Comunicação: conselhos para (jovens) pesquisadores | Blog de Enderson Oliveira

busca | avançada
16534 visitas/dia
829 mil/mês
Mais Recentes
>>> Dança de Santa Cruz e arte cigana são temas das Rodas em Conversa no Teatro do Incêndio em abril
>>> Mostra gratuita reúne obras de 14 artistas em Curitiba
>>> Livro reúne contos consagrados de João Carrascoza
>>> 'Os trabalhos da mão' traz parceria entre Alfredo Bosi e Nelson Cruz
>>> Exposição Malabaristas Urbanas de Carolina Saidenberg
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Nobel, novo romance de Jacques Fux
>>> De Middangeard à Terra Média
>>> Dos sentidos secretos de cada coisa
>>> O pai da menina morta, romance de Tiago Ferro
>>> Joan Brossa, inéditos em tradução
>>> Sebastião Rodrigues Maia, ou Maia, Tim Maia
>>> 40 anos sem Carpeaux
>>> Minha plantinha de estimação
>>> Corot em exposição
>>> Existem vários modos de vencer
Colunistas
Últimos Posts
>>> Conceição Evaristo em BH
>>> Regina Dalcastagné em BH
>>> Leitores e cibercultura
>>> Sarau Libertário em BH
>>> Psiu Poético em BH esta semana
>>> Existem vários modos de vencer
>>> Lauro Machado Coelho
>>> Jeff Bezos é o mais rico
>>> Stayin' Alive 2017
>>> Mehmari e os 75 anos de Gil
Últimos Posts
>>> Desenhos a lápis na poesia de Oleg Almeida
>>> Eloquência
>>> Cenas do bar - Vladimir, o solteiro.
>>> Deu na primeira página...
>>> Palavra vício
>>> Premissas para reflexão
>>> Sem troco
>>> Libertarias
>>> A mandioca e o canário da terra
>>> Lua nova
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Algo em común
>>> Pedro Paulo de Sena Madureira
>>> Entrevista com Claudio Willer
>>> 22 de Abril #digestivo10anos
>>> A arapuca da poesia de Ana Marques
>>> 2010 e os meus álbuns musicais
>>> O Frankenstein de Mary Shelley
>>> Apresentação
>>> Macunaíma, de Mário de Andrade
>>> Taxi Driver 40 anos - um retrovisor do presente
Mais Recentes
>>> O Ajudante de Mentiroso
>>> Toulouse Lautrec miniguia de arte
>>> Farrapos de Lembranças
>>> Next
>>> A Expansão da Memória (Uma Sátira à Informática)
>>> O Jogo de Runas
>>> Escola Gaiola
>>> Poemas Seletos
>>> De volta à cabana
>>> O Guarda noturno da literatura brasileira vida e obra de Joaquim Osório Duque Estrada
>>> Saber Viver Pessoalmente Profissionalmente Financeiramente
>>> O feitiço da ilha do pavão
>>> Folhas da Fortuna
>>> Adube sua Carreira
>>> Marketing para negocios de sucesso Volume II
>>> O que os Ricos sabem e não contam
>>> Vai Fundo! O Guru das Midias Sociais Ensina a Ganhar Dinheiro Fazendo o que Voce Gosta
>>> Os Panzers da Morte
>>> Fissurar o Capitalismo
>>> Trauma - Condutas na abordagem inicial
>>> Cristo
>>> Os segredos de o simbolo perdido
>>> Hadoop:the Definitive Guide (inglês)
>>> Dieta Ortomolecular
>>> Tratado de Medicina Física e Reabilitação de Krusen Vol 2
>>> Tratado de Medicina Física e Reabilitação de Krusen Vol 1
>>> Dor nas costas
>>> Aspectos Biomecânicos - Cadeias Musculares e Articulares- Método GDS
>>> Exame da OAB Unificado. 1ª Fase
>>> Anatomia Funcional das Cadeias Musculares
>>> Os Doze Passos e as Doze Tradições
>>> Vivendo Sóbrio
>>> Pedra Bonita - Coleção Literatura Brasileira Contemporânea
>>> Pensão Riso da Noite - Coleção Literatura Brasileira Contemporânea
>>> Olhai os Lírios do Campo - Coleção Literatura Brasileira Contemporânea
>>> As Três Irmãs / Contos
>>> Estado de Sítio / o Estrangeiro
>>> Dicionário de Milagres
>>> Minha Fama de Mau
>>> Só É Gordo Quem Quer
>>> Feliz Aniversário - o Poder dos Dias, Estrelas e Números na Sua Vida
>>> Serafim Ponte Grande - Coleção Grandes da Literatura Brasileira
>>> Macunaíma - Coleção os Grandes da Literatura Brasileira
>>> O Fio da Navalha
>>> Os Mandarins - Volume Único
>>> História de Pobres Amantes
>>> Clarissa
>>> A Bagaceira - Coleção os Grandes da Literatura Brasileira
>>> O Guarani - Coleção Grandes da Literatura Brasileira
>>> Nhá Chica - Perfume de Rosa: Vida de Francisca de Paula de Jesus
BLOGS >>> Posts

Quarta-feira, 14/9/2016
Comunicação: conselhos para (jovens) pesquisadores
Enderson Oliveira

+ de 600 Acessos



O Intercom Nacional ocorreu de 5 a 9 de setembro, na Universidade de São Paulo (USP). Imagem: Divulgação.


De 2008 até este ano, tive mais de dez trabalhos publicados nos anais das reuniões da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, a Intercom. Por “chatice” (discernimento?), não gosto de nenhum deles. Ou melhor: só de alguns, em parte. “E olhe lá”. Na verdade nem sei o que penso sobre, não os leio depois de publicados. No máximo “consulto” vez ou outra; o texto tem vida própria e, após escrito, não se sabe o que pode ocorrer e prefiro não percorrê-los novamente.
Também não os leio porque até então considerava o Intercom um espaço menor de discussões, com temas repetitivos (pesquise, brevemente, por exemplo, “análise de capas de jornais policiais” ou filmes como “Clube da Luta” ou “Amélie Poulain” – a repetição parece ser agendada e é assustadora) e cujas análises e provocações (ora, academia é isto!) eram/são, em sua maioria, rasteiras ou inexistentes, não por incompetência dos autores, mas também pelas necessidades do mercado e pelas demandas quantitativas de instituições de financiamento e incentivo à pesquisa.
Admito, no entanto, que talvez esta visão tenha mudado nos últimos dias durante a edição nacional realizada na Universidade de São Paulo (USP) ou mesmo eu tenha “dado uma chance” para o Intercom de conhecê-lo de fato – ou “algo mudou”, minha hipótese preferida, pelo que ouvi de professores e outros membros do público. Em poucos Grupos de Pesquisa (GPs), alguns “Intercons Júnior” (IJs) e nenhuma mesa (bate-papos pops em que a preocupação central é fazer selfie com os debatedores não me interessam) pude perceber maior cobrança, poder de análise, provocações e respeito com a pesquisa em comunicação. Produtos, reconfigurações, temas instigantes e maior percepção da cidade como espaço de comunicação e interações foram pontos que mais me chamaram a atenção. E isto é ótimo, mostra crescimento e melhorias no evento.
Em uma leitura apressada e/ou mesmo geertziana (perdoe este autor pela referência atravessada, Geertz!), tais observações de alguns pontos talvez sirvam principalmente como reflexão para nós pesquisadores que temos certa trajetória e, especialmente, para jovens estudantes que começam a trilhar (n)este caminho da academia.
Levando tudo isto em conta, abaixo então listo e discuto alguns pontos que acredito merecerem destaque na “análise” do Intercom Nacional deste ano e que podem ser considerados “inspirações” (diagnósticos?) para as próximas edições regionais e nacionais, outros eventos e revistas. Na verdade, são observações e “sugestões” ("conselhos"?) para a pesquisa em Comunicação, em especial para quem vai começar na área.

01. Conheça (?) sua cidade
“Saber orientar-se numa cidade não significa muito. No entanto, perder-se numa cidade, como alguém se perder numa floresta requer instrução”, escreveu Walter Benjamin em Tiergarten (Obras escolhidas II, 1985). Mais que isso: encontrar na própria cidade temas e possibilidades de estranhamento são difíceis, desafiadores e, obviamente, estimulantes.
Seja como local de trocas, seja de passagem, seja até mesmo como paisagem, objeto comunicacional de propagandas ou algo do tipo. Ela é importante e deve ser melhor observada, conhecida, “estranhada” e analisada. O aspecto turístico, midiático, redes de relações, atenção à produção cultural, imagens e imaginários despertam muito interesse. Apostemos nisso, mas sem sermos ufanistas e não fiquemos totalmente presos a ela.

02. É hora de (re)criar!
No país dos concursos públicos (muitos possuem como meta de vida a tal estabilidade financeira proporcionada pela aprovação em algum certame), sindicatos, greves anuais, falta de incentivo à iniciativa privada, visão equivocada de empresas (pense na novela ou filme que você acompanha ou já assistiu: o empresário era uma boa pessoa? Provavelmente não…), empreender é um desafio praticamente quixotesco. Ainda bem.
Atualmente é possível pensar e produzir aplicativos, sites, cursos, oficinas e criar startups que fujam de lugares comuns, que lidem com outros públicos e que não sirvam unicamente ao ego do seu criador, mas também como novas alternativas e melhorias à sociedade (Expocom sempre é uma oportunidade…). Não se faz revolução (no sentido real, não de livro de auto-ajuda ou frase de tatuagem clichê) de cima para baixo. Este é e sempre será um bom caminho, ainda que os passos no tal caminho das pedras sejam escorregadios.

03. Trocas são fundamentais
Meses atrás ouvi de uma pessoa que ministra aulas em uma instituição de ensino que temia convidar docentes de fora da faculdade para avaliar os trabalhos de seus orientandos. A frase, que pode ser interpretada como falta de confiança no próprio trabalho e na própria capacidade intelectual, aponta exatamente para o contrário do que é ciência: troca, inovação, recebimento de críticas que provoquem evoluções e melhorias e que, assim, se fuja do comodismo que muitas vezes domina a academia e mesmo a vida na urbe belenense. É preciso se expor, expor trabalhos, saber dialogar, comentar, estranhar-se, desafiar-se e receber críticas. Assim crescemos como pessoas e a produção acadêmica também se desenvolve. Todos ganham.

04. Não se deixe cair na tentação dos objetos…
Minha trajetória é repleta de análises e discussões sobre alguns produtos, principalmente (ou em sua totalidade) estéticos, culturais de Belém, Amazônia, onde nasci e ainda resido. Isto é bom? É. É estilo? Talvez. E daí? Pode ser algo bem melhor. Ora, não raramente observamos objetos que já conhecemos muito e em que o distanciamento e poder de análise ficam comprometidos por relações de afeto e mesmo de proximidade. Isto embaça a visão e torna o texto um panfleto ou release.
É necessário também fazer discussões maiores. A realidade está em movimento (frase clichê) e a maioria das cidades são repletas de alternativas e sujeitos que (res)significam espaços e processos culturais e comunicacionais e que precisam de uma atenção maior. Observar isto é observar não somente a comunicação, mas os sujeitos que a produzem. Não esqueçamos que comunicar é humano. Somos nós mesmos que devemos, mais que notar e debater paradigmas, conceitos e categorias, nos observar e tentar compreender-nos e isso não se dá somente através da análise de alguns objetos, mas sim de panoramas mais amplos que podem ser (re)visitados.

05. Região não define “nível”
Infelizmente ainda há em alguns casos a impressão ou "crença" de alunos e instituições de ensino de cidades do "eixo Centro-Sul" estão avançadas, há anos-luz, em relação a outras, como da Amazônia, e que não é possível chegar em um nível próximo. Ledo engano, acredito.
Que há investimentos e toda uma rede de incentivos, pesquisas, bibliotecas, maiores possibilidades de viagens e demais estruturas em grandes centros é claro. No entanto, tomando por base as discussões do Intercom, afirmo convicto o óbvio: a diferença de região não define “níveis”. Vi apresentações de pessoas de grandes universidades da região Sudeste que leram a base do trabalho (o que é inaceitável, ainda que seja de estudantes de graduação), tornando a apresentação enfadonha e sem sentido; apresentações inseguras de mestres e doutores; estudantes e professores “fora do eixo Sul-Sudeste” que conseguiram segurar a plateia com apresentação envolvente e segura e outros diálogos que mostram que basta querer, se dedicar e ter um bom acompanhamento que se alcança não somente bons resultados, mas modificações no modo de se pensar e produzir comunicação e a certeza e tranquilidade de ter feito um bom trabalho.
É isso que irá diferenciar oportunistas de pessoas que se debruçam sobre temas e possibilidades, sejam os “sérios”, sejam temas mais “malucos” e nem por isso menos importantes. É isso que fará nossa pesquisa (em comunicação) sair de lugares comuns como análise do próprio empreendimento só pela proximidade e pressa, de páginas de jornais policiais e outros clichês. É isso que poderá fortalecer outras iniciativas, trabalhos e toda uma rede que permita, em especial na Amazônia e em Belém, a comunicação ter grandes pesquisadores e exemplos. Sonhemos forte. Pensemos grande!

P.S.: Em 2017 o Intercom Nacional será realizado em Curitiba-PR. É uma grande chance para colocar estas ideias em prática e, ao longo dos processos, descobrir outras possibilidades também.

Por Enderson Oliveira


Postado por Enderson Oliveira
Em 14/9/2016 às 11h19



Mais Blog de Enderson Oliveira
Mais Digestivo Blogs
Ative seu Blog no Digestivo Cultural!

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




TOCA - LIVRO N. 08 - LEITURA PARA GENTE PEQUENA QUE PENSA GRANDE
VÁRIOS AUTORES
MAGIA DE LER
(2011)
R$ 5,00



A ÉTICA DA MALANDRAGEM, NO SUBMUNDO DO CONGRESSO NACIONAL
LUCIO VAZ
GERAÇÃO EDITORIAL
(2005)
R$ 17,00



PARA GOSTAR DE LER - VOLUME 5 - CRÔNICAS
CARLOS D. DE ANDRADE - FERNANDO SABINO / OUTR
ÁTICA
(1980)
R$ 8,90



ONDE ESTÃO AS CRIANÇAS?
MARY HIGGINS CLARK
CÍRCULO DO LIVRO
(1992)
R$ 4,90



A MÁGICA DE PENSAR GRANDE
DAVID J. SCHWARTZ
PRO NET
(1994)
R$ 16,00



SUA EXCELÊNCIA O CHAMPANHA
MAURO CORTE REAL
SULINA
(1981)
R$ 8,99



DAI-ME DOIS BOMBARDEIROS...
RAUL FOLLEREAU
ORDEM DA CARIDADE
R$ 63,27



OS PENSADORES LEIBNIZ
OS PENSADORES - LEIBNIZ
NOVA CULTURAL
(1996)
R$ 3,90



ENTENDENDO A MORTE
HOWARD MURPHET
PENSAMENTO
(1998)
R$ 8,00



TAPACURÁ - VIAGEM AO PLANETA DOS BOATOS
HOMERO FONSECA
CEPE - PE
(2011)
R$ 13,90
+ frete grátis





busca | avançada
16534 visitas/dia
829 mil/mês