Digestivo Blogs

busca | avançada
31762 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Artista plástica Ana Maria Tavares estará no Programa Arte-Papo da Fundação Ema Klabin
>>> Escritora Isa Colli faz lançamento oficial no Brasil de seu livro na Bienal do Livro Rio de Janeiro
>>> Shopping Metrô Tucuruvi traz literatura com muita diversão em Feira do Livro
>>> Seminário reflete sobre Arquivos e Direitos Humanos com documentos da Comissão Teotônio Vilela
>>> Evento gratuito discute as transformações do jornalismo
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Luz sob ossos e sucata: a poesia de Tarso de Melo
>>> Da varanda, este mundo
>>> Estevão Azevedo e os homens em seus limites
>>> Séries da Inglaterra; e que tal uma xícara de chá?
>>> A fotografia é um produto ou um serviço?
>>> A noite iluminada da literatura de Pedro Maciel
>>> Apontamentos de inverno
>>> Literatura, quatro de julho e pertencimento
>>> O Abismo e a Riqueza da Coadjuvância
>>> Os Doze Trabalhos de Mónika. 4. Museu Paleológico
Colunistas
Últimos Posts
>>> Jeff Bezos é o mais rico
>>> Stayin' Alive 2017
>>> Mehmari e os 75 anos de Gil
>>> Cornell e o Alice Mudgarden
>>> Leve um Livro e Sarau Leve
>>> Pulga na praça
>>> No Metrópolis, da TV Cultura
>>> Fórum de revisores de textos
>>> Temporada 3 Leve um Livro
>>> Suplemento Literário 50 anos
Últimos Posts
>>> Se está ruim para todos, seja melhor que os outros
>>> The game of Prones
>>> Pétalas neon
>>> À Lígia
>>> Um biombo oscila entre o côncavo e o convexo
>>> Síndrome da desesperança
>>> Simbiose
>>> Grafologia
>>> Premiadas
>>> Plagas e pragas
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Farinhas fundidas
>>> Mondrian: a aventura espiritual da pintura
>>> Palavras que explodem no chão
>>> O Enriquecer é Glorioso!
>>> A maçã de Isaac Newton
>>> Televisão versus Internet: a disputa desnecessária
>>> O Frankenstein de Mary Shelley
>>> O engano do homem que matou Lennon
>>> Exibir sem mostrar
>>> It's my shout
Mais Recentes
>>> Mito e Mitologia
>>> Cartas de Santo Inácio de Antioquia (Comentário Dom Paulo Evaristo Arns)
>>> Pop-up Game Of Thrones
>>> Um plano de saúde que Deus garante - Dr. Fernando M.F. de Oliveira
>>> Mais que um Carpinteiro - Josh McDowell
>>> O livro da selva 2ª ed.
>>> Criação, Graça, Salvação
>>> As Novas Antropologias. Um desafio à Teologia
>>> Teologia da Criação
>>> As Parábolas de Jesus
>>> O Pai-Nosso. A Oração do Senhor
>>> O Sermão da Montanha
>>> Convite à Filosofia
>>> O Advogado
>>> As Escravas do Diabo
>>> Trilogia Coleção Rubaiyat - O Livro de Job, O Livro da Sabedoria, Eclesiastes
>>> Ardente Reencontro
>>> Segredos Perigosos
>>> Voltando Para Você
>>> Prometida Para o Príncipe
>>> Oásis do Coração
>>> Diga Sim Ao Amor
>>> Procura-se Uma Babá e Uma Chance Para Amar
>>> Cenário de Sedução
>>> A Outra Face
>>> A Outra Face
>>> Os Frutos Selvagem da Sibéria
>>> A Filha do Deputado
>>> Os Frutos Dourados do Sol
>>> Safra Vermelha
>>> O Martírio do Obeso
>>> O Mistério Frontenac
>>> O Senhor das Moscas
>>> O Lado Escuro dos Ceús
>>> Um Rei na Manga
>>> Filhas de Outros Homens
>>> Na Asa da Borboleta
>>> Sereníssima
>>> Médicos em Perigo
>>> Plexus- A Crucificação Encarnada
>>> A Volta do Tarzan
>>> Em Aquário Ninguém se Esconde
>>> Trilogia: Peça-me o que Quiser, Peça-me O Que Quiser Agora e Sempre e Peça-me O Que Quiser Ou Deixe-Me
>>> Perdida
>>> Cerrrado em Perspectiva(s)
>>> Como Sobreviver A Perda de Um Amor
>>> Você é mais Capaz do Que Pensa
>>> Para o Dia Nascer Feliz
>>> Alegria e Triunfo
>>> A Cabala e a Arte de Ser Feliz
BLOGS

Quarta-feira, 15/3/2017
Digestivo Blogs
Blogueiros

 
Silêncio, de Martin Scorsese


Reprodução


É bobagem criticar o filme de Scorsese pela temática cultural apenas, apelando para a crítica à Igreja, ou para o inglês falado pelos Jesuítas portugueses, que se arvoram a ir ao Japão do século 17 em busca de um padre que teria se renegado. Em tempos de acentuados “tudo me dói” e “isso não me representa”, fazer isso é um pouco de desonestidade intelectual.

Sutileza. Essa é a chave para se apreciar “Silêncio” (Silence, 2017). Sutileza da temática e sutileza - sim, há imagens fortes (sic) no filme - das imagens. Esqueçamos a vulgaridade com que se usa esse adjetivo; Scorsese nunca é vulgar, não precisa espatifar um escravo para dizer que isso não se faz (12 anos de Escravidão, etc etc etc.).

Não temos nada das imagens que mais marcaram a carreira do diretor, a câmera não representa freneticamente as cenas, a imagem não congela com uma trilha sonora ao fundo, o cenário não é sempre belo (Kundun – 1997) e nós não nos identificamos, inequivocamente, com um personagem, mesmo um assassino, carismático.

A sutileza da temática religião/fé está representada em cenas e imagens que merecem ser observadas com atenção e alguma percepção contemplativa. Esse aspecto sutil está, por exemplo, na presença do personagem Kichijiro (Yôsuke Kubozuka). Kichijiro é o guia da expedição. Ele perdeu a família que se recusou a renegar a religião cristã. Vive atormentado, porque renega e sobrevive.



Ele é a personificação da incompreensão, medo, culpa e dúvida que atravessam a narrativa e marcam, decisivamente, o protagonista, padre Rodrigues (Andrew Garfield, em uma atuação que, espero, apague da memória adolescente seus arroubos infantis). Kichijiro, a todo momento, trai o padre e, ao mesmo tempo, quer se confessar para obter o perdão e ficar “limpo”.

O que, ao final, padre Ferreira (Liam Neeson), o jesuíta “adaptado”, questiona sobre a força da religião, a diferente ideia de Deus, a incompreensão do cristianismo pelos japoneses, se mostra, quase como cinismo e ironia, em Kichijiro. Sempre encontrando uma saída “fácil” na praticidade do mundo real, ele é aquilo que é sujo, corrupto e covarde e que ameaça degenerar qualquer convicção, ameaça, em “Silêncio”, a convicção da fé.

Esse embate entre espírito e carne, fé e realidade, será a cruz do padre Rodrigues. Ele mesmo se vê, alucinadamente, como Cristo e imagina, com Jesus, conversar. Incondicionalmente, movido por sua fé, ele passa pelas provações do mundo que o rodeia. Um mundo no qual a cultura nativa quer, pela violência sobre os cristãos japoneses, convertê-lo para que ele sirva de exemplo.

Exemplos são modelos a serem exibidos. Rodrigues questiona-se sobre ceder em prol dos camponeses torturados. Sua agoniante indecisão representa a complexidade temática de um filme que não cede a esquematismos e maniqueísmos. A lógica simples do colonizado versus colonizador aqui não cabe, se esmaece.

Não se trata aqui apenas de um choque cultural. É claro que ele é um cenário temático do filme. Mas ele não é, de modo algum, sua única razão. Serve para uma leitura antropológica, mas serve, especialmente, para uma leitura estética (não são inseparáveis). Não adianta gritar pela urgente politização do filme, ou pela culpa do ocidente. Isso é apenas uma leitura do que o filme não se propõe e não é. Deixemos isso para as ladainhas dos likes.

Scorsese não quer simplesmente escolher um lado, ele não fez um filme para a fruição dos blockbusters, nem está glorificando aquilo que é, fundamentalmente, complexo, porque, evidentemente, humano. Seu caráter épico está em sua singeleza de mostrar uma história que não é para ser vista como uma aventura em uma terra distante. Já temos aventuras demais e histórias de menos e uma terra distante entre ambas.

Silêncio como modo de ouvir e compreender. Como questionamento e ascese. Para ouvir a si próprio, para compreender o silêncio de Deus, diante do barulho angustiante dos gritos de dor dos que são crucificados no mar e pendurados de ponta-cabeça em poços. Um tipo de expiação, nos mostra Scorsese, sem o qual nem a certeza da fé, nem a sua dúvida podem ser contempladas. Nem o júbilo frágil da imanência, nem o sublime tênue da transcendência. Silêncio.


Relivaldo Pinho é autor de, entre outros livros, Antropologia e filosofia: experiência e estética na literatura e no cinema da Amazônia. ed.ufpa, 2015 .


Texto publicado em O Liberal, 14 de março de 2017, p. 2.

[Comente este Post]

Postado por Relivaldo Pinho
15/3/2017 à 00h36

 
Ninfa, etapas da criação da pintura *VÍDEO*



"Ninfa"

Pintura a óleo sobre tela

Data da finalização: 13 de março de 2017

acie

*** veja o vídeo (duração 14 s) ***


João Werner em redes sociais:


[Comente este Post]

Postado por Blog de João Werner
14/3/2017 às 11h37

 
Ascensão e Queda de Leandro Karnal

O Leandro Karnal, como figura midiática, é uma invenção da Casa do Saber. Assim como o Luiz Felipe Pondé, antes dele

Eu lembro quando eles eram professores universitários, desconhecidos do grande público, falando para uma elite, que pagava os cursos, na Casa do Saber

A Casa do Saber, também chamada "Daslusp", teve o mérito de aproximar esses professores universitários de um público com o qual eles jamais teriam contato - e vice-versa

Alguns professores, como Karnal e Pondé, tiveram a habilidade de traduzir o saber "acadêmico" para um público leigo - e caíram no gosto

Viraram coluna de jornal, comentarista de rádio, comentarista de TV, livro, vídeo no YouTube, assessor para assuntos aleatórios, celebridade etc. - não, necessariamente, nessa ordem

Não sei quando foi o auge do Pondé, mas o auge do Karnal foi agora, que ele postou essa foto com Sergio Moro, e achou que tinha de voltar atrás - e retirou a foto

Eu nunca acompanhei ele, nem cheguei a vê-lo na Casa do Saber, mas já estava cansado dele, confesso. Não dele, como pessoa, mas do nome dele em todo lugar

Ninguém é tão bom que resista a tanta exposição. (E isso é um alerta, também, para o Sergio Moro)

O problema da foto não é ser com o Moro. Poderia ser com o Lula

O problema da foto é retirar e depois escrever que pode "postar" foto com quem quiser. Mas, se pode, então por que retirou?

O lance de "seguir" alguém de opinião é, justamente, seguir alguém que *não segue* a massa (e que tem, supostamente, a sua própria opinião)

Mas quando essa pessoa fica mais preocupada com a opinião dos outros - e retira a foto -... que tipo de "opinião"... tem essa pessoa?

Audiência vicia, eu sei... "Likes", comentários, compartilhamentos. No caso dele: cachês, palestras, convites, jantares, encontros com poderosos...

Também existe a questão ética - que, no Brasil, a maioria ignora - de comentar e, ao mesmo tempo, se misturar com o próprio assunto

Karnal pode se encontrar com quem ele quiser, jornalistas fazem isso mesmo - mas não pode posar de "amigo" de alguém que é alvo de seus comentários

Se são amigos (o que não é nenhum problema, a princípio), qual a isenção de Karnal para comentar Moro? Nenhuma, certo?

E se *não são* amigos, por que "postar" aquela foto simpática? Por que querer "parecer" amigo então?

A consagração de Karnal só aumentava. Ele achou que poderia tudo. Até ser amigo do juiz mais poderoso do Brasil

Não podia, Karnal. Você é professor de História. Você não é "a" História. Conforme-se

Para ir além
Compartilhar

[Comente este Post]

Postado por Julio Daio Bløg
14/3/2017 às 08h22

 
Formatura da Poli 2016

O que falei nesse fim de semana como paraninfo da turma de Automação & Controle da Poli que se formou em 2016 foi mais ou menos o seguinte:

Uma expressão que aparece muitas vezes nos discursos dos reitores das universidades americanas é tikkun olam. Tikkun olam é um termo hebraico que significa "reparar o mundo", e se refere ao compromisso de agir construtivamente e consertar os obstáculos ao trabalho coletivo por um mundo melhor.

Os últimos anos foram de muita discórdia no Brasil. Nossa missão como engenheiras e engenheiros, tanto no sentido concreto como metafórico, é reparar os estragos feitos pelos conflitos: construir pontes, abrir circuitos de comunicação.

Quando vocês me deram essa honra de falar na formatura, eu teria ficado satisfeito em dizer que esse é o sentido da carreira que vocês estão iniciando. Mas observando os acontecimentos dos últimos meses, e a calamidade que está se desenrolando nos Estados Unidos, eu fiquei em dúvida se uma mensagem otimista sobre tikkun olam ainda é razoável.

(Nesse ponto improvisei um comentário mais ou menos assim. "Eu perguntei para minha rabina em Boston, e ela disse que eu devia escrever mais alguma coisa no avião. Agora vocês sabem quando professor prepara aula: quando todo o mundo está dormindo. O que escrevi foi o seguinte.")

Nossos planos devem ter também um sentido de manutenção preventiva. Não só o cuidado com as máquinas e equipamentos; precisamos olhar para o futuro e agir profissionalmente com decência, com integridade. Evitar que os atritos, as combustões, os surtos e transientes, os zeros de fase não-mínima, danifiquem nossas amizades, nossa sociedade e as instituições.

É uma carreira linda que vocês têm pela frente. Voltem sempre!

[Comente este Post]

Postado por O Blog do Pait
13/3/2017 às 10h54

 
Websérie Pretas é destaque em festival na França




Com direção de Lucas Moraga, a websérie "Pretas" foi feita pela produtora Invisível Filmes. Imagem: Reprodução

Que a produção cultural de Belém, é muito rica, ainda que a necessidade de profissionalização da gestão – pública e privada – seja urgente e cada vez mais obrigatória por parte de governantes e realizadores, sabe-se (reconhece-se) há muito tempo.
No entanto, nos últimos anos, principalmente através da produção audiovisual (e também a musical, notemos), este cenário – finalmente – parece estar sendo modificado, com maior investimento de tempo (sim!), coragem e vigor para apostar em conteúdos inovadores e sua circulação; e, por fim, com maior pensamento estratégico. Exemplo disto é a websérie paraense “Pretas”, que possui roteiro de Hian Denys, Othon Montalvão e Lucas Moraga (que assina também a direção da obra).
A série possui como protagonista Abigail, interpretada por Rosilene Alves, uma pugilista que enfrenta um verdadeiro caleidoscópio de desafios: criar a filha pequena, seguir na carreira e os preconceitos por ser mulher e negra na Amazônia.

Acompanhe meus textos, dicas, vídeos e outros conteúdos em minha página no Facebook!

O piloto da websérie, que desde o início foi concebida para ter episódios independentes (o que facilita sua circulação em diversos meios, festivais e outras “janelas” de exibição) quebrou inúmeras barreiras e fugiu das desculpas que muitos adoram dar para justificar a pouca ou nenhuma vontade de desenvolver algo e mesmo encarar grandes desafios.
Em 2016, “Pretas” venceu o Festival Osga de Vídeos Universitários, da Universidade da Amazônia; em 2017, o Festival da Freguesia do Ó, em São Paulo; e foi selecionada para o 39º Festival du Court métrage de Clermont-Ferrand, na França, um dos maiores festivais de cinema do mundo. Detalhe: o primeiro capítulo custou apenas R$350,00. Isto mesmo: menos da metade de um salário mínimo (que, sabemos, é ínfimo e não atende as necessidades básicas de milhões de brasileiros).


Com investimento mínimo, muita coragem e bom trabalho estético, o filme chegou ao Festival du Court métrage de Clermont-Ferrand este ano. Imagem: Reprodução

Embora muita gente ainda associe produção audiovisual com altos custos, grande equipe e a necessidade dos mais novos equipamentos, como se vê, com um pequeno valor a obra alcançou grande visibilidade e retorno. Tudo isto foi possível por conta de um jovem de grande talento e coragem: o paraense Lucas Moraga, de apenas 22 anos, que atualmente é concluinte no curso de Publicidade e Propaganda e “luta pelo audiovisual como estilo próprio de vida e sonhos”, como se auto define.
A trajetória do jovem, que afirmou que suas grandes inspirações no cinema são “Tim Burton, através dele conheci um cinema incrível na infância. Hitchcock com suas obras fantásticas. E atualmente todos os irmãos e irmãs negros(as) que se aventuram em fazer o audiovisual”, merece destaque.
“Apesar do pouco tempo no audiovisual já acumulo alguns títulos. Na minha filmografia já constam 14 premiações, incluindo premiações principais de melhor filme, e 12 seleções oficiais em variados festivais nacionais e internacionais”, diz Moraga, que em 2015 também recebeu o Prêmio de Melhor Curta no Festival Osga pelo filme “Pôr da Terra” e que em 2016 recebeu menções honrosas no Festival de Audiovisual de Belém.

Veja o primeiro episódio da websérie:



"Pretas" do poder
Em uma época em que ganha maior destaque discussões sobre empoderamento e a necessidade de se refletir, cada vez mais, sobre o papel político da arte, o filme apresenta temas que por vezes são “escondidos” de grandes debates, como racismo e o papel da mulher, em especial na Amazônia.
“Desde o começo tínhamos noção do campo de batalha em que estávamos entrando e apesar do medo estamos encarando com muito respeito e força. Fazer cinema negro é politizar. É denunciar. É principalmente desmitificar que o negro não tem talento para protagonizar histórias”, enfatiza Lucas.
Política e estética se unem e ajudam a tocar vidas, seguindo aquilo que Ana Margarida da Costa Ribeiro (2008) afirmou ao dizer que “em mais de cem anos de existência, o cinema criou, moldou e difundiu uma enorme quantidade de imagens e pensamentos sobre essas imagens e sobre o mundo”. Uma obra, então, vai além da tela (seja qual for o tipo de tela atualmente) e pode impactar inúmeras vidas.


A equipe de produção de "Pretas" prepara os novos episódios da websérie. Foto: Reprodução/Facebook

“Com a websérie no ar há menos de três meses já recebemos diversos relatos de como a história alcançou e impactou quem assistiu e isso é incrível. Não tínhamos uma real dimensão disso antes, mas agora começamos a ter bem mais. E ficamos muito contentes com isso”, destaca Lucas.
Como se vê, além da importância estética, é claro, a obra também se destaca pela circulação e caráter político e social e mostra também a alunos e professores que o incentivo e luta pelo que se acredita (ainda que seja algo clichê) e a preparação para isto (o que muitas vezes é deixado de lado), são fundamentais e rendem bons frutos.
Sobre isto, o diretor comenta que “primeiramente é importante observar que jamais podemos desprezar o que fazemos dentro da universidade enquanto produção. Basta ter empenho, correr atrás e fazer acontecer. Estar sendo exibido fora do país é uma sensação única e nos dá esperanças gigantes de um dia estar em grandes festivais exibindo nosso trabalho e vivendo disso”. Para isto, no entanto, é necessário maior investimento e pensamento e planejamento estratégicos.

Continuação da websérie depende de você!
Desde 7 de março, a produtora Invisível Filmes está com uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) para arrecadar o valor necessário para produzir de forma mais ampla a continuidade da série.
De acordo com a descrição da campanha, “em ‘Pretas’ visamos um chamamento para o problema da ausência de representatividade negra em produções cinematográficas. Levando em conta aspectos culturais. Tudo de forma metafórica e ficcional que passe uma maior ideia de como isto está presente tão fortemente em nossas vidas”.
Diz ainda a descrição que “dentro dessa proposta começaremos a debater, ainda que de forma inconsciente, qual o papel dessa presença negra sendo protagonista de suas próprias histórias, tendo como alvo principal a mulher negra. Pretendemos inscrever o piloto da websérie em festivais regionais, nacionais e internacionais para uma maior visibilidade do assunto, divulgação de que o audiovisual no Pará é uma realidade e que possuímos um material de qualidade”.



Tudo isto, como se sabe, depende de um ponto de partida que é a coragem de fazer diferente. Com diversas possibilidades via internet, isso não se torna necessariamente mais fácil, mas certamente bem mais possível. “Eu sigo um lema desde o começo: Independente de ter ou não equipamento. De saber ou não manusear. Escrever um roteiro. Vai e faz. A internet está ai para nos ajudar e eu digo que um dos meus maiores professores foram os tutoriais do Youtube. O 'segredo' é nunca parar na primeira produção por achar amadora demais. A evolução vai se dar na prática, fazendo mais filmes, convivendo com mais pessoas e vivendo mais histórias”, explica Lucas.
É ainda o diretor, quando perguntado ainda onde pode chegar que dá um exemplo de estímulo e confiança típicas de quem sabe de fato o que está fazendo e que já começa a caminhar de forma mais firme na produção cultural: “minhas asas estão abertas e alçando voos. Não sei exatamente onde quero chegar, o meu ‘ir’ faz o caminho. Sou um caçador de histórias”, finaliza.

Colabore
Conheça mais sobre o projeto de financiamento coletivo para a continuidade da websérie, as contrapartidas e outras informações clicando aqui. Colabore para fazer o cinema brasileiro, da Amazônia, cada vez mais forte!

Por Enderson Oliveira

[Comente este Post]

Postado por Blog de Enderson Oliveira
13/3/2017 às 10h06

 
Paráfrase

Pensar
com o
coração

é revelar-se
em ato
contínuo

a cada
instante

[Comente este Post]

Postado por Metáforas do Zé
12/3/2017 às 22h34

 
Na métrica da vida

A métrica de um poema
Está na harmonia do verso,
Na imagem de quem vê
A face pelo reverso.
Dos olhos suas retinas,
Dos corpos pétalas finas,
Depurados num processo.


[Comente este Post]

Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
11/3/2017 às 21h15

 
Pessoana (série: Sonetos)

Desvelando o mistério do incerto,
tantos gigantes das marés venci
e ante assustada calma naveguei
abismos a fechar-me o mar aberto.

A luz eu busquei trazer ao espaço
que dentro do coração se evadia
nos longes, quando de tudo fugia
ao afastar-me de mim passo a passo.

Do acre pranto desejei quietude,
do tempo o castigar-me docemente,
aos atos que o bem-fazer jamais pude.

Pois, viajante que ao cais nunca mente
nem às águas beijando a pedra rude,
sou e não sou nem triste nem contente.

[Comente este Post]

Postado por Blog da Mirian
11/3/2017 às 09h01

 
Febre

No grosso
da paixão

o fino
fio da
intuição

O relâmpago
e a tempestade

[Comente este Post]

Postado por Metáforas do Zé
10/3/2017 às 08h52

 
Dois anos de Cinema Independente

No domingo, 26, completaram-se dois anos do lançamento no YouTube do meu primeiro curta-metragem. Ou seja, a rigor, são dois anos de minha atividade como cineasta. É evidente que, numa arte como o Cinema, a confecção da obra antecede (às vezes de muito) a sua comunicação ao público, mas também não há dúvidas de que um filme, ou qualquer obra de arte, só se realiza de fato quando encontra espectadores dispostos a apreciá-lo. 


Exibição do filme Tia Zefa no Dia da Consciência
Negra 2014 em Paraíso (TO) - 22.7.15
(Foto: Cláudio Macagi)


Meu primeiro filme lançado, Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014, fora filmado pouco mais de três meses antes do lançamento - mais exatamente em 20 de novembro de 2014, no Centro de Cultura Negra do Amapá, em Macapá. Este curta inaugurou a série "As Tias do Marabaixo", que abrangeu mais quatro filmes (Tia Chiquinha, Tia Biló, Natalina e Tia Zezé no Encontro dos Tambores). Ainda em 2015, rodei o sexta curta, Você é África, Você é Linda, em Jequié (BA). O sétimo filme, um nanometragem (filme cuja duração é menor que 1 minuto), foi disponibilizado há apenas nove dias: Vê se Vê, produzido em Porto Velho em 2014 e o único lançado no Vimeo. 

Sete filmes em dois anos me parece um saldo extremamente positivo, ainda mais se considerar que todos são totalmente independentes, sem financiamento público ou privado para sua realização (como costumo brincar, são "100% Meu Bolso Produções"). De toda essa safra, os mais vistos são os da série "As Tias do Marabaixo", que além de inúmeras exibições em Macapá entre 2015 e 2016, foram apresentados também ao público de Paraíso (TO), Salvador e Porto Velho. Houve ainda exibições para os participantes da minha Oficina de Cinema Independente, que teve duas edições até o momento - Jequié, 2015 e Belém, 2016. Em breve, deverão acontecer novas apresentações, já que o projeto foi selecionado em editais para exibição este ano em Belém e Porto Alegre. O curta Tia Biló abriu a Mostra Cine Redemoinho em Angra dos Reis (RJ) em novembro passado. 

A própria Oficina de Cinema, bem como o lançamento de seu texto-base (Cinema Independente) como e-book, é um desdobramento natural do meu trabalho como cineasta. Não basta produzir e exibir, é preciso deixar um legado - o que aprendi com o produtor cultural André Donzelli, o Porkão, grande agitador cultural de Palmas. 

Mas, ok, efetivamente são dois anos do primeiro lançamento. O que eu nunca contei antes foi que minha ideia de fazer cinema não começou quando decidi iniciar o projeto "As Tias do Marabaixo", em abril de 2014. O primeiro projeto de filme que escrevi foi em 2005, num edital do Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica Clarival do Prado Valadares. O edital contemplaria o financiamento de uma pesquisa, com pelo menos um desdobramento obrigatório (a publicação em livro), porém o proponente ficava livre para sugerir outros produtos derivados. Propus então contar a história do Barra 69, como ficou conhecido o show da despedida de Caetano Veloso e Gilberto Gil, em julho de 1969, quando a ditadura militar os obrigou a deixar o Brasil. Caetano e Gil foram acompanhados no show realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) pela banda Lief''s, integrada por, entre outros, os irmãos Pepeu e Jorginho Gomes; consta que ao final do show Pepeu foi oficialmente convidado por Moraes Moreira e Galvão para fazer parte dos Novos Baianos. O projeto se chamaria "Aquele Abraço (Barra 69)" - Gil gravou o samba "Aquele Abraço" na véspera de partir para o exílio, e lançou a música no show. 

Até onde eu saiba, nunca houve um livro no Brasil dedicado a falar de um único show (e, como meu projeto não foi aprovado, continua não havendo - risos). Pois bem: além do livro, resolvi incluir no projeto a realização de um longa-metragem de animação contando a história do show! Um projeto relativamente caro, que de fato só poderia ter sido feito caso eu houvesse vencido aquele edital. Lembro que cheguei a comentar o projeto com o próprio Gil, então ministro da Cultura, na reunião que tivemos no Teatro Apolo, no Recife, em fevereiro de 2007. Também falei dele a Moraes Moreira, quando o entrevistei por ocasião de sua apresentação na Feira do Livro de Porto Alegre de 2008 (inclusive Moraes me disse que ele e Galvão já sacavam o Pepeu antes desse show). Enfim, hoje sei que o projeto não só seria muito caro como envolveria um mar de autorizações de pessoas vivas e de herdeiros de pessoas já falecidas, sem falar nos direitos autorais da trilha sonora (minha ideia era usar como base o LP Barra 69, com o áudio de parte do show). 

Agora, a considerar o depoimento de minha mãe, minha vontade de fazer cinema vinha de muuuuito antes de 2005. Lembro que, quando lhe contei do projeto Barra 69, ela recordou uma fala minha ainda muito pequeno, da qual realmente eu não me lembrava, dizendo algo no estilo "Mãe, quando crescer eu quero fazer cinema!". E ela acrescentou que me ouviu e não respondeu, mas ficou pensando: Mas cinema é uma coisa tão cara, como é que a gente vai fazer? 

:)





[Comente este Post]

Postado por Cinema Independente na Estrada
9/3/2017 às 20h02

Mais Posts >>>

Julio Daio Borges
Editor

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




POESIA REUNIDA
LUIZ DE MIRANDA
CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA
(1992)
R$ 25,00



O QUE JESUS DISSE? O QUE JESUS NÃO DISSE?
BART D. EHRMAN
PRETIGIO EDITORIAL
(2006)
R$ 27,80



OS MILIONÁRIOS DO GÊNESIS
CATHERINE PONDER
ÁGAPE
(2012)
R$ 21,00



HIPER COMPETIÇÃO 
RICHARD A. DAVENI
CAMPUS
(1995)
R$ 5,99



CONTABILIDADE PARA EXECUTIVOS
ANDRÉ LUÍS FERNANDES LIMEIRA
FGV
(2003)
R$ 4,00



BIO VOLUME ÚNICO
SÉRGIO ROSSO - SÔNIA LOPES
SARAIVA
(2013)
R$ 95,00



PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO - TIT
VÁRIOS AUTORES
IMPRENSA OFICIAL
(2002)
R$ 10,00



O DOM DE CURAR
AMBROSE A. WORRALL E OLGA N. WORRAL
PENSAMENTO
(1979)
R$ 11,30



CATEGORIAS
ARISTÓTELES
MARTIN CLARET
(2010)
R$ 5,80



CINCO HISTÓRIAS DO BRUXO DO COSME VELHO - 5ª ED.
MACHADO DE ASSIS
PROJETO
(2008)
R$ 25,00




>>> Abrindo a Lata por Helena Seger
>>> Blog belohorizontina
>>> Blog da Mirian
>>> Blog da Monipin
>>> Blog de Aden Leonardo Camargos
>>> Blog de Alex Caldas
>>> Blog de Ana Lucia Vasconcelos
>>> Blog de Anchieta Rocha
>>> Blog de ANDRÉ LUIZ ALVEZ
>>> Blog de Angélica Amâncio
>>> Blog de Antonio Carlos de A. Bueno
>>> Blog de Arislane Straioto
>>> Blog de CaKo Machini
>>> Blog de Camila Oliveira Santos
>>> Blog de Carla Lopes
>>> Blog de Carlos Armando Benedusi Luca
>>> Blog de Cassionei Niches Petry
>>> Blog de Cind Mendes Canuto da Silva
>>> Blog de Cláudia Aparecida Franco de Oliveira
>>> Blog de Claudio Spiguel
>>> Blog de Dinah dos Santos Monteiro
>>> Blog de Eduardo Pereira
>>> Blog de Ely Lopes Fernandes
>>> Blog de Enderson Oliveira
>>> Blog de Expedito Aníbal de Castro
>>> Blog de Fabiano Leal
>>> Blog de Fernanda Barbosa
>>> Blog de Geraldo Generoso
>>> Blog de Gilberto Antunes Godoi
>>> Blog de Haelmo Coelho de Almeida
>>> Blog de Hector Angelo - Arte Virtual
>>> Blog de Humberto Alitto
>>> Blog de Isaac Rincaweski
>>> Blog de João Luiz Peçanha Couto
>>> Blog de JOÃO MONTEIRO NETO
>>> Blog de João Werner
>>> Blog de Joaquim Pontes Brito
>>> Blog de José Carlos Camargo
>>> Blog de José Carlos Moutinho
>>> Blog de Kamilla Correa Barcelos
>>> Blog de Lourival Holanda
>>> Blog de Lúcia Maria Ribeiro Alves
>>> Blog de Luís Fernando Amâncio
>>> Blog de Marcio Acselrad
>>> Blog de Marco Garcia
>>> Blog de Maria da Graça Almeida
>>> Blog de Nathalie Bernardo da Câmara
>>> Blog de onivaldo carlos de paiva
>>> Blog de Paulo de Tarso Cheida Sans
>>> Blog de Raimundo Santos de Castro
>>> Blog de Renato Alessandro dos Santos
>>> Blog de Rita de Cássia Oliveira
>>> Blog de Rodolfo Felipe Neder
>>> Blog de Sonia Regina Rocha Rodrigues
>>> Blog de Sophia Parente
>>> Blog de suzana lucia andres caram
>>> Blog de TAIS KERCHE
>>> Blog de Thereza Simoes
>>> Blog de Valdeck Almeida de Jesus
>>> Blog de Vera Carvalho Assumpção
>>> Blog de vera schettino
>>> Blog de Vinícius Ferreira de Oliveira
>>> Blog de Vininha F. Carvalho
>>> Blog de Wilson Giglio
>>> Blog do Carvalhal
>>> Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
>>> Blog Ophicina de Arte & Prosa
>>> Cinema Independente na Estrada
>>> Consultório Poético
>>> Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
>>> Cultura Transversal em Tempo de Mutação, blog de Edvaldo Pereira Lima
>>> Escrita & Escritos
>>> Eugênio Christi Celebrante de Casamentos
>>> Ezequiel Sena, BLOG
>>> Flávio Sanso
>>> Fotografia e afins por Everton Onofre
>>> Impressões Digitais
>>> Metáforas do Zé
>>> O Blog do Pait
>>> O Equilibrista
>>> Relivaldo Pinho
>>> Sobre as Artes, por Mauro Henrique
>>> Voz de Leigo

busca | avançada
31762 visitas/dia
1,1 milhão/mês