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Quinta-feira, 16/11/2017
Blog de Isaac Rincaweski
Isaac Rincaweski

 
A música da corrida

Nos últimos tempos, meu iPod não estava mais dando no couro. A bateria já não aguentava mais uma corrida completa. Como eu não podia parar a corrida para recarregar a bateria, comecei a correr sem música mesmo. Até bem pouco tempo atrás, isso era impensável, pois a música era o meu ar, a minha energia.

Mas, aos poucos, eu comecei a perceber que não era a música que me fornecia a energia. Não era a música que levava o precioso oxigênio aos meus pulmões. E, nesse silêncio que se seguiu, comecei a notar que a “música” não estava somente no iPod, mas estava também dentro de mim. A música que passei a ouvir quando eu perdi o meu iPod era a música do meu próprio corpo e do ambiente ao meu redor.

Percebi que meu coração também cantava, algumas vezes, com um ritmo mais rápido, quando eu acelerava um pouco a passada; em outras, com uma música mais suave, quando eu apenas trotava. Também comecei a ouvir a música da cidade. Como nos treinos noturnos, quando pego o movimento pesado das pessoas voltando do trabalho para as suas casas, ouvindo os toques da buzina dos amigos que passam de carro por mim, me incentivando a continuar correndo.

A sincronia das minhas passadas também produz um som agradável aos meus ouvidos. Agora, nada é mais prazeroso aos meus sentidos quanto o som de uma manhã de domingo. O som da cidade acordando. Antes que me chamem de louco, aviso que não sou madrugador. Meu único treino matinal é no domingo, mas somente após uma boa noite de sono e um tranquilo e saboroso café da manhã.

Mesmo assim, o som da manhã de domingo é infinitamente mais agradável do que o som das noites da semana. É claro que o reduzido número de carros na rua contribui bastante para um clima mais clean, mas eu me refiro a alguma coisa parecida com uma volta à infância. Quando esperávamos ansiosamente que o domingo chegasse para podermos brincar com os amigos.

O domingo de manhã com som e cheiro de comida diferente, pois era nos domingos que tinha batata frita e sobremesa. Tudo bem, confesso que, hoje em dia, eu dispenso esses dois itens por uma boa cervejinha. Já faz um mês que meu novo iPod chegou, mas agora eu já não estou mais com tanta pressa em voltar a usá-lo.

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Postado por Isaac Rincaweski
16/11/2017 às 13h41

 
Correr.... Eu preciso!

Quem corre sabe que a corrida nunca termina na linha de chegada... É impressionante como esse mantra tem me perseguido ultimamente. O ano de 2017 ainda nem terminou e, de longe, já é o ano em que eu mais corri. Pelos meus cálculos, utilizando a gíria dos corredores, devo fechar o ano “com mais 2.000 km na conta”

Para quem até bem pouco atrás era um “sedentário profissional”, esse número é bastante expressivo. Só para ter uma ideia, essa é a distância que separa as cidades de Cuiabá e Florianópolis. Este ano também foi o ano de superar barreiras, pois foi o ano da minha primeira maratona.

De certo modo, me sinto um afortunado, pois foi somente após os trinta anos de idade que me conscientizei da necessidade de praticar alguma atividade física. E isso mudou a minha vida.

E é por esse motivo que eu gosto de compartilhar as minhas pequenas conquistas ao longo dos anos. É engraçado, mas muitas pessoas ainda acham estranho uma pessoa participar de várias provas, nunca “chegar em primeiro lugar” e chamar isso de conquista.

Alguns até me olham meio estranho quando eu falo todo sorridente que cheguei em 300º. lugar numa prova qualquer com 1.500 participantes, por exemplo. Tentam disfarçar, é claro, mas noto nitidamente que eles não entendem o motivo do meu sorriso de “campeão” estampado no rosto.

Mas o fato é que a cada dia que passa, eu me sinto mais forte para encarar desafios ainda maiores. Quando comecei a correr, chegar bem nos 10 km era meu sonho de consumo. Depois disso, fiquei um bom tempo patinando até encarar a primeira Meia Maratona (21km). Me encantei pela distância e pelo desafio.

Mas a partir daí os 42km passaram a ser meu novo objetivo. E esse foi um divisor de águas para mim, pois tive que adaptar meu corpo e minha mente à “sofrência”. O interessante nisso tudo é que esse “sofrimento” não é mais um sofrimento. É impressionante a nossa capacidade de adaptação às adversidades. O que antes era tortura, hoje é conforto. O que antes me ofegava, hoje me dá energia. O que antes era dor, hoje é prazer.

E essa percepção ficou ainda mais evidente após a rígida rotina de treinos para a minha primeira maratona. Parece que agora tudo ficou mais leve. Até mesmo com os desafios do dia a dia, do trabalho e da vida pessoal ficou mais fácil de lidar. Correr liberta, correr desperta.... Correr, eu preciso!

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Postado por Isaac Rincaweski
9/11/2017 às 13h36

 
O mito dos 42 km

Desde que comecei meu caso de amor com a corrida, não foi nada difícil uni-lo a outra grande paixão, que é a leitura. E, conforme esse amor foi crescendo, relatos de corredores amadores, atletas profissionais e livros sobre esse tema me foram apresentados como se fossem cupidos ansiosos por manter essa chama sempre acessa.

Entre os vários livros que li, alguns que mais me marcaram (e ensinaram) foram: O ultramaratonista, de Dean Karnazes, Rocco; Nascido para Correr, de Christopher McDougall, Globo; e Correr – o exercício, a cidade e a maratona, de Drauzio Varela, Companhia das Letras, isso para citar os mais conhecidos, pois a lista é extensa. E, mesmo lendo sob a ótica e a experiência de vários autores, com suas perspectivas e objetivos distintos, a essência das histórias é praticamente a mesma: o amor pela corrida.

Mas o que sempre me intrigou foram alguns relatos sobre a conclusão de maratonas (42 km). Muitos deles são extremamente desanimadores, para dizer o mínimo. Li relatos de corredores que correram com cãibras fortíssimas; corredores que chegaram se arrastando, totalmente desidratados; corredores que passaram mal durante e após a corrida, com febre e dores pelo corpo; muitos e muitos corredores que não conseguiram concluir a primeira maratona. Enfim, relatos que me fizeram avaliar seriamente a minha intenção de encarar o desafio dos 42 km. A única certeza que eu tinha era de que eu não poderia tentar correr essa distância sem estar preparado.

Protegido por essa fácil desculpa (a de não estar preparado), fui adiando esse sonho até o dia em que resolvi fazer a minha inscrição para a Maratona Internacional de Florianópolis, que seria realizada em 27/08/2017. Fiz a inscrição no dia 06/01/2017 e fiquei “dormindo” em cima dela, literalmente, pois ainda não estava convencido de que iria participar e se conseguiria fazer a preparação física e mental necessária para esse desafio. Na verdade, o próprio período de treinos (no meu caso, foram 14 semanas) já foi um enorme desafio, pois tive que aumentar o meu volume de treinos semanais, que era de aproximadamente 30 km, para quase 60 km na semana mais intensa, com “longão” de 34 km... Entre os treinos de corrida e fortalecimento, sobrava apenas um dia de folga por semana.

Vencido o desafio dos treinos, entrei na semana da prova com sentimento de dever cumprido e extremamente relaxado para aproveitar ao máximo a minha primeira maratona. A minha previsão de chegada, que inicialmente era de 4h30min, foi caindo conforme aumentava a confiança, chegando a 3h45min um dia antes da prova.

Mesmo com a confiança nas alturas, quem corre sabe que, no dia prova, muitas variáveis podem afetar o nosso rendimento, tais como: clima muito frio ou muito quente, mal-estar por alguma alimentação inadequada e, até mesmo, ansiedade pré-prova. No meu caso, o único contratempo aconteceu no hotel em que fiquei hospedado, que não ofereceu um café da manhã adequado no horário combinado, às 5h da manhã. Tive que procurar outro hotel nas proximidades, que estava preparado para o evento. Mas esse fato isolado não chegou a abalar a minha confiança em nenhum momento.

A largada foi mágica, assim como é a ilha de Floripa. O clima primaveril (apesar de ainda estarmos no inverno) estava tão perfeito para correr que me peguei correndo acima do pace médio programado por alguns quilômetros, tendo que me policiar constantemente para “frear” essa empolgação que poderia minar as minhas pretensões de chegada, coisa muito comum em corridas de longa distância. Esse é um erro extremante banal, mas que acontece com muita frequência entre corredores que participam de sua primeira maratona.

Após esse período de ajuste, consegui encaixar o ritmo programado até o km 36. A partir desse momento, comecei a sentir o verdadeiro peso dos 42 km. A sombra do mito criado em minha mente a partir dos relatos que li começou a pairar sobre mim, e, apesar de não ter duvidado em nenhum momento de que conseguiria completar a prova, já não estava mais tão seguro de que seria no tempo programado, ao ponto de não mais verificar o tempo total em meu relógio Garmin, monitorando apenas o pace médio, que começou a se distanciar assustadoramente da meta inicial.

Nessas horas é que se percebe nitidamente o quanto a nossa mente é importante nesse processo. Consciente de que tinha feito o dever de casa, comecei a “scanear” meu corpo em busca de algum sinal que pudesse comprometer o meu desempenho nos quilômetros finais. Após uma rápida verificação, constatei que essa velha carcaça ainda estava inteira e que não precisaria me preocupar. Feito isso, comecei a me concentrar ainda mais no movimento correto das pernas e dos braços, e na minha respiração.

A partir daí, cada quilômetro concluído foi uma vitória, celebrada com parcimônia, pois o quilômetro seguinte não me deixava esquecer a distância que ainda teria de percorrer. Somente no último trecho, quando tive a certeza de que conseguiria concluir a prova, é que me liberei completamente para o início da comemoração. Mesmo antes de visualizar a linha de chegada, comecei a sentir os bons fluidos da conquista me invadirem completamente. Meu corpo já estava em festa, minha mente, aberta para saborear cada segundo da minha chegada.

Nesse momento lembrei-me de verificar o tempo acumulado, e, faltando uns 100 metros, aproximadamente, vi o cronômetro marcando 3h45min. No mesmo instante, ainda sem acreditar na minha sorte, acordei do transe da vitória e, mesmo já forçando a passada desde a entrada no km 42, ainda consegui acelerar o passo para não deixar o cronômetro virar em 3h46min. Confesso que, nesse sprint final, eu já não era mais dono do meu corpo e as passadas firmes e seguras já não tocavam mais o solo, tendo a nítida sensação de estar flutuando. Ao cruzar a linha de chegada, um misto de sentimentos e euforia invadiu meu coração e uma sequência com vários momentos marcantes da minha preparação passou só para me lembrar de que todo esforço valeu a pena. E de que foram justamente os dias mais difíceis de treino (frio, chuva e “longão”) que me fortaleceram ainda mais para que eu conseguisse vencer esse desafio.

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Postado por Isaac Rincaweski
13/9/2017 às 11h15

 
Se está ruim para todos, seja melhor que os outros

Sou um otimista nato. Mas confesso que, nos últimos tempos, andava fraquejando um pouco. Vi tantas empresas fecharem as portas e passarem por sérias dificuldades nos últimos 3 anos, que quase perdi as esperanças de que a economia do nosso querido país pudesse voltar aos trilhos.

A economia ainda não anda na mais perfeita ordem, mas já há tímidos sinais de melhora. Quem sobreviveu está mais forte do que ontem, pois o aprendizado foi enorme. Quando a economia vai bem, muitas falhas na administração de uma empresa passam completamente despercebidas, pois, em geral, a bonança anda de mãos dadas com a “gastança”.

E, mesmo que os olhos mais atentos de um profissional contábil consigam antecipar boa parte dos excessos, o empresário, às vezes, demora um pouco mais para entender a gravidade da situação. Até porque, na maioria dos casos, a solução imediata passa necessariamente por cortes na carne do dono da empresa, como a redução do próprio salário, por exemplo.

Durante esse período, além de realizarmos o nosso trabalho tradicional, que é o de apuração de impostos, elaboração de folhas de pagamento, entrega de obrigações acessórias, declarações e relatórios contábeis e gerenciais, tivemos a oportunidade de participar de muitas reuniões de trabalho que possibilitaram uma melhora significativa na gestão de vários clientes, ações cuja falta provavelmente levaria suas empresas a fazer parte da lista daquelas que fecharam as portas nesse período.

Em muitos casos, nosso trabalho foi mais focado na área tributária. Mesmo assim, sempre havia espaço para discussões sobre assuntos dos mais variados setores da empresa, gerando uma sinergia e um aprendizado que pudemos compartilhar com outros clientes em situação semelhante.

A dura realidade nos ensina que o mercado e as dificuldades são as mesmas para todos. Para sobreviver e prosperar, é necessário se destacar entre os concorrentes que sofrem as mesmas pressões que a sua empresa. Ou seja, o empreendedor deve agir sempre de forma proativa, seja na prevenção de problemas, seja na implementação de melhorias, independentemente dos fatores negativos gerados pela crise econômica pela qual passamos.

As crises ensinam que é preciso ser competitivo. Para tanto, a contabilidade, como ferramenta de gestão, está mais atualizada do que nunca. Mas, na correria do dia a dia, muitos empresários acabam subutilizando os recursos contábeis que têm à disposição. Seja por desconhecimento ou falta de interesse, o fato é que, quando se dão conta da real situação de suas empresas, já estão a vários passos atrás das respectivas concorrências.

Mas vale destacar: de nada adianta pedir conselhos se não se está disposto a arregaçar as mangas e a implementar os ajustes necessários. Infelizmente, há decisões que só podem ser tomadas pelo dono do negócio e, portanto, não há contador, advogado, administrador ou excesso de otimismo que vá resolver o problema de qualquer empresa.

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Postado por Isaac Rincaweski
22/8/2017 às 08h39

 
A matemática da corrida

Sempre fui avesso ao uso de planilhas para melhorar a minha performance nas corridas de rua. Na minha míope visão, o uso de planilhas era excludente no conceito de prática de uma atividade física prazerosa, que sempre foi o meu maior objetivo.

Ainda tentando entender, e talvez até explicar essa minha repugnância por planilhas, tudo leva a crer (ou não...) que isso tem a ver com a minha profissão (contador). Ou seja, talvez meu cérebro, condicionado e doutrinado por anos de labuta na área contábil, criou a associação de que, se eu usasse uma planilha para treinos, isso já não seria mais lazer, mas sim, trabalho.

Muitas e muitas pessoas me aconselharam a olhar diferente sobre esse tema (claro, outros corredores malucos também...), mas, em todas as ocasiões, eu me esquivava e sempre dizia que “nunca usaria planilhas nos meus treinos” (que, aliás, eu nem gostava de chamar de treinos, pois isso me remetia novamente à velha sensação de trabalho).

Então imaginem o espanto que eu tive ao me render (e gostar!) das tais planilhas! Sinto-me renovado. Sob a justificativa e a vontade de participar de minha primeira maratona (42 km), coisa que venho adiando há anos, senti-me na obrigação de rever meus conceitos e acabei me rendendo... Sou o mais novo adepto das “ex-famigeradas” planilhas.

Já devo ter participado de mais de 30 meias maratonas (21 km), sempre na base do meu “treininho feijão com arroz”. Meu melhor tempo foi de 01h46min. Mas, para uma corrida tão longa, como é uma maratona, você precisa estar muito mais preparado, tanto física, quanto psicologicamente.

E o treino específico, com o uso de planilhas, que são elaboradas por um profissional da área de educação física, de semana em semana, de acordo com o condicionamento e a evolução do desempenho, aliado ao fortalecimento do corpo (pilates, no meu caso) é o que me dará a segurança necessária para encarar esse desafio.

Estou tão empolgado, que, após a realização dos dois primeiros treinos, sim eu disse dos dois primeiros treinos (ok, agora posso chamar de treinos sem me perturbar...), já estou certo de que conseguirei completar os 42 km da mesma forma que eu sempre completei as meias maratonas: feliz e, principalmente, inteiro.

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Postado por Isaac Rincaweski
26/6/2017 às 14h18

 
Gente que corre


Tem gente que gosta de correr na companhia de algum amigo ou até mesmo em grupos de corrida. Tem gente que gosta de variar os trajetos. Tem gente que gosta de seguir planilhas de treinos. Tem gente que gosta de competir, correr no limite (ou até mesmo acima dos limites). Tem gente que tem sangue nos olhos quando calça um par de tênis...

Mas tem gente, assim como eu, que prefere correr sozinho; que gosta de participar de provas, mas não tem a necessidade de chegar à frente; que prefere correr quase sempre na mesma rota; que não treina para correr, mas apenas corre por correr... Corre por prazer, corre para chegar bem.

A corrida é um esporte tão democrático que permite tudo isso. Afinal, qual é o esporte que, simples mortais, atletas amadores, podem praticar e se divertir na mesma prova que os atletas de elite?

Certa vez, eu estava participando de uma meia maratona que teve a presença de um corredor keniano (não lembro o seu nome). Eu já o havia encontrado na fila do banheiro, mas não tinha me dado conta de que ele era “o cara”, tamanha (e também a sua falta de tamanho) era a sua humildade ali entre nós, na galera.

Mas quando a corrida começou para valer, logo eu perceberia o “tamanho” do monstro que estava ainda há pouco ao meu lado. O cara não corria... Ele voava! E voava com tanta graça e leveza que parecia estar levitando, tamanha era a suavidade das suas passadas, longas e seguras. Infelizmente, não tive a oportunidade de assistir à sua vitória, pois, quando ele chegou, eu ainda estava no meio do caminho...

Mas não é só gente perfeita ou atletas que correm. Tem gente que, para correr, precisa de olhos bondosos “emprestados”. E, a pretexto dos olhos, esses verdadeiros anjos corredores, acabam emprestando muito mais do que isso... Emprestam a sua sensibilidade, ao descreverem as paisagens pelas quais percorrem durante o trajeto; emprestam uma palavra de incentivo quando necessário, e, principalmente, entregam-se de corpo e alma para que o corredor com deficiência visual possa sentir-se seguro para se entregar à sua corrida.

E como não se emocionar com um cadeirante cruzando a linha de chegada? Impossível, não é mesmo? Pois a vibração e a recepção das pessoas na chegada são praticamente a mesma oferecida ao vencedor da prova, mesmo que esse cadeirante seja o único participante da sua categoria.

É por isso que eu acabei me apaixonando por esse esporte, pois ele abraça a todos que o procuram, sem distinção, bastando um par de tênis, ou nem isso, pois tem gente que prefere correr descalço!

E aí, gente, vamos correr hoje?

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Postado por Isaac Rincaweski
23/2/2017 às 13h36

 
Na trilha de um corredor

Hoje é segunda-feira. Ainda estou “curtindo” as dores da corrida de sábado. Foram as 3 horas e 43 minutos mais longos da minha vida.

Quando me inscrevi para participar dos 23 km da primeira Ultra Trail Rota das Águas, realizada em Gaspar-SC, apesar de já ter participado de outras provas que julgava semelhantes, eu não tinha a menor noção do que me aguardava.

Éramos uns 150 corredores fazendo esse percurso (os outros faziam percursos de 8 ou de 50 km) e, logo após a largada, numa estrada de terra, entramos em fila indiana numa trilha da mata, que, apesar de estreita, ainda permitia que se fizessem ultrapassagens em vários pontos sem a necessidade de “empurrar” o colega à sua frente no mato.

A partir desse momento, me senti numa montanha-russa, ora subindo, ora descendo, ora fazendo curvas fechadas, ora “freando”, para não me perder nas descidas das intermináveis trilhas.

Corri “às cegas” nos primeiros quilômetros, pois meu Garmim (relógio com GPS) não estava localizando o satélite, ou seja, eu não sabia qual era o meu ritmo, tampouco o percurso que já havia percorrido e, por ironia do destino, foi esse pequeno problema que me ajudou a completar essa prova.

O gosto por corridas em trilhas ainda é muito recente em minha vida de corredor e, apesar de todo o prazer que hoje elas me proporcionam, há sempre um lado negro e sabotador da nossa mente com que temos que aprender a lidar. São aqueles momentos de dificuldades em que você pensa que poderia estar no conforto de sua casa ou em qualquer outro lugar, menos ali, numa trilha no meio do mato!

Como até então eu só havia participado de trilhas no litoral catarinense (Guarda do Embaú, Praia do Rosa, Lagoa da Conceição), lugares lindos, com vistas paradisíacas, eu não estava preparado para correr num local que, digamos, não oferecia esse bônus da vista de “perder o fôlego”, ou de correr à beira-mar, com uma brisa marinha me acariciando o rosto.

Não, definitivamente, durante esses 23 km de corrida, caminhada e quase rastejamento barranco acima, o que eu enxergava era somente mato, mato, e... Muito mato! É claro que, para os olhos de um botânico, por exemplo, talvez houvesse muitas espécies raras e maravilhosas de plantas a serem contempladas com um prazer idêntico ao que eu sentia quando corria nas paisagens de cartões postais das trilhas do litoral. Mas, infelizmente, não era o tipo de beleza que eu sequer imaginava que pudesse existir naquele momento e lugar.

Eu reclamo das trilhas sem paisagens, mas, paradoxalmente, acabava sentindo saudades delas nos pequenos trechos de terra batida, quando saía do mato, onde a poeira e a força inclemente do sol das 10 horas da manhã me faziam lembrar e, até mesmo, desejar voltar ao abafado, mas gostoso abraço úmido das árvores que me protegiam daquela bola de fogo.

Apesar das dificuldades impostas por todo o trajeto, as primeiras duas horas de corrida foram relativamente agradáveis. Eu vinha correndo num bom ritmo e ainda estava inteiro. Mas, após essas duas horas, eu comecei a ficar um pouco chateado, entediado eu diria, pois a falta do Garmim, no início da corrida (agora ele já estava funcionando) me deixara sem norte, pois eu não sabia qual a distância que já havia percorrido e, principalmente, qual a distância para terminar a minha saga.

E continuei correndo, caminhando, rastejando, quando, como num passe de mágica, avistei a linha de chegada. Naquele momento, eu já estava me arrastando há mais de 3 horas, e não acreditei que a minha aventura havia terminado. E, como sempre, aquela força vinda das entranhas do meu corpo me atingiu como um choque de 220 volts para me acordar para a realidade da chegada. Meu sorriso se abriu espontaneamente para as pessoas que ali estavam, e consegui me reerguer para o tímido, mas triunfante sprint final...

Logo à frente, eu vi uma mangueira d`água trazendo aquele precioso líquido gelado do alto do morro, fazendo às vezes de chuveiro, mas não parei, pois antes eu queria cruzar a linha de chegada, que, na minha doce inocência, era somente alguns metros à minha frente... Ledo engano!

Logo após aquele verdadeiro oásis no meio do deserto de árvores, eis que um staff (pessoa ligada à organização da corrida) sinaliza-me para continuar e adentrar novamente na trilha da mata. Pensei que era uma brincadeira de mau gosto (pois a chegada era para o outro lado), mas, pela insistência daquele mercador de más notícias, tive que seguir em frente, totalmente desanimado, destruído. O sorriso e a força que estavam comigo um segundo atrás pareciam lembranças de uma infância remota. Será que era verdade?! Sim, era verdade...

E foi aí que eu entendi o porquê de meu Garmim não ter funcionado logo no início da prova, pois, se eu tivesse a mínima noção de que ainda faltavam quase 3 km de trilhas, eu teria desistido de completá-las, tamanho era o meu desgaste, tanto físico quanto emocional.

Eu praticamente me arrastei nesses últimos 3 km de subidas íngremes, tendo que administrar um conflito de interesses totalmente divergentes entre o meu corpo (que queria parar devido à exaustão) e o meu cérebro (que insistia em encontrar o lado positivo daquele momento).

Corri praticamente sozinho durante todo esse trajeto, tendo como companhia somente a “minha mata”, que me consolava à sua maneira, ou melhor, à maneira que “eu” enxergava (me protegendo do sol).

Eu estava tão só que, em determinado momento, me peguei falando sozinho, criando novas estratégias para não pensar na distância que ainda faltava para concluir a prova. E, de fato, de alguma forma, acabei me desligando totalmente e me concentrei somente em seguir em frente, correndo nas descidas e me arrastando nas subidas.

Foi aí que avistei um túnel e me lembrei de que, em algum momento, alguém da organização havia comentado sobre essa passagem da trilha para dentro do parque aquático.

Agora sim, eu já podia comemorar, pois ninguém mais iria impedir a minha chegada e, numa rápida reunião interna, selei o acordo de paz entre meu cérebro inacessível e meu corpo reclamão, e pude saborear em toda a sua plenitude aquele momento tão desejado, cruzando a linha de chegada com a deliciosa sensação de que tudo valera a pena...De que viver vale a pena! E, dessa vez, além do banquete (água e frutas) à minha espera, fui agraciado com um revigorante banho de mangueira, com aquela água cristalina e imaculada, vinda diretamente do ventre da mata, inundando meu corpo e minha alma com toda energia da natureza.

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Postado por Isaac Rincaweski
12/1/2017 às 08h04

 
Prazer, meu nome é corrida!

Percebo que muitas pessoas têm uma impressão distorcida sobre a real finalidade da corrida em minha vida.

Ouço coisas do tipo: “Ah, você corre, então deve viver até os 100 anos.”, ou “Você nunca vai morrer do coração!”.

O fato é que a corrida é muito mais do que isso. Para mim, a corrida, que começou como um remédio para reduzir minhas altas taxas de colesterol, acabou gerando benefícios que eu jamais imaginei, pois sempre tive a impressão de que correr era somente sacrifício, quando na realidade, o sacrifício inicial não é nada perto dos benefícios e prazeres que ela me proporciona.

Por isso, acredito que pensar dessa forma seria muito simplista e uma espécie de aposta no futuro, mas a corrida é o agora, o presente... Na verdade, a corrida é “o” presente! E é por isso que eu gosto de uma frase que diz mais ou menos assim: “Não corro por mais dias de vida, mas sim, por mais vida em meus dias” (autor desconhecido). E essa frase resume bem o que eu quero transmitir com esse texto.

Tudo bem, eu confesso... No início, ou seja, na transição que eu tive de fazer entre a caminhada e a corrida, houve momentos que eu pensei que ia “jogar os bofes pra fora”. Eu simplesmente não tinha o fôlego suficiente para correr mais de dois minutos seguidos. Eu corria um pouco, caminhava um “poucão”, tomava fôlego e voltava a trotar. Sim, foi um sacrifício gigantesco, mas posso afirmar que foi uma espécie de renascimento, tamanha é a diferença entre o caminhar e o correr.

Foi aí que eu descobri que ainda tinha um coração pulsando dentro dessa carcaça mal cuidada e, pasmem, descobri que ainda possuía aquele órgão responsável pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue, e que, gentilmente, elimina o dióxido de carbono do nosso corpo.

Mais conhecido como pulmão, nós, em geral, não o utilizamos corretamente nem na sua plenitude, e essa troca do piloto automático (ao qual estamos habituados) por uma respiração mais lenta e controlada, e o simples ato de prestar atenção ao ar que entra e sai do nosso corpo produz um efeito extraordinário em nossa saúde e em nosso bem-estar.

Mas esse “pequeno desconforto” inicial foi por um período tão curto que eu tive dificuldades para relembrar dos detalhes para elaborar esse texto. E é justamente durante essa transição que muitas pessoas desistem, e, por vezes, o fazem isso a poucos metros da linha de chegada, pois não têm noção de que a “chegada”, que está logo ali não é a chegada, mas sim o começo de tudo, o começo de uma nova vida. E é essa nova vida que eu quero compartilhar com você.

Pois, a partir do momento em que eu comecei a correr sem me esbaforir, sem sentir aquela incômoda “dor no lado”, sem ter que parar a cada vinte metros para “respirar”, sem achar que o meu coração iria saltar pela boca, eu pude começar a sentir o prazer da corrida correndo, literalmente, pelas minhas veias e por todas as células do meu corpo. E o suor que escorria por ele já não era mais o suor do sacrifício, mas sim o suor de um tipo de prazer que eu jamais imaginei que pudesse existir.

E esse líquido salgado expelido através da minha pele acaba representando a materialização do sopro da vida em sua forma mais radiante, refletindo a força e a sincronia de todos os órgãos do meu corpo em perfeita harmonia com a energia do universo.

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Postado por Isaac Rincaweski
28/11/2016 às 10h16

 
Cadê o meu dinheiro?

Existe um ditado que diz: “Quem paga mal, paga duas vezes”. Mas eu acredito que esse ditado está desatualizado, pois, na atual realidade da economia brasileira, quem paga mal está sujeito a pagar duas, três ou sei lá quantas vezes mais a mesma conta.

O cartão de crédito é um exemplo clássico dos efeitos maléficos que a cobrança de juros astronômicos pode causar em pouco tempo nas finanças de qualquer pessoa que caia na tentação (que atire a primeira pedra quem nunca...) de pagar o valor mínimo da sua fatura: “Ah, mas é só esse mês...”.

A crise atinge a todos em maior ou menor intensidade, mas o que vai definir isso é a capacidade de cada um em se adaptar o mais rapidamente possível a uma nova realidade.

É perfeitamente natural que se gaste mais em épocas de bonança, que, convenhamos, estão cada vez mais raras, mas essa mesma naturalidade não é verificada quando ocorre o efeito inverso.

Quem tem renda fixa (funcionário, por exemplo) só sente a crise de fato quando perde o emprego, considerando que mantenha os gastos sob controle, é claro. Já quem é profissional liberal e tem renda variável sente na pele a oscilação dos rendimentos, portanto, está mais vulnerável à montanha russa da economia. Por isso mesmo, tem a obrigação e a necessidade de cuidar ainda mais do aumento descontrolado dos gastos, que é sorrateiro, como um tigre à espreita da sua presa, e pode devastar suas finanças em apenas alguns meses de baixo rendimento.

Tenho notado um padrão naqueles que sofrem ainda mais a cada crise, que pode ser resumido em três pontos básicos:

1) Falta de controle nos gastos;
2) Falta de reserva financeira para gastos extraordinários;
3) Falta de poupança mínima para a época de vacas magras.

Não existe mágica para fazer dinheiro, assim como também não existe uma fórmula para fazer com que as nossas contas simplesmente desapareçam da nossa frente, mas há uma coisa que qualquer pessoa pode e deve fazer: adequar seus gastos à sua realidade financeira. O remédio é bem amargo, mas é a única saída.

O problema é que o corte dos gastos deve sempre envolver a família inteira, mas falar de finanças ainda é considerado um tabu entre muitos casais, sendo que essas falta de comunicação e transparência acabam criando percepções diferentes sobre o tamanho da crise e da real necessidade de se economizar. Num segundo momento, versam acerca de quais gastos deverão ser cortados.

Para agravar o problema, na maioria dos casos, as pessoas só procuram ajuda quando a situação está critica e, mesmo assim, para tratar somente dos efeitos, deixando as causas para depois, pois geralmente, nesse momento, já não existem mais despesas a serem cortadas... Tudo virou uma grande bola de neve!

Outra frase que ouço bastante por aí é: “Se a gente não fizer dívidas, não consegue comprar nada”. Essa frase até pode ter algum efeito prático para quem não consegue poupar ou quando você precisa adquirir algum bem extremamente necessário ao seu dia a dia ou ao seu trabalho, mas o recomendado é que se guarde o dinheiro para comprar à vista, sempre. E aqui vale o exemplo da compra de um carro: se você financiar um carro no valor de R$ 50.000,00 a uma taxa média de 2,50% ao mês, pagará 60 parcelas de R$ 1.617,67. Ou seja, ao final do contrato, você terá desembolsado o valor total de R$ 97.060,20 (quase duas vezes o valor do veículo!).

É claro que todos temos o sonho e a ambição de obter a maior renda mensal possível, que cubra todos os nossos gastos e desejos. Mesmo assim, independentemente do quanto você ganha, o que pode fazer a crise alcançá-lo é o quanto você gasta do seu salário e como o faz.

Portanto, fazendo uma nova adaptação ao ditado anterior, podemos afirmar que: Quem gasta mal, gasta duas vezes, ou mais.

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Postado por Isaac Rincaweski
31/10/2016 às 14h06

 
Para fugir da correria do dia a dia... Eu corro!

A corrida já é o segundo esporte mais praticado no Brasil, perdendo somente para o futebol.

Quando eu era criança e assistia à Corrida de São Silvestre, ficava fascinado com a resistência dos corredores que participavam daquela que é uma das mais tradicionais corridas de rua do Brasil e, jamais, nem em sonho, eu imaginei que um dia pudesse estar lá no meio daquele povo.

Confesso que ainda não consegui realizar meu sonho (que eu não ousava sonhar quando criança) de participar da Corrida de São Silvestre, mas agora já não mais pelo motivo daquela época (não ter resistência). Hoje eu sei que consigo, e isso faz toda diferença.

Corro regularmente há alguns anos e posso afirmar que nada se compara à participação de uma prova de rua. Atualmente, o pessoal da organização de corridas não tem mais o hábito de colocar música na hora da largada e, talvez seja por esse motivo que lembro com carinho de uma prova de que participei há alguns anos aqui em Blumenau/SC, onde foi tocada a música do Queen, “We Will Rock You”, que faz parte da trilha sonora do filme Coração de Cavaleiro. Foi de arrepiar! Hoje, cada vez que ouço essa música, eu me lembro daquela corrida.

E digo mais: como essa foi uma das primeiras provas de rua de que participei, o efeito positivo que me causou foi determinante para a consolidação desse esporte na minha vida e, principalmente, no prazer em participar de provas de rua.

Mas, independentemente da música, a sensação da largada é única. Existe uma energia tão forte naquele aglomerado de corpos, com todos os tipos de cheiros (suor, perfume, cânfora...) que temos a impressão de podermos correr sem parar por toda a eternidade...

No entanto, nos treinos do dia a dia, muitas vezes, quando eu retorno do trabalho para minha casa, não tenho a mínima vontade de sair para correr. E não me envergonho de dizer que isso acontece com bastante frequência, principalmente nos dias mais frios, quando o sofá ou a cama, fingindo-se de amigos querendo me abraçar, agem sorrateiramente em conluio com minhas fraquezas para sabotar os meus treinos.

Basicamente, minha rotina de treinos se inicia logo após o expediente no trabalho, às 17h30min, quando, chegando em casa, faço um lanchinho bem leve e dou uma espiada na rua, na esperança de que já esteja chovendo... Doce ilusão, por incrível que pareça, em 99% dos dias, nunca chove (exceção para o inverno deste ano, que está frio e chuvoso), e sou “obrigado” a sair para correr.

Obrigado e agradecido, pois bastam alguns minutos de corrida para esquecer a preguiça de sair de casa e começar a sentir os efeitos da endorfina invadindo meu corpo.

E esse efeito benéfico para o nosso bem-estar e para a nossa saúde, tanto física quanto mental, não advém somente dos efeitos da corrida, mas, sim, da prática de qualquer atividade física. Até mesmo uma singela caminhada contemplativa, num ritmo leve, mas constante, que lhe permita observar as paisagens, que é aquela caminhada sem compromisso, sem rumo, tem o mesmo poder, se praticada com regularidade.

O importante é estarmos em movimento e fazermos aquilo que nos dá prazer.

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Postado por Isaac Rincaweski
15/8/2016 às 13h52

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