mas esta deveria ser vista também na sua dimensão espiritual, pois seria um centro de difusão da salvação para o mundo inteiro. Que maravilha saber que eu já estava nos planos de Deus. Em segundo lugar Deus promete-lhe uma descendência. A sua descendência se tornaria uma grande nação. A terceira promessa é que através dele todas as famílias da terra seriam benditas. As duas primeiras promessas logo se cumpriram, mas a promessa de benção sobre as nações só viria a se cumprir num futuro bem distante. Isto aconteceu com a chegada do Messias, na pessoa de Jesus Cristo.

Abrão era uma pessoa comum, com uma história cheia de momentos maus e bons. Aos olhos de quem o conhecia ele não era ninguém especial. Mas porque então Deus o escolheu? A resposta está na fé de Abrão em um Deus que não podia ser visto ou tocado. Isto fez com que Deus o escolhesse como o alicerce de uma nova humanidade.

Abrão, conforme a vontade de Deus teria que deixar sua casa e parentela para ir para uma terra longínqua e estranha. Então, ele abandona sua nação e começa indo de um lugar para o outro com sua família e rebanhos, tendo muitas vezes que se desviar de povos hostis que encontrava pelo caminho.

Deus promete a Abrão a terra de Canaã e lhe concede uma visão do prometido. "Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vês, Eu te darei, a ti e a tua descendência, para sempre." Deus diz a Abrão: "Anda em minha presença e sê perfeito — para que a terra de Canaã não vos vomite". A conduta errada o levaria a ser "vomitado" da Terra Prometida. Deus lhe garante que a terra é boa. Ela "mana leite e mel". A hipérbole mostra que Canaã era terra de fartura.

Abrão e Sarai sua esposa, já bem avançados em idade, não esperavam mais ter filhos, a que descendência estaria então Deus se referindo? Era obrigação da época quando a esposa não concedia filhos ao marido ela, a esposa, podia oferecer uma serva ao marido para que ela concebesse em seu lugar. Assim, nasce Ismael, o primeiro descendente de Abrão.

Alguns anos depois do nascimento de Ismael lemos no Livro de Gênesis, capítulo 17, versículo 5, que Deus muda o nome de Abrão para Abraão. Porque a mudança? Também Sarai deixou de se chamar Sarai e passou a ser Sara. Bem, o fato aqui é que Deus anuncia que o pacto firmado com Abrão (a nova aliança da Promessa) diz respeito a toda uma descendência tipificada por Sara e Isaque, mas e Isaque?

Anos depois do nascimento de Ismael Deus concede a Sara a graça de ser mãe, nasce Isaque, o herdeiro da Promessa: "... Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência. Quanto a Ismael, Eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação." Embora os descendentes de Ismael não pertençam a linhagem da Promessa, Deus não os deixou de fora. "As leis da época, reveladas nos Tabletes de Nuzi, indicam não só o fato de que o filho da esposa tinha precedência sobre o filho da escrava no caso de herança, mas também que o filho da serva não podia ser expulso depois do nascimento do filho da esposa. Deus desfez os receios de Abraão, asseverando-lhe que Isaque era, realmente, o continuador da linha genealógica da benção prometida." (Rodapé pág. 26 — Bíblia Shedd)

O resultado de Sarai prover uma serva para dar filho ao seu marido Abrão deu origem ao surgimento, através de séculos, da discórdia na política do Oriente Médio, mediante a descendência de Ismael. Todos os árabes que aceitam a doutrina maometana alegam descender de Ismael.



Aqui vimos, em síntese, a essência da Aliança que Deus fez com Abraão e sua descendência. Os israelitas (povo escolhido de Deus), ao sairem do Egito, sonhavam chegar à terra que manava leite e mel, a Terra Prometida, mas sua desobediência destruiu este sonho. Tanto no passado como no presente, para chegarmos a Canaã, a Terra Prometida, devemos pautar a nossa vida conforme as exigências divina. "Ao longo dos séculos, Deus escolheu diversas maneiras de se revelar ao homem: a criação, os profetas e os escritos do Antigo Testamento. Mas sua autoexpressão completa e final culminou em seu filho, Jesus. A obra de Cristo coloca Deus, pela fé, ao alcance de todos os que Nele creem. ... nós somos sua habitação e sua obra de arte." (Bíblia Sagrada — comentário, pg. 1226).

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Postado por Dinah dos Santos Monteiro
28/9/2015 à 00h22

 
POMPEIA depois da erupcão do Vesúvio

Se o turista pensa que não vale à pena conhecer Pompeia por ela ter sido no passado atingida por uma erupção vulcânica, está muito enganado, em Pompeia a cada passo dado surge uma novidade. Ela foi um centro residencial habitado por famílias nobres e por indivíduos enriquecidos através da atividade comercial de natureza variada. A antiga cidade da região da Campanha, no sopé do Vesúvio, perto de Nápoles - Itália, era lugar de recreio para os romanos ricos.

Pompeia desempenhou um papel notável durante a crise da guerra social dos Itálicos contra Roma (89 a. C.). Nove anos depois Pompeia rendeu-se ao ditador romano, adotando o nome de Colônia Cornelia Veneria Pompeiana. No ano 62 d. C. um terremoto de pequena intensidade danificou vários prédios em Pompeia, foi quando ela vinha passando por uma grande fase de reconstrução e renovação que no ano 79 d. C. ela foi repentinamente destruída por uma erupção do vulcão Vesúvio, ficando completamente sepultada sob camadas superpostas de cinzas e lapílis (pedrinhas) por cerca de seis metros. Os mais de dois mil habitantes da cidade morreram sendo reduzidos a cinza.




Muito do conhecimento atual sobre a vida dos antigos romanos decorre das escavações de Pompeia. Estas escavações, começadas no século XVIII, revelaram uma cidade petrificada no tempo com seus prédios, esculturas, utensílios domésticos, além de corpos mumificados. Até agora somente dois terços da cidade foram escavados, proporcionando numerosas informações da maior importância sobre a construção das casas romanas e os costumes privados dos antigos moradores.

Pompeia representa a mais impressionante evocação da Antiguidade. Sob as lavas do Vesúvio arqueólogos restauradores conseguiram recuperar diversos afrescos que foram preservados. Vários elementos de diversas camadas sociais podem ser vistos retratados em diversos desses afrescos que se encontram no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles.

A Rua da Abundância era uma das mais importantes estradas de Pompeia. Beirando esta estrada existiam diversas pousadas, atualmente só ruína.



Os arqueólogos dividiram Pompeia em nove regiões, cada região foi dividida em quarteirões. Na Região I encontra-se a Casa de Menandro, também conhecida pelo nome de Casa do Tesouro de prata, nela em 1930 foram encontradas 115 peças de prata, que agora estão no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles. Esta casa, muito luxuosa, encontra-se quase intacta ainda nos dias de hoje. A entrada desta residência é suntuosa. A visita precisa ser agendada, assim como para todas as outras residências. Na VI Região encontramos aquele que foi o bairro residencial famoso da cidade, com habitações itálicas do tipo Samita do século IV-III a. C. Nesse bairro o turista não pode deixar de visitar a famosíssima Casa do Fauno, que na realidade é uma vila que pertenceu aos ricos patrícios Casii. Suas pinturas murais são célebres. A vila recebeu esse nome por causa de uma estatueta de bronze que ainda hoje lá se encontra, em perfeito estado.




Ainda se encontram de pé as colunas e vigas do Santuário dos Lares que abrigava estátuas dos deuses protetores da cidade. Bem próximo deste santuário se encontra o Templo de Vespasiano. Na face deste templo voltada para a Praça do Fórum podemos ver a representação da cena de um sacrifício cuja vítima é um touro, na face voltada para a alcova surge uma coroa de carvalho chamada "coroa cívica", que vem a confirmar que o templo era consagrado a um imperador.




O Templo de Apolo, primeiro padroeiro da cidade, situa-se junto à Praça do Fórum no final da Rua Marina. Seis colunas formavam a sua fachada, hoje apenas duas se mantem de pé. Também lá permanecem duas estátuas de bronze do pórtico, que representam Apolo e Diana, mas são réplicas, as originais se encontram no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles. No lado ocidental junto ao Templo existe uma mesa de mármore com cavidades correspondentes a medidas oficiais usadas para quantificar as mercadorias que se vendiam no Fórum. Essas medidas eram usadas para proteger os cidadãos de eventuais fraudes por parte de vendedores.



A Porta Marina era por aonde chegavam à cidade enormes quantidades de mercadorias provenientes da comunidade marítima. Os armazéns que eram utilizados para a distribuição e depósito dessas mercadorias ainda permanecem alguns, embora um tanto destruídos. Na Rua da Marina, que começa na Porta Marina, fica o Templo de Venus, deusa padroeira de Pompeia.

A basílica era o edifício público pompeiano mais imponente de todos, era frequentada quotidianamente por um grande número de pessoas. Muitas colunas e paredes dessa basílica ainda estão de pé.

O turista não pode esquecer que desde que previamente agendadas algumas das casas mais majestosas construídas pelas grandes famílias pompeianas, pelos nobres da cidade Samita e pelos libertos enriquecidos durante o período imperial, podem ser visitadas. Entre as grandes moradias pompeianas encontra-se a famosíssima Casa dos Vettii, com jardim interno, sala de recepção, com seus afrescos lindíssimos, sala triclinar, também lindíssima, decorada com cenas mitológicas (Venus com Cupidos, Ariana abandonada etc.).



Próximo ao Arco do Calígula (que se encontra em bom estado de conservação) existe algumas casas que valem à pena ver. Muitas dessas casas permaneceram debaixo da lama e conservaram vários objetos domésticos em bom estado. Alguns foram levados para o Museu Arqueológico Nacional em Nápoles.

Na área pública principal, no lado sul da praça pode-se ver as bases de várias estátuas honorárias e a tribuna dos oradores públicos. Também o Templo de Isis, que foi quase que completamente devastado pelo tremor de terra de 62 d. C. foi reconstruído. Atualmente está em boas condições. É dotado de colunas num pódio elevado e com uma escada lateral. As estátuas e as peças de mobiliário do templo foram levadas para o Museu Arqueológico de Nápoles.



Deixando a área pública e continuando pela Rua das Termas encontramos as Termas do Forum, que ainda existem. Elas foram construídas no início do período romano (80 a. C.) e são divididas em seção masculina e feminina. O edifício apresenta as características clássicas da estrutura da época: vestiários, frigidário e tepidário. O sistema do caldário desperta a nossa atenção, construído em parede dupla era destinado à passagem do ar quente.




Também na Rua das Termas temos a casa de Pansa, que ocupa um quarteirão inteiro, logo a seguir a casa do Poeta Trágico, identificada como a casa de Glauco no romance de Bulwer "Os Últimos dias de Pompeia". Nesta casa existe um mosaico branco e negro com a seguinte inscrição: "cave canem" ("cuidado com o cão"). Indo visitá-la não deixe de vê-lo.

Na região VI, na Rua do Vesúvio, encontramos a Casa dos Cupidos Dourados, que pertencia a Popeu Abito, que, segundo o guia, fazia parte da família Popeia, a mesma da mulher do Nero. Nada demais. Muito interessante é a padaria do Modesto. Esta vale à pena ver. A padaria contém oitenta e um pães fatiados, redondos, achados carbonizados no forno, também uma forma de pão, uma mó e balcões.



O Termopólio do Lararium, uma loja situada num espaço bastante reduzido, mostra um balcão com vários orifícios como que lugares de panela de comida das quais as pessoas se serviam. Também neste lugar foram encontradas intactas receitas do cardápio do dia. Atrás da loja ficava a residência do dono, ou empregados, não se sabe. Muito interessante.



O turista após percorrer uma parte da Rua dos Augustais chega à ruela do Lupanar, um dos mais centrais dos vinte e cinco prostíbulos de Pompeia, mais conhecidos como Lupanares. A decoração das paredes como ainda podem ser vistas, e se encontram em bom estado de conservação, era feita com quadros relativos à atividade do bordel, constituindo verdadeiros cartazes dos serviços oferecidos pelo prostíbulo.





O Teatro Grande, que se situa junto à Rua de Stabia, foi construído no século II a. C. em uma cavidade natural da colina, com capacidade para 5.000 pessoas. A fim de respeitar a cenografia da zona na sua construção evitou-se colocar porticados em espaços que pudessem obstruir a visão do mar. Vale à pena visitar.


O Fórum Triangular também se encontra na Rua de Stabia e foi construído no século II a. C. Fica bem próximo ao Teatro Grande. Na Rua Consular junto à Porta Herculano encontra-se uma das construções mais antiga de Pompeia - a casa do cirurgião. Nesta casa foi encontrado um precioso conjunto de instrumentos cirúrgicos que atualmente se encontra no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles. Nesta mesma rua outra residência que chama a atenção é a casa de Salústio, por ser um exemplo excelente de uma moradia edificada na idade Samita (século III a. C.).

A Pompeia pré-romana encontrando-se sob o domínio dos samitas, povos provenientes dos montes da Irpinia e do Sannio, manteve as suas próprias instituições e a própria língua. Esta fase samita deixou vestígios na estrutura da cidade e na arquitetura dos seus edifícios. Recentes estudos históricos atribuem a Pompeia uma origem etrusca.

Pompeia situa-se numa superfície de origem vulcânica muito antiga, junto à foz do rio Sarno, a cerca de cinquenta metros acima do nível do mar. Na década de 20 d. C. o geógrafo Strabone considerou o Vesúvio um "Vulcão adormecido", contudo ele eliminou da face da terra em apenas três dias três importantes centros costeiros da região de Campanha: Herculano, Pompeia e Stabia. Herculano foi atingida por um verdadeiro rio de lava incandescente, precedido por uma nuvem de 400 graus de temperatura. Pompeia e Stabia foram cobertas por uma camada de seis metros de cinza e lapíli (pedrinhas pequenas).

Dois terços da cidade de Pompeia já foram escavados, no entanto há um plano rigoroso da Administração de Pompeia que condena as escavações desordenadas, protegendo o que ainda resta escavar, de modo a deixar para os futuros arqueólogos campo para os seus estudos e pesquisas. O vulcão Vesúvio não entra em erupção desde 1944, apesar de às vezes provocar leves tremores de terra.

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Postado por Dinah dos Santos Monteiro
28/8/2015 às 11h46

 
ATENAS/GRECIA e um pouco da sua história

A Grécia é dotada de uma beleza natural muito particular, com um clima maravilhoso, um céu luminoso e azul. Conhecer algumas das suas ruínas e um pouco da história dos Gregos é um processo atraente. Desembarcar em Atenas ao anoitecer é algo que mexe com o emocional de qualquer ser humano. A visão que se tem da Acrópole, toda iluminada, é fantástica.

No ano de 1828 restabeleceu-se a independência da Grécia, e desde 1834 que Atenas é a sua capital. Atenas tem templos e edifícios estatais belíssimos, mas casas particulares bastante pobres. A história da Grécia está de tal modo misturada com a lenda que é difícil separar a verdade do mito.

No período micênico (Relativo à civilização que se irradiou a partir de Micenas, Grécia), a colina de Acrópole foi fortificada com as muralhas ciclópicas que protegiam o palácio soberano e as casas dos dignatários. "Cerca de oitocentos anos a. C., Atenas apenas era constituída por algumas aldeias à sombra da Acrópole, e até no tempo das guerras persas não passava de uma pequena cidade." (Grandes Impérios e Civilizações, Grécia, Vol. II, edições delPrado)

A história autêntica da Grécia data da primeira olimpíada no ano 776 a. C., a começar com os primeiros monumentos escritos. "O período histórico mais remoto, desde 776 a 500 a. C., pode considerar-se como o período do desenvolvimento de cada um dos estados de que se formou a nação. Os estados eram teoricamente independentes entre si, porém unidos pela linguagem, pela literatura, pelos jogos e pelo desenvolvimento nacional." (Dicionário da Bíblia, pag. 255)

No ano 490 a. C. os atenienses, ajudados pelos habitantes de Platéia, conseguiram a grande vitória de Maratona contra os generais de Dario Histaspes, rei da Pérsia. Logo depois no ano 479 a. C. os santuários da Acrópole e também toda a cidade de Atenas foram queimados pelos persas. Foi Péricles, com o seu colaborador Fídias, que reconstruiu os santuários da Acrópole. Dos edifícios restantes que decoravam a colina no período clássico se salvam somente ruínas ou vestígios.

A cidade de Atenas foi o centro luminoso da ciência, da literatura e da arte do antigo mundo. Os artistas de Atenas eram insuperáveis em oratória, literatura e escultura. Em filosofia, Sócrates, Platão e Aristóteles, Zenão e Epicuro, desempenharam um papel importante que se perpetua até aos dias de hoje.

No tempo de Cristo a língua grega era falada em todo o mundo civilizado. Nesta ocasião o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Em Atenas havia muitos altares erguidos a diversos deuses, até a um "Deus Desconhecido". O apóstolo Paulo estando nesta cidade aproveitou-se da ocasião e proferiu um discurso no Monte Marte, que ficava a uma curta distância a oeste da Acrópole, pregando Jesus como sendo esse "Deus Desconhecido".

O Pártenon, construído em 447-438 a. C. não só para honrar a deusa de Atenas, mas também para celebrar o papel que a cidade desempenhou como líder da Grécia na luta contra os Persas. Suas colunas ainda são admiráveis. As esculturas sobreviventes são poucas e estão um tanto danificadas, mas vale a pena observar as decorações escultóricas retratadas nos frisos, como: Cavaleiros em idade militar durante procissão da Acrópole, no dia do festival de Atena; O nascimento de Atenas visto pelos habitantes de Olimpo; Jovens conduzindo gado ao sacrifício; Jovens combatendo os centauros que haviam interrompido a festa de casamento do seu rei; O deus Dionisio e tantos outros. O Pártenon é o mais sublime de todos os monumentos de Atenas. As suas colunas podem ser vistas à distância. Foi construído, sob a direção de Fídias, para impressionar pelo "tamanho, peso e riqueza".

O Erectéion está construído no lugar em que ficava o templo antigo de Atena e do Posêidon. Trata-se de uma obra prima jônica. O pórtico sul — sustentado por mulheres de pedra ou caríatides — é o sítio onde algo sagrado era exibido ao público. Muito bonito, apesar de parcialmente destruído.

O Propileu, construído entre 437 e 432 a. C., era a entrada para a Acrópole. Na sua torre formada ao sul encontra-se o elegante templo jônico de Atena Nique (Atena da Vitória). A grandeza monumental do Propileu contrastava com a elegância de Atena Nique. Ambos podem ser admirados.

A Torre dos Ventos Octagonal foi construída no século I antes de Cristo. Era relógio de sol, de água e cata-ventos. Os relevos na parte de cima da torre representam os oito ventos. Encontra-se em bom estado de conservação. Fica do lado de fora da ágora romana.

A Porta de Adriano indicava o limite da cidade antiga de Atenas. A pessoa atravessando a Porta se encontrava no bairro novo que se chamava Nea Atenas (Atenas Nova). Foi fundado pelo Imperador Adriano no começo do século 2º d. C., neste mesmo século também teve sua construção completada pelo imperador Adriano O Templo de Zeus Olimpio. Era um templo com duas ordens de colunas a sua volta, construído com mármore do monte Pentélico (Grécia).

A grande porta de Atenas para Elêusis é considerada uma grande obra de engenharia. A estrada que liga Elêusis a Esparta ainda se conserva ladeada de muitos de seus monumentos aos mortos, como era costume da época, alguns em bom estado de conservação.

O Teséion, exemplo mais completo de um templo dórico hexagonal. Encontra-se em muito bom estado de conservação. Foi o primeiro grande edifício construído a seguir ás Guerras Pérsicas.

O Teatro de Herodes Ático, data do Império Romano. Foi um dos últimos edifícios a ser construído em Atenas nos tempos antigos. Vale a visita. O Areópago se encontra na parte noroeste da Acrópole. Aí reunia-se o Parlamento do Areópago, o corpo cível e judicial mais antigo de Atenas.

Stoa de Átalo, atualmente funciona como Museu. Exibe principalmente os achados das escavações do local da Ágora (mercado). Existem inscrições, estátuas, esculturas em relevo, vasos, moedas, joias, objetos de cobre, os primeiros tipos de pesos e medidas dos Atenienses (uma clepsidra de barro) etc.

No Museu Arqueológico Nacional estão expostos achados de todos os locais do Mundo Grego antigo, desde aqueles que datam da Época Neolítica até os últimos anos romanos.

Existem ainda na Grécia muitos outros Museus, como o Bizantino, Benáki, também alguns Mosteiros, Sítios Arqueológicos e muitas outras ruínas que eu gostaria de mencionar, mas vou ficando por aqui, depois conto mais.

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Postado por Dinah dos Santos Monteiro
21/7/2015 às 21h57

 
Terra Santa - FORTALEZA DE MASADA

Na Palestina, na região da Idumeia, ao sul de En-Gadi (cujo nome significa a fonte do cabrito), sobre um planalto de encostas íngremes, a 410 metros acima do nível do mar Morto, que é uma maravilha por si só, encontra-se a Fortaleza de Masada, que só aparece sob este nome no ano 50 a. C. Este planalto conta com 600 metros de comprimento por 320 metros de largura. Masada ergue-se sobre este planalto, não longe da estrada principal que liga o deserto da Judeia ao território de Moab, contornando a ponta sul do mar Morto. O local é bem visível, fácil de localizar.(

Construída pelo rei asmoneu Alexandre Janeu (Macabeu), por volta de 100 a. C., Masada foi remodelada por Herodes Magno, o Grande, entre 37 e 31 a. C., que fez dela uma faustosa residência real. Restos de cerâmica encontrados em Masada indicam que o local era ocupado entre o século X e o século VII a. C.(

"Masada não é explicitamente mencionada no Antigo Testamento, todavia tudo leva a crer que o rei Davi, conforme está escrito em I Samuel 24, 1-2, quando fugia de Saul, encontrou refúgio nas "elevações" e no "deserto" de En-Gadi. Estas "elevações" são provavelmente onde o rei Davi e os seus homens estavam escondidos quando Saul veio satisfazer as suas necessidades (I Samuel 24, 3). Davi aproveitou a circunstância para cortar um pedaço do manto do rei Saul (I Samuel 24, 1-7), recusando-se a mata-lo quando este estava perfeitamente em suas mãos." (A Bíblia, vol. 1, edições del Prado, pag. 108).

O turista para chegar ao planalto de Masada tem a sua disposição o teleférico, ou, se preferir uma boa caminhada, a Trilha da Serpente, que recebeu este nome por ser muito sinuosa. Esta subida pela trilha leva em torno de uma hora e é muito cansativa. O planalto de Masada é inacessível pelo lado do mar Morto.

Por se encontrar bem acima do nível do mar, o grande problema enfrentado pelos construtores de Masada foi de como obter água para o consumo diário. Herodes, com seus arquitetos, mandou talhar várias cisternas nas rochas, a fim de recolher a água de escoamento proveniente das chuvas de inverno, essas cisternas, uma vez cheias, conduziam a água para o uso local. Estas cisternas ainda resistem ao tempo, estão lá. Uma entrada chamada "O Portão de Água" leva a uma trilha onde o visitante pode chegar a estas cisternas.

Encontra-se em Masada vários nichos para urnas funerárias, os quais eram reservados para não-judeus da corte de Herodes.

A sinagoga de Masada é considerada a mais antiga do mundo e está orientada para Jerusalém. A sua construção é atribuída ao rei Herodes. Ainda preservada e com alguns assentos, que parecem ser da época da ocupação dos zelotes (Judeus da seita zelote).

Em Masada foram construídos dois palácios: O Ocidental e o Suspenso. O Palácio Ocidental, com pisos de mosaico, era destinado às recepções e acomodação dos hóspedes de Herodes. Suas colunas e paredes eram ricamente decoradas com afrescos. Parte dessas colunas e paredes com afresco ainda estão conservadas, assim como parte de pisos com mosaico. O Palácio Suspenso servia como residência para Herodes. Era dividido em três níveis. Na parte inferior ficavam as termas. As colunas de sustentação do piso original das termas são uma das partes de Masada bem preservadas. Sob este piso circulava ar quente, que mantinha constante a temperatura do ambiente.

Alguns objetos foram encontrados em meios aos escombros das habitações e das muralhas em casamatas ocupadas pelos últimos defensores de Masada em 73 d. C., tais como: panela de bronze, pote de barro, sandálias de couro etc., que podem ser vistos pelos visitantes.

Os reis judeus nomeados pelos romanos construíram grandes fortalezas, entre 37 e 31 a. C. Foi com a morte de Herodes, em 44 d. C., que o governo foi confiado a procuradores romanos e foi a administração destes procuradores que trouxeram problemas e perturbações que deram origem a primeira revolta judaica em 66 d. C. "A título de represália os romanos destruiram Jerusalém e o seu Templo (70 d. C.)". Quanto aos sobreviventes da rebelião, entrincheirados em Masada, ergueram uma muralha defensiva interna num esforço de se defenderem dos romanos. Os romanos por sua vez circundaram a montanha compondo um anel formado por oito acampamentos ligados por muralhas e construíram uma enorme rampa na subida da montanha que lhes possibilitou atacarem os rebeldes com aríetes. Do alto da fortaleza ainda é possível ver vestígios de um dos tais acampamentos romanos. Mais tarde Masada tornou-se o símbolo da resistência judaica a dominação estrangeira. Um dos lemas do atual exército de Israel é "Masada não voltará a cair".

Masada surpreende a qualquer visitante. As pessoas às vezes não conseguem imaginar o que pode ser visto e admirado no alto de uma colina. Parece um tanto inacreditável alguém ter construído tanta coisa em um lugar de tão difícil acesso, mas Masada está lá para quem quiser conhecer. Masada é um lugar deslumbrante, acreditem.

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Postado por Dinah dos Santos Monteiro
31/5/2015 à 00h19

 
PETRA Patrimônio da Humanidade (reeditado)

PETRA, uma das sete maravilhas do mundo, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, é um dos sítios arqueológicos mais encantadores da terra.

No ano de 1200 a. C. esta região foi ocupada pela tribo dos Edomitas. Edom, "vermelho". "Edomitas, nome coletivo, derivado de Edom. Um dos nomes de Esaú em lembrança de haver vendido o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas", também, nome da região ocupada pelos descendentes de Edom ou Esaú. "Logo no tempo em que Jacó voltou da Mesopotâmia Esaú havia ocupado a terra de Edom, depois de haver expulsado os horitas, seus aborígenes". (Dicionário da Bíblia, pag. 169).

A capital edomita, dos tempos da monarquia hebraica, era Sela, nome traduzido para o latim como Petra. Nos últimos trinta anos as descobertas arqueológicas provaram a existência dos povos que ocuparam Petra, onde muitos acontecimentos se desenrolaram ao longo dos séculos.

A região de Petra foi a capital dos monarcas árabes nabateus desde o século 6º a. C. até o século I d. C. Este povo do deserto viria a desempenhar um papel preponderante em Petra. Consta nas "Edições del Prado - A Bíblia, vol. II, pág. 208" que o apóstolo Paulo residiu em Petra durante vários anos.

Os nabateus eram hábeis mercadores e transformaram Petra em um centro de referência ao identificarem que a sua localização poderia lhes render grandes lucros, por fazer parte de uma importante rota comercial de incensos e especiarias do Leste Asiático e Arábia, para o Mediterrâneo.

PETRA situa-se ao fundo de uma garganta estreita, o Siq (antiga entrada de Petra), cortada de montanhas multicores, que se alteiam até o deserto da Arábia. Ela possui algo de misterioso, de encantador, ao mesmo tempo em que é linda.



"Por mais de quinhentos anos Petra ficou no anonimato, era conhecida apenas por moradores locais, os idumeus, que ali se instalaram até o dia de hoje" (cf NCB, p.382).

O primeiro ocidental a entrar em Petra foi Johann Ludwig Burckhardt, em 1812. Johann era apaixonado por aventuras e foi disfarçado de muçulmano que partiu para o Egito. No caminho para a Jordânia ouviu o relato de uma cidade perdida nas montanhas e foi então, com a desculpa de que pretendia oferecer um sacrifício ao profeta Arão que ele entrou em Petra.

Petra é conhecida, sobretudo, pelas fachadas dos seus monumentos, que os artistas esculpiram entre os séculos IV e o século II a. C., nas próprias falésias (rochas abruptas) de arenito vermelho. A cidade de Petra se encontra entalhada numa formação rochosa no oeste da Jordânia, rumo ao sul, na rodovia do Deserto, que vai direto para Petra.

É a rodovia do Deserto que leva o turista até o vale que dá acesso ao Sic: antiga entrada de Petra, aí o turista tem que caminhar até chegar nessa entrada. Este trajeto pode ser feito a pé, de charrete ou a cavalo, mas somente até a entrada do Siq. Nesta planície, caminhando em direção ao Siq, há dois túmulos: Túmulo do Obelisco e Bab el-Siq triclinium. Eles são recortados na rocha e fica um sobre o outro. O que fica na parte superior apresenta influência egípcia, é o Túmulo do Obelisco, e o da parte inferior, Bab el-Siq Triclinium (câmara funerária) parece seguir o estilo clássico nabateu. Como você vai mesmo passar na frente desses túmulos vale parar para ver, apreciar e fotografar, mas não perca muito tempo, pois o melhor está por vir. Petra abriga diversos sítios arqueológicos que remontam aos tempos pré-históricos, romano, bizantino e cruzado, e o mais incrível é que seus monumentos são todos entalhados na rocha.



Na entrada do estreito desfiladeiro que leva a Petra existem ainda vestígios de um arco monumental que marcava essa entrada. A partir daí o visitante deve começar a observar as encostas do desfiladeiro, tais como: nichos com traços de antigas divindades, escadarias, inscrições na rocha e, o mais fantástico, aquedutos esculpidos na rocha. Os nabateus desenvolveram um elaborado sistema de captação, armazenamento e canalização da água, produto muito valioso nas regiões áridas e semi-áridas do Oriente Próximo e do Médio, e canais que ajudavam a controlar as enchentes na cidade, visto que sua entrada é em declive. O Siq, ainda hoje, apresenta trechos do calçamento original, ao que tudo indica dos tempos dos nabateus.

No final do Siq os dois lados da montanha do desfiladeiro praticamente se juntam escurecendo o ambiente e, é nesta atmosfera de pouca claridade, que o visitante avista o mais notável e impressionante monumento de Petra, o magnífico TESOURO, é como se o visitante dobrasse uma esquina e desse de frente com algo como ele nunca vira antes: O TESOURO de Petra, que fora intencionalmente ali construído, para causar impacto a quem chega a Petra, diga-se que a ideia foi muito feliz.



O nome do templo TESOURO é de conformidade com a lenda que tem origem no folclore beduíno. A lenda diz existir um tesouro escondido em uma das urnas desta construção. Existem algumas marcas de balas em uma das urnas na parte alta desse templo, feitas por beduínos na tentativa de roubar esse dito tesouro. O turista entrando no templo passa através de uma enorme porta que o leva a uma câmara interna, no fundo da câmara existe um santuário e nada mais.



A parte do Siq Externo é ladeada por muitos túmulos de vários tamanhos e formatos, estes túmulos são possuidores de uma grande diversidade de estilos. O TEATRO CLASSICO se encontra em meio a essa grande necrópole (cemitério). No Teatro Clássico ainda pode-se ver que túneis saiam dos dois lados do palco e que na parte interna eles eram recobertos de mármore. Ele foi cavado na rocha e abrigava cerca de 7000 pessoas.



Depois do Teatro Clássico o Siq Externo se abre numa espaçosa planície, limitada por paredes abruptas (falésias), onde se situam os Túmulos Reais: Túmulo do Palácio, Túmulo dos Coríntios e o Túmulo das Urnas, todos esculpidos na montanha de El-khubtha.



O TUMULO DO PALACIO tem a aparência de um palácio. Apesar de mal conservado, das partes superiores já não existirem mais, ele exibe uma fachada grandiosa, ricamente decorada com colunas e pilares. Diz-se que ele foi talhado uma imitação da Casa Dourada de Nero, em Roma. Ao TUMULO DE CORINTIOS falta simetria, cada portal apresenta um estilo diferente. Os arqueólogos não sabem como classifica-lo. Por último O TUMULO DAS URNAS Este nome origina-se de uma pequena urna localizada no seu topo. A este túmulo se chega por uma escadaria. No ano 447 d. C. ele foi transformado em uma igreja. O fato de haver dois níveis de arcos, apoiando o grande terraço em frente a este Túmulo, levaram os arqueólogos a concluírem que ele abrigou uma masmorra, situada abaixo de um tribunal de justiça. O TUMULO DO SEXTIUS FLORENTINUS foi esculpido por volta de 126-130 a. C. É o único túmulo que se sabe exatamente para quem foi construído. Sextius foi imperador romano da província da Arábia e seu desejo era ser enterrado em Petra.



O TUMULO DE ARÃO, irmão de Moisés, fica no pico mais alto de Petra, o Jebel Haroun. O visitante leva mais ou menos três horas a cavalo morro acima, mas pode ir a pé se o turista assim o preferir. Muitos islâmicos, cristãos e judeus adoram neste local por acreditarem está enterrado aí Arão. Para se chegar a este lugar precisa-se recorrer a um guia. O MOSTEIRO é um dos locais mais belos e preservados de Petra, apesar de um pouco afastado. O visitante para chegar ao Mosteiro sobe oitocentos degraus esculpidos na rocha, é uma subida um tanto cansativa, mas vale o esforço. O lugar ficou conhecido como Mosteiro por causa das cruzes esculpidas nas suas paredes. Ele foi por algum tempo um importante local de romaria. Na caminhada para o Mosteiro existem outros monumentos que podem ser vistos pelo caminho.

O ALTAR DE SACRIFÍCIOS encontra-se na montanha Jebel Asstuf a 1.035 m de altura. Uma escadaria esculpida na rocha, entre as construções do Tesouro e do Teatro, é que leva o visitante ao alto desta montanha. A subida é muito exaustiva. Na chegada encontra-se um amplo terraço com dois obeliscos de pedra, subindo mais alguns degraus está o ALTAR DE SACRIFÍCIOS, junto deste altar está uma mesa de oferendas, e mais alguns degraus acima está o altar principal com um canal escavado na própria pedra do altar, possivelmente usado para dar saída ao sangue dos sacrifícios. A volta se dá pelo outro lado desta mesma montanha, que oferece visão de outros monumentos, como: Monumento do Leão, Jardim Triclinium, Túmulo do Soldado, do Renascimento etc.

Na planície central de Petra podemos encontrar ruínas e edificações comuns (NÃO ESCAVADAS NAS ROCHAS), tais como:
O CARDO ROMANO, com suas imponentes colunas, foi a via principal de Petra e ao que tudo indica era ladeada por mercados e templos, indo até ao templo mais sagrado da cidade, Qasr el-Bint. Este templo ainda possui uma grande área pavimentada e tem sobrevivido a terremotos e inundações ao longo dos séculos. A entrada para a área sagrada de Qasr el-Bint era através do PORTÃO TEMENOS, muito imponente ainda exibe colunas em frente das enormes portas de madeira.



TEMPLO DO LEÃO ALADO ou Templo de al-Uzza, nome dado em honra à deusa nabateia. O nome leão alado se refere ao leão alado que aparece nos capitéis das colunas. Fica próximo a uma ponte sobre o Wadi Musa.

A IGREJA DE PETRA foi uma grande basílica bizantina e ainda apresenta mosaicos detalhados do século 6º d. C. Nesta igreja foram encontrados pergaminhos que revelaram detalhes sobre a vida em Petra.

O GRANDE TEMPLO data do século 1º a. C. Suas ruinas mostram que a entrada deste templo era grandiosa e conduzia a um espaço cercado de colunas com uma escada que levava a um auditório.

Para conhecer Petra o turista precisa de dois a três dias. O que Petra oferece aos seus visitantes não pode ser visto em nenhum outro lugar do mundo, tais como as suas edificações escavadas na rocha, cada uma em um estilo e formatos diferentes, com ricos detalhes e características próprias. Confira tudo o que você acabou de ler indo conhecer Petra. Espero ter lhe passado boas informações. Aproveite.

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Postado por Dinah dos Santos Monteiro
12/5/2015 às 14h11

 
RIO NILO e um pouco mais (2ª e última parte).

Bem próximo ao Templo de Luxor, na direção norte, fica Karnark. Pode-se chegar lá de táxi, micro-ônibus ou mesmo de charrete. Karnark é o sítio faraônico mais importante do Egito. Em Karnark se encontra o gigantesco Templo de Amon, com estátuas colossais, salões com colunas gigantescas, intermináveis pátios, o Lago Sagrado aonde os sacerdotes se purificavam antes de rituais no templo. É junto a esse lago que se encontra um enorme escaravelho de pedra de Khepri, construído por Amenófis III.
No outro lado do Rio Nilo situa-se o remoto e árido Vale dos Reis, a necrópole de Tebas (sítio arqueológico). No Vale dos Reis foram encontrados 62 túmulos, mas nem todos estão abertos à visitação.
Na esperança de impedir que depois de mortos ladrões roubassem de suas tumbas os seus inestimáveis pertences, os faraós do Império Novo passaram a escavar seus túmulos nas montanhas de Tebas, por ser um lugar de difícil localização. Nas cavernas aonde se encontram os túmulos ainda podem-se ver sarcófagos; decorações nas paredes; desenhos em alto relevo do Livro dos mortos; pinturas douradas; pinturas coloridas com detalhes da vida no Egito antigo; câmaras mortuárias ornamentadas; corredores fantásticos e muito mais. Muitas das riquezas que foram encontradas nessas tumbas estão hoje no museu do Cairo. Uma observação: Devido às muitas escadas dentro das cavernas o passeio se torna muito cansativo.
Próximo ao Vale dos Reis, a sudoeste, se localiza o Vale das Rainhas. Local de sepultamento de muitas esposas e filhos reais. O túmulo da rainha Nefertari é o mais famoso deles todos e um dos mais lindos.
As embarcações ao saírem do porto de Luxor o fazem lentamente, deixando o turista contemplar as belezas ribeirinhas, tais como as casas e as plantações.
Primeira parada: Esna. Local onde foi construída uma eclusa para permitir a navegação pelo Rio Nilo. Muito interessante.
Segunda parada: Edfu. Para os egípcios Edfu foi importante local sagrado e abriga o Templo de Horus. Este templo ficou soterrado por quase dois mil anos, no entanto é considerado o mais bem preservado templo ptolomaico do Egito.
Terceira parada: Kom Ombo. O templo de Kom Ombo tem a sua construção greco-romana totalmente simétrica, com duas entradas, dois salões e dois santuários. O templo é muito lindo e fica numa localização voltada para o Nilo. De acordo com os guias ali foi um hospital, ou algo parecido, pois nos hieróglifos podem-se constatar diversas figuras que mostram instrumentos cirúrgicos, cirurgias, partos, os quais vêm a demonstrar ou confirmar o que dizem os guias.
Quarta parada: Assuã. O povo de Assuã é chamado Núbio. Ai vive uma grande comunidade núbia. Na verdade a terra natal dos núbios é Abu Simbel, que fica na divisa com o Sudão. Neste lugar ainda existe uma aldeia que pode ser visitada por turistas, mas para se chegar lá só montando num camelo. O núbio é muito simpático e hospitaleiro.
Em Assuã há um belo hotel com vista para o Nilo. Este hotel anos atrás hospedou o rei Farowk, sir Winston Churchill e Agatha Christie, que aproveitou a sua estadia nele para escrever parte de seu romance Morte no Nilo. É um lugar ideal para se apreciar o pôr do Sol sobre o Nilo.
Ao sul de Assuã encontra-se um obelisco gigantesco, mas inacabado. O motivo do abandono teria sido uma fenda na pedra. Se fosse terminado teria mais ou menos a altura de 41m.
Não se pode deixar de visitar a represa de Assuã, que já teve a sua grande importância mais se mostrou ineficaz para controlar as enchentes do rio Nilo. A solução foi construir Assuã Alta e formar o lago Nasser, o maior lago artificial do mundo. Isto ajudou o Egito a aumentar a sua energia elétrica e a sua produção agrícola.
As estradas para Abu Simbel e o aeroporto cruzam a represa e proporciona aos visitantes fascinantes vistas do rio Nilo e de suas ilhas: Elefantina, Kitchener, Filae etc. A ilha de Filae encontra-se na frente da barragem de Assuã. Nesta ilha caminha-se por um pátio comprido que leva ao Templo de Isis, edificação principal do complexo de templos de Filae. A ilha é pequena, mas muito linda.

Para os turistas que desejarem continuar navegando no Rio Nilo, uma boa notícia: Etiópia, Ruanda, Quênia, Congo etc. são alguns dos países banhados pelo rio. Mas os que desejarem voltar podem fazê-lo da barragem de Assuã direto para o Cairo, de avião.

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Postado por Dinah dos Santos Monteiro
2/4/2015 às 21h03

 
Rio Nilo e um pouco mais (1ª parte)

O Rio Nilo, que fica localizado no Nordeste do continente africano, foi por séculos um rio idolatrado pelos egípcios, pois eram as suas enchentes periódicas que, ano após ano, traziam fertilidade e prosperidade para o povo egípcio. Nos dias de hoje o Rio Nilo continua tão necessário para o Egito quanto o foi no tempo dos faraós, as suas margens continuam férteis, mas não ficam mais alagadas pelas enchentes, atualmente as suas águas são represadas e controladas por comportas e são utilizadas através de um sistema de irrigação. A economia do Egito está ligada diretamente ao Rio Nilo, que é considerado o mais extenso rio do planeta.
A maior parte da história do Egito encontra-se em grandes áreas de monumentos em toda a extensão do Nilo. Navegar Nilo acima, preguiçosamente no convés de uma embarcação, alternando com passeios programados ao longo do rio, é tudo de bom que um turista pode desejar. Mas, antes de embarcar em um cruzeiro, o turista deve primeiro conhecer a cidade de Luxor.
A cidade de Luxor, capital do Alto Egito, é conhecida como a "Cidade das cem portas", e conta com quase 150 mil habitantes. Ela foi construída no local de Tebas, capital do Império Novo (1550-1069 a.C.). Nesta cidade o turista encontra embarcações, algumas bem luxuosas, outras não, para um maravilhoso cruzeiro através do Rio Nilo, mas antes o turista deve caminhar pela cidade de Luxor para conhecê-la, ou alugar uma charrete se assim o preferir. É nesta cidade que se encontra um dos mais antigos e impressionantes monumentos egípcios, o Templo de Luxor, obra dos Faraós Amenófis III e Ramsés II, ele é símbolo do passado glorioso de Luxor e localiza-se à beira-rio, no coração da Luxor moderna.
O visitante caminhando por uma avenida de esfinges chega à entrada do Templo, onde se encontram duas estátuas de Ramsés, imensas, de granito preto, que parecem guardar a entrada da parte original do templo. Na frente da entrada principal um obelisco de granito rosa, com 25m de altura, ladeia o portal. Este obelisco fazia par com outro que foi doado à França no início do século 19. Adentrando no templo nos deparamos com uma fileira dupla de colunas em forma de papiro (colunatas de Amenófis III), que chama a atenção pela beleza e por estarem muito bem conservadas. Este templo foi consagrado à tríade dos deuses de Tebas: Amon, Mut e Khonsu.
Também não se pode deixar de visitar o Museu de Luxor, que fica próximo ao Templo de Luxor e conta com uma coleção de vinte e duas estátuas gigantescas, e objetos encontrados em antigos templos e túmulos da região.

Aguardem: Karnark, Esna, Edfu, Kom Ombo e Assuã.

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Postado por Dinah dos Santos Monteiro
29/3/2015 às 19h10

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