Cinema Independente na Estrada

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Quinta-feira, 9/3/2017
Cinema Independente na Estrada
Fabio Gomes

 
Dois anos de Cinema Independente

No domingo, 26, completaram-se dois anos do lançamento no YouTube do meu primeiro curta-metragem. Ou seja, a rigor, são dois anos de minha atividade como cineasta. É evidente que, numa arte como o Cinema, a confecção da obra antecede (às vezes de muito) a sua comunicação ao público, mas também não há dúvidas de que um filme, ou qualquer obra de arte, só se realiza de fato quando encontra espectadores dispostos a apreciá-lo. 


Exibição do filme Tia Zefa no Dia da Consciência
Negra 2014 em Paraíso (TO) - 22.7.15
(Foto: Cláudio Macagi)


Meu primeiro filme lançado, Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014, fora filmado pouco mais de três meses antes do lançamento - mais exatamente em 20 de novembro de 2014, no Centro de Cultura Negra do Amapá, em Macapá. Este curta inaugurou a série "As Tias do Marabaixo", que abrangeu mais quatro filmes (Tia Chiquinha, Tia Biló, Natalina e Tia Zezé no Encontro dos Tambores). Ainda em 2015, rodei o sexta curta, Você é África, Você é Linda, em Jequié (BA). O sétimo filme, um nanometragem (filme cuja duração é menor que 1 minuto), foi disponibilizado há apenas nove dias: Vê se Vê, produzido em Porto Velho em 2014 e o único lançado no Vimeo. 

Sete filmes em dois anos me parece um saldo extremamente positivo, ainda mais se considerar que todos são totalmente independentes, sem financiamento público ou privado para sua realização (como costumo brincar, são "100% Meu Bolso Produções"). De toda essa safra, os mais vistos são os da série "As Tias do Marabaixo", que além de inúmeras exibições em Macapá entre 2015 e 2016, foram apresentados também ao público de Paraíso (TO), Salvador e Porto Velho. Houve ainda exibições para os participantes da minha Oficina de Cinema Independente, que teve duas edições até o momento - Jequié, 2015 e Belém, 2016. Em breve, deverão acontecer novas apresentações, já que o projeto foi selecionado em editais para exibição este ano em Belém e Porto Alegre. O curta Tia Biló abriu a Mostra Cine Redemoinho em Angra dos Reis (RJ) em novembro passado. 

A própria Oficina de Cinema, bem como o lançamento de seu texto-base (Cinema Independente) como e-book, é um desdobramento natural do meu trabalho como cineasta. Não basta produzir e exibir, é preciso deixar um legado - o que aprendi com o produtor cultural André Donzelli, o Porkão, grande agitador cultural de Palmas. 

Mas, ok, efetivamente são dois anos do primeiro lançamento. O que eu nunca contei antes foi que minha ideia de fazer cinema não começou quando decidi iniciar o projeto "As Tias do Marabaixo", em abril de 2014. O primeiro projeto de filme que escrevi foi em 2005, num edital do Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica Clarival do Prado Valadares. O edital contemplaria o financiamento de uma pesquisa, com pelo menos um desdobramento obrigatório (a publicação em livro), porém o proponente ficava livre para sugerir outros produtos derivados. Propus então contar a história do Barra 69, como ficou conhecido o show da despedida de Caetano Veloso e Gilberto Gil, em julho de 1969, quando a ditadura militar os obrigou a deixar o Brasil. Caetano e Gil foram acompanhados no show realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) pela banda Lief''s, integrada por, entre outros, os irmãos Pepeu e Jorginho Gomes; consta que ao final do show Pepeu foi oficialmente convidado por Moraes Moreira e Galvão para fazer parte dos Novos Baianos. O projeto se chamaria "Aquele Abraço (Barra 69)" - Gil gravou o samba "Aquele Abraço" na véspera de partir para o exílio, e lançou a música no show. 

Até onde eu saiba, nunca houve um livro no Brasil dedicado a falar de um único show (e, como meu projeto não foi aprovado, continua não havendo - risos). Pois bem: além do livro, resolvi incluir no projeto a realização de um longa-metragem de animação contando a história do show! Um projeto relativamente caro, que de fato só poderia ter sido feito caso eu houvesse vencido aquele edital. Lembro que cheguei a comentar o projeto com o próprio Gil, então ministro da Cultura, na reunião que tivemos no Teatro Apolo, no Recife, em fevereiro de 2007. Também falei dele a Moraes Moreira, quando o entrevistei por ocasião de sua apresentação na Feira do Livro de Porto Alegre de 2008 (inclusive Moraes me disse que ele e Galvão já sacavam o Pepeu antes desse show). Enfim, hoje sei que o projeto não só seria muito caro como envolveria um mar de autorizações de pessoas vivas e de herdeiros de pessoas já falecidas, sem falar nos direitos autorais da trilha sonora (minha ideia era usar como base o LP Barra 69, com o áudio de parte do show). 

Agora, a considerar o depoimento de minha mãe, minha vontade de fazer cinema vinha de muuuuito antes de 2005. Lembro que, quando lhe contei do projeto Barra 69, ela recordou uma fala minha ainda muito pequeno, da qual realmente eu não me lembrava, dizendo algo no estilo "Mãe, quando crescer eu quero fazer cinema!". E ela acrescentou que me ouviu e não respondeu, mas ficou pensando: Mas cinema é uma coisa tão cara, como é que a gente vai fazer? 

:)





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Postado por Fabio Gomes
9/3/2017 às 20h02

 
O novo sempre vem

Inicialmente, quero me desculpar com quem me honra com o acesso a esse blog que ficou meio abandonado nos últimos meses. Em parte porque (reconheço) tenho me dedicado mais a outro blog com tema semelhante - o Fabio Gomes Foto & Cinema. Pretendo, a partir deste post, voltar a manter uma regularidade de publicações aqui também.

No post anterior, 10.049 km pelo Brasil, fiz um balanço da minha mais recente viagem pelo Brasil, que acabou em setembro do ano passado. A ideia, então, é fazer uma rápida atualização desses cinco meses.

Em setembro, tive um convite para exibir um dos meus curtas da série As Tias do Marabaixo, Tia Chiquinha, num evento no Rio de Janeiro. Porém houve contratempos técnicos que impediram a exibição, de modo que minha estreia como cineasta no Sudeste teve que esperar um pouco mais - foi em 11 de novembro. O curta Tia Biló, também da série d'As Tias, foi selecionado via edital para fazer parte da Mostra Cine Redemoinho, realizada no Instituto de Educação da Universidade Federal Fluminense, durante o 2º Congresso de Diversidade Cultural e Interculturalidade de Angra dos Reis (RJ). Mais que ser selecionado, meu curta teve a honra de abrir a mostra, sendo o primeiro a ser apresentado no primeiro dia, dedicado aos temas "Gênero, Sexualidades e Afrodescendência". Foi o único filme da Região Norte no evento, e também foi a primeira vez que um filme meu foi selecionado para exibição em uma mostra! Já em dezembro tive aprovada pela Casa de Cultura Mario Quintana a inclusão da exibição de todos os cinco filmes da série em sua programação de 2017 (datas serão anunciadas oportunamente).

Isto me prova que é preciso acreditar sempre e mandar o trabalho para todos os canais possíveis - o que não faltam são festivais no Brasil e no exterior. Nem cinema nem fotografia têm enfrentado a diminuição do volume de editais abertos, como tem acontecido com outras linguagens artísticas a partir da posse do atual governo federal.

Bueno, mas é evidente que não basta apenas se preocupar em exibir ou inscrever os filmes que você faça. É necessário estar sempre produzindo material novo. E por quê? Por causa da chamada "janela" dos festivais. Quando comecei a me inscrever regularmente em editais de cinema, no final de 2015, a maioria dos festivais aceitava produções feitas a partir de 2012 ou 13 (ou seja, filmes produzidos nos últimos dois ou três anos). Ao retomar essa prática, no final do ano passado, constatei que agora os festivais pedem filmes produzidos no próprio ano, quando muito no ano anterior! Ou seja, a "janela" diminuiu. Cheguei a comentar isso com um colega do curso de Introdução à Montagem Cinematográfica, ministrado por Renato Vallone no SESC Araxá (Macapá) em novembro; o colega falou que os festivais têm diminuído a janela devido ao aumento da produção independente, em especial de curtas. Se continuassem recebendo filmes de até três anos, o volume de material a ser analisado agora seria absurdo. Enfim, é compreensível, mas acaba de algum modo... eu não queria usar a palavra "prejudicando", mas enfim... acaba nos tirando da zona de conforto. Nós, cineastas independentes, precisamos ter em mente que, tão logo concluamos um filme, devemos inscrevê-lo logo em todos os festivais possíveis e imagináveis, porque muito possivelmente no ano seguinte ele já não será aceito.

Pensando nisso, tenho remexido meus arquivos em busca de material filmado que ainda esteja inédito (e acredite, tem muuuita coisa). Não importa se você filmou em 2014, se editar e lançar o material em 2017 ele será considerado um filme de 2017. Os primeiros frutos dessas remexidas nos arquivos viram a luz em outubro. São dois vídeos em que a Poeta Amadio declama dois poemas seus que fazem parte do CD Bem que Podia: Vê se Vê e Nuvem, filmados durante apresentação do grupo de que ela faz parte, o 3DNós, em novembro de 2015 em Porto Velho. A ideia é seguir editando novos curtas & vídeos ao longo do ano, seja para veicular na internet, seja para inscrever diretamente em festivais (alguns exigem ineditismo total para a inscrição).


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Postado por Fabio Gomes
11/2/2017 à 00h50

 
10.049 km pelo Brasil

Em novembro passado, publiquei um texto com titulo semelhante ao deste (foi o 11.920 km pelo Brasil), relatando a viagem que eu fizera por Pará, Tocantins, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas divulgando os curtas e a exposição de fotos do projeto As Tias do Marabaixo. Consegui exibir os filmes em três desses estados, e expor as fotos em dois, além de criar a Oficina de Cinema Independente (e por criar entendam ter a ideia, organizar o conteúdo, vender e realizar a primeira edição, filmar um curta durante a Oficina e lançá-lo no YouTube, tudo isso ainda durante a viagem!). Também aproveitei para apresentar meus projetos culturais (e também os de artistas que represento) a Secretarias de Cultura municipais e estaduais e a unidades da rede SESC (este aspecto já não posso considerar bem-sucedido, pois nos 10 meses que se seguiram à viagem nenhuma das entidades que visitei entrou em contato, nem ao menos para dizer que receberam meu e-mail e estariam "analisando" as propostas - risos. Vivemos uma época sem disfarces).


A viagem deste ano foi menos épica, pode-se dizer, embora a princípio seus planos fossem mais ambiciosos do que os de 2015. Este ano o roteiro não foi definido por mim, e sim traçado pelas inscrições que recebi entre fevereiro e abril durante o lançamento da Campanha #VamosSonharJuntos, visando levantar fundos para a edição do livro de fotos d'As Tias do Marabaixo. A princípio, eu iria para 30 cidades em 16 estados, totalizando quatro regiões brasileiras (apenas do Sul ninguém se manifestou). Digo a princípio porque eu sabia que em casos assim é comum ter alguma desistência. O que eu não esperava é que fossem tantas, e praticamente em sequência! Isso até já contei num texto publicado aqui no blog, intitulado Ajustando o Rumo, então me limito aqui a dizer que, após fazer o último ensaio em Macapá em 7 de maio, apenas no começo de agosto, já em Rondonópolis (Mato Grosso), é que voltei a fazer ensaios da campanha. Fui até o Pará, Maranhão, Paraíba e Alagoas sem que nenhuma das pessoas inscritas tenha feito o ensaio ou ao menos me comunicado previamente da desistência (ou, no caso, da impossibilidade) de cumprir com o combinado. Não é preciso ser um Nobel de Economia para concluir que se as despesas continuam mesmo com inexistência de receita, não se poderá chegar a um bom resultado financeiro. 

Enfim, em Alagoas resolvi suspender a viagem, aguardando o momento de ir para Mato Grosso participar de um evento e realizar ensaios na capital e no interior - de toda essa programação, o único item que se confirmou foi o ensaio com a modelo Bruna Xavier, em Rondonópolis (que você já apareceu em dois posts do meu novo blog, como Modelo da Semana e também no Ensaio de Agosto). 

Mesmo que o objetivo principal da viagem - financiar a edição do livro - não tenha sido atingido, de modo algum creio que deva lamentar esse novo "rolezão". Vejamos:

1) Em Belém, ministrei a segunda Oficina de Cinema Independente; 

2) Em São Luís, fui entrevistado por uma equipe da TV UFMA para um documentário sobre os 100 anos do Samba (contados a partir do lançamento de "Pelo Telefone"); também irão participar do doc figuras do porte de Paulinho da Viola e Beth Carvalho;

3) Ainda em São Luís, encomendei e recebi meu primeiro equipamento fotográfico adquirido via internet, a nova câmera Nikon L330; 

4) Já em Maceió, pude enfim lançar um novo blog, o Fabio Gomes Foto & Cinema, uma ideia que tive em São Luís - e que, como já contei aqui e aqui, vinha de certa forma perseguindo há algum tempo.

Além disso, mais como uma curiosidade & satisfação pessoal, agora são apenas dois Estados do Brasil onde ainda não estive: Rio Grande do Norte e Espírito Santo (já que estamos desviando para curiosidades, acrescento que, dos 25 estados que conheço, em apenas um não estive na capital: Sergipe). 

Enfim, de volta a Macapá, onde cheguei há alguns dias, vou ainda atender algumas inscrições feitas para a Campanha aqui no começo do ano, e no mais é seguir a vida, buscando outras alternativas para a edição do livro. Sim, ele será publicado, embora agora eu não tenha como precisar uma data para isto. De todo modo, já na segunda-feira retomo o trabalho de edição da obra. 




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Postado por Fabio Gomes
18/9/2016 às 19h29

 
Ajustando o rumo

No começo de abril, parti de Macapá rumo a Belém para dar início à viagem cujo objetivo era arrecadar fundos para a edição de meu livro As Tias do Marabaixo. A arrecadação seria viabilizada pela realização de duas atividades: ensaios fotográficos a valores promocionais, dentro da campanha que denominei 'Vamos Sonhar Juntos', e novas edições da Oficina de Cinema Independente.

A primeira Oficina deste ano foi agendada para o final de abril em Belém, e a segunda para meados de maio em Paragominas (interior do Pará). Porém apenas a primeira teve inscritos, e mesmo assim num número bastante reduzido. A foto que ilustra o post é um frame do curta que rodamos durante a Oficina, intitulado Papo de Cinema.

Em relação aos ensaios, cheguei a ter 30 agendados em 16 estados do país, fora os de Macapá e Belém. Os agendamentos foram feitos através de inscrições em formulário que criei no Google Docs, e também chegaram através do Facebook. Me pareceu ser uma forma racional para mapear pessoas interessadas em colaborar com a edição do livro. Eu mantive todos informados diretamente e também através de um grupo fechado no Facebook.

Tudo foi mais ou menos tranquilo até começo de maio, quando passei 10 dias em Macapá (cobrindo eventos do Ciclo do Marabaixo 2016 e também tratando de uma restauração dentária que havia quebrado logo que cheguei a Belém). De volta à capital do Pará, eu soube que não haveria a Oficina em Paragominas e já me preparei para ir a São Luís.

No dia mesmo que saí para a capital do Maranhão, acabei derramando café no meu notebook, o que exigiu que eu o mandasse para uma revisão assim que cheguei na ilha (na verdade, alguns dias depois, logo no começo o note ainda funcionou razoavelmente bem). Infelizmente, porém, não pude consertar o note de imediato, porque o valor que eu esperava ganhar com os ensaios no Maranhão não se concretizou. E mesmo que as fotos fossem feitas, eu não teria como editá-las. O resultado foi que em vez de ficar 3 dias, acabei ficando 3 semanas em São Luís, e de lá segui para João Pessoa.

Na Paraíba, a história se repetiu, as encomendas de fotos não se confirmaram. Considerando então que já estávamos quase na metade de junho e o último ensaio feito pela campanha havia acontecido em 7 de maio, ainda no breve retorno a Macapá, vi que o melhor a fazer era interromper a viagem.

Optei então por ficar um mês em Maceió, onde cheguei no dia 14; daqui sigo para o Mato Grosso e de lá retorno a Macapá, onde preciso estar no começo de setembro.

Nestes primeiros dias em Alagoas, entrei em contato com todas as pessoas que se inscreveram e que não são deste estado nem do Mato Grosso, informando que agora não tenho data certa para ir até a cidade de cada um. A imensa maioria das pessoas se solidarizou comigo, entendeu a situação e aceitou a solução que apresentei.

Enfim, não se pode acertar sempre, não é? Uma coisa é certa: o livro será lançado, este é um compromisso que assumo publicamente. De que forma, e em que data, é algo a resolver.

Agradeço a todos que tem me apoiado ao longo de todo esse processo.

Desistir jamais!



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Postado por Fabio Gomes
20/6/2016 às 19h12

 
Oficina de Cinema Independente em Paragominas-PA

Nos próximos dias 19, 20 e 21 de maio, estarei pela primeira vez em Paragominas, interior do Pará, realizando novamente a Oficina de Cinema Independente - pela segunda vez no ano (houve uma Oficina em Belém em abril), e também pela segunda vez numa cidade de interior (a estreia foi em Jequié, Bahia, no ano passado).

É uma grande alegria, além de constituir também um desafio, viajar realizando esta atividade, que não leva o nome de 'Independente' por acaso. A Oficina não é bancada por patrocinadores nem leis de incentivo, ela é viabilizada pelas inscrições a cada edição. Por isso é importante que os interessados atentem para o fato de que as inscrições se encerram no dia 16, próxima segunda-feira.

Esta edição da Oficina irá ocorrer na Casa Mágica do Ifac (Instituto Fernando Arapiranga), espaço cultural recentemente inaugurado que já vem movimentando a cena cultural de Paragominas.

As inscrições podem ser feitas no próprio Ifac, à rua Gaspar Dutra, 166, Uraim, no valor de R$ 180,00. Serão emitidos certificados para todos aqueles que comparecerem a pelo menos dois encontros.

O programa da Oficina inclui noções de conceito e história do Cinema Independente, roteiro, montagem e finalização de curtas-metragens, além de abordar legislação do setor e informações sobre mercado exibidor, circuito de festivais e também o registro na Ancine.


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Postado por Fabio Gomes
9/5/2016 às 23h00

 
Oficina em Belém em abril

Nos dias 25, 26 e 27 de abril, realizei na Casa Oiam, em Belém (PA), a segunda edição da Oficina de Cinema Independente, a primeira na região Norte. A atividade aconteceu pela primeira vez em setembro do ano passado, em Jequié (BA).

Cheguei a Belém quase um mês antes, no intuito de realizar ensaios fotográficos para a campanha Vamos Sonhar Juntos, da qual a Oficina também faz parte. A renda obtida com as atividades irá financiar a edição de meu próximo livro, As Tias do Marabaixo, com uma seleção de fotos que fiz ao longo dos últimos três anos em Macapá. Cheguei a registrar um ensaio em Belém antes da Oficina, os demais ensaios encomendados tanto na capital paraense quanto em Castanhal devem acontecer a partir do dia 12, quando voltarei ao Pará. Após o final da Oficina, precisei retornar a Macapá por um motivo prosaico (um tratamento dentário, pois uma restauração minha resolveu quebrar logo após minha chegada a Belém, pode isso, produção?).

Para esta nova edição da Oficina em Belém, eu testei o novo formato, mais objetivo, de três encontros com três horas cada; em Jequié, o grupo formado tinha à disposição uma unidade da Universidade Estadual da Bahia durante todo um final de semana, o que, convenhamos, é bastante raro. Para minha felicidade, o novo formato passou no teste, comprovando que é possível realizar um curta-metragem em 9 horas (ou menos, se considerarmos que não há filmagem nem edição no primeiro dia).

Assim como acontecera em Jequié, tomei parte na filmagem de um curta durante a Oficina. O filme, intitulado Papo de Cinema, mostra trechos de conversas minhas com os oficinandos Gabriel Silveira e Gabriele Sousa, falando da convivência de cada um com o cinema (o curta incluiu até um frame do curta que Gabriele dirigiu).

Durante a Oficina, exibi para os alunos dois curtas meus: Tia Biló, que faz parte da série 'As Tias do Marabaixo', e Você é África, Você é Linda, justamente o que rodei em Jequié durante a primeira edição da Oficina.

Agradeço às sócias da Casa Oiam - Marina Chiari, Tereza Maciel e Aryanne Almeida - e a toda a equipe do espaço o apoio e a parceria na realização da Oficina, que espero voltar a realizar nesse espaço tão bacana que Belém tem e que merece ser melhor explorado (no melhor sentido da palavra) pela comunidade artística local.

A próxima edição da Oficina já tem data e local: será no IFAC, em Paragominas, entre os dias 19 e 21 de maio. Contarei mais detalhes no próximo post. Até lá!


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Postado por Fabio Gomes
3/5/2016 às 23h46

 
Oficina de Cinema Independente em Belém-PA

No mundo de hoje, todos podemos nos considerar cineastas em potencial. Afinal, cada um de nós tem nos bolsos ou nas mãos, o tempo todo, celulares capazes de filmar, quase sempre em HD (alta definição). É inspirado nisto que o jornalista cultural Fabio Gomes lançou, em 2015, sua Oficina de Cinema Independente, que será realizada pela primeira vez em Belém na Casa Oiam, nos dias 25, 26 e 27 de abril, à noite.

O programa da Oficina inclui noções de conceito e história do Cinema Independente, roteiro, montagem e finalização de curtas-metragens, além de abordar legislação do setor e informações sobre mercado exibidor, circuito de festivais e também o registro na Ancine.

Criador do blog Som do Norte, Fabio começou a filmar como parte de seu projeto As Tias do Marabaixo, que divulga a principal cultural de tradição popular do Amapá. Ele mesmo editou os cinco curtas-metragens do projeto, lançados no primeiro semestre do ano passado:

- Eu já tinha experiência com edição de som, devido a meu trabalho com produção musical, e através de tutoriais na internet fui descobrindo programas para editar as imagens – conta o jornalista. – Quando concluí o processo, considerei importante ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo, nascendo assim a Oficina de Cinema Independente.

A primeira edição da Oficina foi realizada em Jequié, na Bahia, em setembro de 2015, e rendeu um novo curta-metragem de Fabio Gomes, intitulado Você é África, Você é Linda.

- A proposta da Oficina não é que saiam dela filmes prontos para exibir, embora isto muitas vezes aconteça – pondera Fabio Gomes. - O que se pretende é que todo aquele que participar entenda a mecânica de realização de um filme e veja como hoje, na era da cultura digital, isto está ao alcance de todos. Serão ofertadas para esta edição da Oficina na Casa Oiam 20 vagas. A inscrição deve ser feita online pelo link https://goo.gl/IWSERV

SERVIÇO

Oficina de Cinema Independente
Ministrante: Fabio Gomes
Local: Casa Oiam (Trav. Piedade, 551, Belém – 91-2121-6509)
Datas: 25, 26 e 27/4 (segunda, terça e quarta), das 19h30 às 22h30
Vagas: 20 (a Oficina acontece com um mínimo de 8 inscritos)
Inscrição: https://goo.gl/IWSERV
Valor: R$ 200,00



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Postado por Fabio Gomes
12/4/2016 às 13h55

 
Cinema Independente (5.2 - Final)



Editais e Festivais – O cinema é uma das expressões artísticas que mais utiliza o financiamento público no Brasil, podendo recorrer a duas leis federais de incentivo à cultura – a Lei Rouanet (que abrange toda a área cultural) e a Lei do Audiovisual (específica para o setor). Vale lembrar que mesmo quando uma empresa privada investe em seu filme por meio de uma destas duas leis, na prática estamos falando de dinheiro público, pois a empresa reverte ao projeto que você apresentou um valor que ela teria que recolher como imposto. A Lei Rouanet não abre editais, o recebimento de projetos pode se dar de 1º de fevereiro a 30 de novembro de cada ano, através do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SalicWeb)( http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb/). Serão aceitas as inscrições de 1.200 obras audiovisuais por ano. Os pedidos são analisados mensalmente em reuniões da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC); sendo deferido, seu projeto terá autorização para captação de recursos publicada no Diário Oficial da União, e você terá um prazo para obter os recursos junto a empresas privadas.

Afora esse mecanismo, há uma infinidade de editais sendo lançados anualmente por empresas privadas e também pelas três instâncias governamentais - o Governo Federal, os governos estaduais e uma grande parte dos 5.570 municípios brasileiros. Na área de cinema, os editais são os mais variados, podendo abranger a produção completa de um filme, ou aspectos específicos, como o desenvolvimento de roteiro, ou ainda a finalização de um longa-metragem. Existem ainda os editais de co-produção de longas-metragens com outros países (geralmente da América do Sul e da Europa) e também os para criação de filmes para a rede pública brasileira de televisão.

Também são muitos os festivais de cinema no Brasil todo, durante o ano inteiro. Há festivais específicos para curtas-metragens, para filmes de animação, para filmes captados em celulares ou tablets, filmes de pequena duração (como o Festival do Minuto etc.). Além disso, muitos festivais de cinema de outros países aceitam inscrições de filmes do mundo todo, o que se constitui uma boa oportunidade para os cineastas brasileiros. A Ancine, inclusive, tem como apoiar a participação de filmes brasileiros em um grande número de festivais ao redor do mundo, seja com a confecção de cartazes, seja com a emissão de passagens para que parte da equipe técnica participe do festival. Naturalmente, salvo para festivais em Portugal, é necessário que o filme esteja legendado no idioma do país onde o festival irá acontecer. Legendar seu filme ao menos em inglês e espanhol já poderá lhe abrir muitas portas. É claro que legendar tem seu custo; de resto, a inscrição em festivais no exterior costuma ter uma taxa de inscrição, quase sempre em euros ou dólares (mas os prêmios oferecidos compensam).

Já no Brasil, a inscrição em festivais quase sempre é gratuita, e em muitos casos pode ser feita inteiramente pela internet, se você tiver seu filme no YouTube ou Vimeo basta informar link (e senha, quando houver); alguns exigem que você envie uma cópia em DVD, ao menos quando seu filme de fato é selecionado para exibição no festival. Em relação a premiação, no Brasil há festivais que apenas dão certificado aos vencedores, enquanto outros premiam em dinheiro e troféu; o festival de Gramado chega a remunerar os filmes selecionados por sua exibição, além de patrocinar a ida de ao menos um integrante da equipe dos longas selecionados. De todo modo, inscrever seu filme num festival, principalmente se ele for um curta ou um média, é uma forma de assegurar a ele uma das poucas oportunidades para ele ser exibido em uma tela grande fora da rede de cineclubes ou de eventuais saraus, e quase sempre para um público que inclui, além de cinéfilos, jornalistas especializados e representantes de distribuidoras independentes.  

Listo a seguir alguns endereços na internet que habitualmente divulgam a abertura de editais e festivais de cinema:




- Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura no Facebook - https://www.facebook.com/mincaudiovisual

Você também pode se inscrever nestes grupos para receber e compartilhar notícias sobre editais e festivais:

- Agenda de editais e programação cultural - https://www.facebook.com/groups/1386387018242926

- EDITAIS E FESTIVAIS CULTURAIS - https://www.facebook.com/groups/183275085071184

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Postado por Fabio Gomes
12/4/2016 às 13h42

 
Cinema Independente (5.1)



DIVULGANDO SEU FILME


NA INTERNET

O seu filme já está digitalizado e finalizado em HD, agora é só usar uma conexão com a internet para publicá-lo no para publicá-lo no YouTube (https://www.youtube.com/. Para subir um vídeo para o site, você precisa criar uma conta usando seu endereço de Gmail – se não tiver, basta criar uma conta gratuitamente em https://gmail.com/. Configurado o seu Gmail, você volta ao YouTube para criar sua conta e já pode subir seu filme para lá.

Enquanto o vídeo sobe e é processado (o processo por vezes leva horas, depende do tamanho do vídeo), você pode escolher se deixa o vídeo como público, privado ou não-listado, e também editar as informações que serão lidas por quem acessar – use esse espaço para postar informações sobre o filme, e também divulgar a ficha técnica (a relação de quem participou ou ajudou nas filmagens. Aproveite a lista criada para a confecção dos créditos do filme). O YouTube também vai lhe pedir para inserir tags no vídeo; são marcadores que, embora não fiquem visíveis na página do filme, ajudam o próprio site a recomendar seu trabalho para internautas que estejam assistindo vídeos com tags semelhantes. Uma vez postado no YouTube, o vídeo pode ser facilmente compartilhado em sites, blogs, redes sociais, além de você poder enviar o link por mensagens ou e-mail. Se o vídeo for listado como público, outras pessoas também poderão compartilhá-lo, ajudando a aumentar a sua audiência.

Outro site interessante para o compartilhamento de vídeos é o Vimeo (https://vimeo.com). Em relação ao YouTube, ele tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem: você pode postar vídeos que fiquem protegidos por senha, e que só serão vistos e/ou baixados pelas pessoas a quem você informar link e senha (isto é muito usado, por exemplo, para o envio de filmes para festivais). A desvantagem é que a versão gratuita (chamada Basic) do Vimeo só permite postar 500 MB de vídeos por semana, limitado ainda a 10 arquivos por dia. Já as contas Plus podem carregar 5 GB e as PRO, 20 GB.

NAS TELAS

Pode ser que você queira apenas mostrar seus filmes na internet, compartilhá-los com seus amigos e eventualmente até ganhar algum dinheirinho se sua produção bombar no YouTube. Mas pode ser também que você queira mais que isso, ambicione ter seu filme exibido na tela grande do cinema, seja na sua cidade, seja pelo Brasil ou mesmo pelo mundo. Isso é possível? SIM. O que não necessariamente quer dizer que seja fácil.

Um meio simples de fazer seu filme ser visto por pessoas numa sala pode ser o contato com organizadores de eventos culturais, como saraus, que costumam acontecer em centros de cultura e locais alternativos (bares ou mesmo praças públicas) de boa parte das cidades brasileiras. Outra opção são os cineclubes – existem 1.370 cineclubes no Brasil, a maioria em cidades de até 20 mil habitantes. Diferentemente dos cinemas comerciais, os cineclubes priorizam a qualidade artística para selecionar os filmes que irão exibir.

Mercado exibidor – A possibilidade de você conseguir passar seu filme independente em um cinema de shopping center da sua cidade (mesmo que seu filme seja um longa-metragem de ficção, que é na prática só o que passa nos multiplex localizados em shoppings) é bastante remota. Como já disse a produtora baiana Solange Lima, “o mercado exibidor foi organizado para o filme importado, a produção nacional em geral só pega as sobras de datas” – e isso que devemos considerar que ela se referia a filmes produzidos comercialmente por companhias cinematográficas com algum tempo de atuação no mercado nacional. O circuito multiplex é dominado por distribuidoras ligadas aos estúdios de Hollywood, como a Fox Filmes, a Columbia Tristar e a UIP (United International Pictures) (e isso não é de hoje, como vimos no caso do filme O Cangaceiro, da Vera Cruz, e já naquela época não era exatamente uma novidade). Paralelamente, há uma série de distribuidoras independentes, que atuam no segmento chamado de “filmes de arte”. Empresas como a Downtown Filmes, Europa Filmes, Lumière Brasil e Pandora Filmes se fazem presentes em rodadas de negociação que acontecem em festivais de cinema, adquirindo os direitos de distribuição de filmes que se destacarem, tanto brasileiros quanto de outras nacionalidades. Esses filmes posteriormente serão exibidos no circuito de filmes de arte, constituído em sua maioria por salas mantidas por Estados e prefeituras (e alguns empreendedores privados), e também nos chamados “arteplex”, conjunto de salas semelhante aos multiplex mas que destina algumas de suas salas ao circuito de filmes de arte. Vale lembrar que aqui estamos falando, sempre, de longas-metragens, formato padrão do mercado exibidor. Curtas e médias acabam circulando majoritariamente pelos circuitos de festivais, cineclubes e demais canais alternativos. De todo modo, antes de cogitar entrar em uma rodada de negociações em um festival, você deve se registrar na Ancine.

Registro na Ancine – A Ancine é a Agência Nacional do Cinema, foi criada em 2001, vinculada então diretamente à Presidência da República, passando ao âmbito do Ministério da Cultura dois anos depois. Seu papel é atuar como uma agência reguladora do audiovisual brasileiro, cabendo-lhe fomentar, regular e fiscalizar a indústria cinematográfica e videofonográfica nacional.

Quem se registra na Ancine tem acesso aos serviços que a agência presta, como o encaminhamento de relatórios de acompanhamento de mercado, solicitação de Certificado de Produto Brasileiro, recolhimento da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, que incide sobre a veiculação, a produção, o licenciamento e a distribuição de obras cinematográficas e videofonográficas com fins comerciais, bem como sobre o pagamento, o crédito, o emprego, a remessa ou a entrega, aos produtores, distribuidores ou intermediários no exterior, de importâncias relativas a rendimento decorrente da exploração de obras cinematográficas e videofonográficas ou por sua aquisição ou importação, a preço fixo; o valor recolhido é destinado ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que é utilizado para financiamento público do setor) etc. O registro na Ancine é obrigatório para todos os chamados “agentes econômicos”, ou seja, aqueles que desenvolvem atividades econômicas ligadas ao audiovisual. Segundo a própria Ancine, agente econômico é “Qualquer pessoa natural ou jurídica que participa, independentemente, como sujeito ativo na atividade econômica (audiovisual ou não).” Ou seja, não são apenas companhias e produtoras que podem se registrar na Ancine, pessoas físicas também podem. O registro é extremamente simples e pode ser feito no Sistema Ancine Digital (http://sad.ancine.gov.br/controleacesso/menuSistema/menuSistema.seam). Você começa informando seu CPF, em seguida preenche um formulário, precisando ao final enviar cópias simples de seu documento de identidade, frente e verso. A documentação irá para análise da Ancine, e em no máximo 30 dias, se tudo estiver correto, você recebe seu número de agente econômico.

Tendo seu registro na Ancine, você poderá solicitar o Certificado de Produto Brasileiro para seu filme (registro gratuito) e também o Registro de Título (neste caso o registro deve ser pago e varia de acordo com a duração do filme e o uso comercial pretendido, indo de R$ 200,00 para curtas-metragens até 15 minutos para o mercado de TV por assinatura e chegando a R$ 3.000,00 para filmes acima de 50 minutos destinados a salas de exibição, mercado de vídeo doméstico, TV aberta e outros mercados, exceto a TV por assinatura). Os valores pagos pelo Registro de Título são considerados contribuição Condecine e revertem ao FSA. Valores idênticos são cobrados também de títulos estrangeiros lançados comercialmente no Brasil.

Na última parte, vamos falar de Editais e Festivais.




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Postado por Fabio Gomes
5/4/2016 às 20h35

 
Cinema Independente (4.3)



  • 4º Passo – Finalizando
Seu filme está editado e sonorizado, ou seja, quase pronto! Falta a adição de créditos, legendas (se for o caso) e salvá-lo como filme.

É através dos créditos que você identifica todos os profissionais envolvidos com a realização do filme. A praxe é no começo do filme apresentar elenco e principais funções técnicas (direção, produção, fotografia, música etc) e deixar para o final a relação completa, incluindo eventuais agradecimentos (digamos que você tenha filmado na casa do seu primo, o nome dele deve estar nos agradecimentos – a menos, claro, que ele peça para não ser citado. O mesmo com pessoas que tenham emprestado roupas para o figurino, ou no caso de um documentário ajudado você a localizar alguma das pessoas que entrevistou). Mas isso não é regra geral; filmes comerciais costumam deixar os créditos todos para o final. Além disso, as produções da Marvel tornaram padrão algo que antes era muito eventual – a exibição de uma cena após os créditos.

O Movie Maker tem na aba Início as opções para inserir Título, Legenda e Créditos. O ideal é você escrever tudo o que precisará ser inserido como texto no filme em um arquivo de processamento de texto (Word, Rich Text ou Bloco de Notas). Não se preocupe em usar itálicos ou negrito, essa formatação é perdida ao se incluir o texto no Movie Maker. Por uma questão de praticidade de uso, eu acabei inserindo todos os dizeres dos meus curtas através da opção Legenda, mas se você preferir pode usar as outras duas também.

Note que quando você cria uma Legenda, irá aparecer nova aba no Movie Maker, a Formato, onde você pode fazer algumas edições no texto, como a fonte e seu tamanho, a hora em que ela inicia e sua duração na tela (o padrão é 7 segundos, você pode aumentar ou diminuir, mas precisa ver se o tempo que o letreiro vai aparecer é suficiente para que ele seja lido pelo espectador) – outro cuidado a tomar, em especial nos créditos finais, que como vimos é onde se costuma colocar a maior parte dos dizeres, para evitar que as diversas telas de texto se sobreponham e fiquem parcial ou totalmente ilegíveis. Também cuida se for inserir o texto sobre imagem; por exemplo, letras brancas sobre fundo amarelo claro irão “sumir”, se for preciso vá testando várias combinações até chegar ao melhor resultado. Você pode optar também por “animar” a exibição dos créditos, mas isso também pode tornar difícil a legibilidade. Dica: Use também as legendas ao longo do filme para identificar algo que você entenda ser necessário – local, data, passagem de tempo.

Você tem duas opções para inserir os créditos iniciais e finais: sobrepostos a cenas do filme já em andamento, ou então sobre fotos. As fotos precisam estar em alta qualidade, e para isso vamos usar o Fotor. Selecione as fotos que você vá usar, crie cópias delas e abra o Fotor, clicando “Edit” e depois em “Click here for start”. Selecionando a foto a ser editada, você pode escolher diversos efeitos para aplicar, cortá-la (através da aba “Crop”) e após isso salvá-la, clicando em “Save as”. Selecione JPG como formato do arquivo (que é um formato aceito pelo Movie Maker) e “High” (para salvar em alta definição) e clique em “Save photo”. Repita a operação para tantas fotos quanto você quiser usar. Depois volte ao Movie Maker e insira as fotos no ponto desejado, antes e/ou depois do filme já editado. Assim como em relação ao áudio, com as fotos você irá escolher o tempo em que ela irá aparecer na tela através da aba Editar/Duração.

Dica: você pode criar fotos do próprio filme usando o VLC. Selecione a cena que você quer usar como foto, pause a reprodução do filme e vá na aba Vídeo/Capturar a imagem. O VLC salva a imagem em formato PNG, que é aceito pelo Movie Maker, mas sugiro você usar o Fotor para converter para JPG e deixá-la em alta definição.

Reveja o filme e, se estiver como você quer, vá à aba Salvar filme e escolha o formato desejado. Eu sempre dou preferência ao primeiro, Recomendável para este projeto. Mas você pode ter algum uso específico em mente, por exemplo, postar no Facebook ou querer assistir em um celular pequeno com Android. Escolha o formato, dê um nome para o arquivo e clique em Salvar. O processo pode demorar um pouco (quanto maior o filme, mais tempo irá levar) e consumir boa parte da memória do seu PC, então o melhor é deixá-lo fazendo só isso nesse momento (é aqui que o Cool Beans mostra o seu valor).

Ao concluir o processo, o Movie Maker irá exibir um aviso na tela, que vai lhe permitir assistir ao filme concluído. Assista no VLC e veja se é necessário mudar alguma coisa (em especial o áudio ou o efeito antitremor). Se for necessário, repita os passos descritos acima. Se não for preciso mudar nada, o próximo passo é divulgar seu filme!

Antes ainda, dois rápidos recados. O primeiro: quando você for fechar o Movie Maker, ele vai perguntar se você quer salvar o projeto; clique em “Não” (do contrário, ele vai pedir para você salvar tudo de novo num formato de projeto que só abre no próprio Movie Maker). O segundo é uma ótima notícia: qualquer filme que você editar no Movie Maker será salvo em HD.

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